CPI do Narcoterrorismo: A Farsa do PT para Proteger o Crime e Perseguir Opositores
Em uma manobra política chocante, a CPI criada para investigar o avanço do narcoterrorismo no Brasil foi entregue ao controle do PT, o partido que se recusou a assiná-la. A estratégia é clara: blindar aliados e transformar a comissão em um tribunal de exceção contra adversários.
A Inversão de Valores na Segurança Pública
O cenário da segurança pública no Brasil atingiu um ponto de inflexão. Diante da escalada de violência e da expansão de facções criminosas, que já operam sob a lógica do narcoterrorismo, a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado Federal surgiu como um sopro de esperança para a sociedade. Contudo, o que deveria ser um instrumento rigoroso de investigação transformou-se, antes mesmo de começar, em um teatro de operações políticas orquestrado pelo governo Lula.
A nomeação do senador Fabiano Contarato (PT-ES) para a presidência da CPI é a prova cabal dessa distorção. Um parlamentar cujo partido não apenas se opôs à criação da comissão, mas que historicamente adota um discurso de leniência com a criminalidade, agora comanda os trabalhos. Trata-se de uma tática deliberada para neutralizar qualquer investigação séria que possa expor as conexões entre o poder político e o crime organizado.
Uma CPI Nascida para Morrer?
A análise da composição da CPI não deixa margem para dúvidas sobre seu destino. A presidência de Contarato, que derrotou o General Hamilton Mourão (Republicanos-RS) por uma margem apertada de seis a cinco votos, efetivamente entrega o controle da agenda e dos rumos da investigação ao governo. Mourão, relegado a uma vice-presidência sem poder efetivo, serve apenas como uma figura decorativa para aplacar a oposição.
“Eu sou delegado de polícia”, afirma Contarato, em uma tentativa de legitimar sua posição. No entanto, o histórico de inúmeros delegados e juízes cooptados pela ideologia garantista, que enxergam o criminoso como vítima da sociedade, esvazia completamente este argumento. A CPI, sob este comando, está fadada a ser o que se chama de “nati morta”: um esforço que já nasce sem vida.
Como relator, foi escolhido o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Embora alguns depositem nele uma tênue esperança de coerência, sua postura é ambígua. Em suas próprias palavras, ele descarta soluções enérgicas como as adotadas em El Salvador, classificando-as como “absolutamente incompatíveis com a nossa Constituição”. Esse discurso legalista, embora pareça razoável, ignora o estado de guerra não declarada que vivemos e serve como um pretexto para a inação.
O Verdadeiro Alvo: Perseguir a Polícia e Centralizar o Poder
A estratégia por trás do controle da CPI é multifacetada. O primeiro objetivo é blindar o governo e seus aliados, especialmente em estados como a Bahia, governado pelo PT há anos e que se tornou um dos epicentros do crime organizado no país.
O segundo, e talvez mais perigoso, é utilizar a comissão como um palanque para perseguir as forças de segurança e governadores de oposição que ousam combater o crime de forma efetiva. O caso do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, é emblemático. Após uma megaoperação que resultou na neutralização de mais de uma centena de narcoterroristas, Castro tornou-se alvo preferencial, enfrentando um processo de cassação que convenientemente ganhou celeridade no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A intenção final, como alertam vozes da oposição, é produzir um relatório final que justifique a aprovação de uma PEC para centralizar a segurança pública sob o comando do governo federal, um passo perigoso em direção a um controle autoritário sobre as polícias estaduais.
O Brasil Paralelo: Governo Propõe “Bolsa Terrorista”
Enquanto a CPI é manipulada, o Ministério dos Direitos Humanos, sob a gestão de Macaé Evaristo, avança com uma proposta que beira o surreal: a concessão de auxílio financeiro às famílias dos 117 narcoterroristas mortos na operação policial no Rio de Janeiro.
Esta iniciativa representa a mais grotesca inversão de valores. O Estado, que falha em proteger o cidadão de bem, agora discute premiar as famílias de indivíduos que empunhavam fuzis contra a polícia e aterrorizavam comunidades inteiras. Onde estava a ministra quando cidadãos eram expulsos de suas casas, jovens eram brutalmente assassinados e meninas eram abusadas por esses mesmos criminosos? A proposta, que o Palácio do Planalto afirma ver “com cautela” em vez de rechaçá-la de imediato, expõe a bússola moral defeituosa que guia este governo.
Destaques da Análise
- Controle Político: O PT assume a presidência da CPI do Narcoterrorismo, mesmo tendo sido contra a sua criação, indicando uma estratégia de obstrução.
- Alvos Claros: A comissão visa perseguir o governador Cláudio Castro e as forças policiais, em retaliação ao sucesso de operações contra o crime no Rio de Janeiro.
- “Bolsa Terrorista”: O Ministério dos Direitos Humanos estuda conceder auxílio financeiro a famílias de criminosos mortos em confronto, ignorando as vítimas da violência.
- Guerra Semântica: A esquerda se recusa a classificar facções como “narcoterroristas” para evitar cooperações internacionais e medidas mais duras, como argumentou o jornalista Marcelo Lins.
- Judiciário Ativista: A celeridade do processo de cassação de Cláudio Castro no TSE, logo após a operação policial, reforça a percepção de uma ação coordenada entre os poderes contra opositores.
Conclusão: A Defesa do Cidadão em Xeque
A CPI do Narcoterrorismo, em vez de ser uma ferramenta de combate ao crime, foi sequestrada para servir a uma agenda ideológica que relativiza a criminalidade e persegue quem a enfrenta. As ações do governo Lula e de seus ministros não deixam dúvidas sobre de que lado eles estão. Ao propor auxílios para famílias de bandidos enquanto a população honesta sofre, e ao manipular uma comissão parlamentar para fins políticos, o governo sinaliza um perigoso alinhamento com as forças do caos.
O Brasil assiste a uma tentativa deliberada de desmoralizar a polícia, enfraquecer os estados e, em última instância, proteger estruturas criminosas. A sociedade civil e a oposição precisam estar vigilantes para denunciar esta farsa e exigir que a segurança pública seja tratada com a seriedade que merece, e não como moeda de troca em um jogo de poder nefasto.
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