SHOW DA MANHÃ – 💣BOMBA: O PRÓXIMO PASSO DE TRUMP CONTRA O STF – 01/12/2025

Anistia, a Farsa da “Dosimetria” e a Chantagem do Centrão Contra Bolsonaro

Enquanto a soltura de banqueiros e os rombos em estatais revelam a impunidade seletiva no país, a discussão sobre a Anistia se transforma em uma armadilha política. O Centrão utiliza a chamada “dosimetria” como ferramenta de chantagem para encurralar Bolsonaro e selar o destino dos presos políticos.

O cenário político brasileiro se desenrola como um roteiro previsível e nefasto, onde as regras parecem se aplicar de maneira drasticamente distinta dependendo de quem está sob os holofotes do poder. De um lado, vemos a célere libertação de figuras envolvidas em escândalos bilionários; de outro, a manutenção de uma perseguição implacável contra cidadãos e lideranças da direita, cujos destinos são agora moeda de troca em um jogo de poder sórdido nos bastidores de Brasília.

A soltura de Daniel Dourado, dono do Banco Master, após seu caso chegar ao Supremo Tribunal Federal, é um sintoma agudo dessa anomalia. Enquanto isso, a proposta de “dosimetria” para os presos políticos surge não como um gesto de justiça, mas como uma armadilha semântica arquitetada para validar a narrativa de um golpe que jamais ocorreu e, ao mesmo tempo, chantagear o ex-presidente Jair Bolsonaro, visando as eleições de 2026. A nossa posição é clara: trata-se de uma cilada que não pode ser aceita.

A Impunidade Seletiva: Banqueiros Livres, Patriotas Presos

A cena é quase cinematográfica: banqueiros presos comemoram ao saber que seu processo subiu para o STF. A ficção, inspirada na Lava Jato, tornou-se a crônica da nossa realidade. Daniel Dourado, envolvido na Operação Zero por um rombo que pode afetar todo o sistema bancário, foi solto na noite de sexta-feira por decisão da desembargadora Solange Salgado, do TRF-1. Agora, com seu caso no Supremo, a sensação de impunidade se consolida.

A ironia é cruel. Roubar bilhões, segundo a lógica vigente, não justifica a prisão preventiva. Não se escreveu em estátuas com batom, não se defecou na mesa de um ministro. Esses, aparentemente, são os crimes hediondos que mantêm centenas de brasileiros encarcerados há meses. Como bem pontuado pela professora Paula Marisa, a comparação é inevitável e revoltante:

O rapaz novo que cometeu esse rombo bilionário, que foi pego fugindo, é solto por “motivos de saúde”. Já Bolsonaro, que não roubou ninguém e passou mal com uma crise de soluços, teve sua prisão decretada pela Polícia Federal sob a alegação de que não haveria equipe médica para atendê-lo 24 horas.

Essa disparidade de tratamento não é coincidência; é um projeto. A justiça se tornou uma ferramenta de perseguição política, onde os verdadeiros criminosos do sistema, como corruptos da Lava Jato e líderes do crime organizado, recebem habeas corpus, enquanto adversários políticos são mantidos sob constante ameaça.

O Retorno da Parasitagem Estatal: O Rombo nos Correios

Paralelamente à impunidade jurídica, assistimos ao renascimento da parasitagem nas estatais, uma marca registrada dos governos petistas. O rombo nos Correios, que deve levar o déficit das empresas públicas ao pior resultado da série histórica – R$ 6,7 bilhões em 2024 –, é a crônica de uma morte anunciada.

No governo Bolsonaro, as estatais registraram lucro. Agora, o aparelhamento político e a gestão incompetente retornam com força total, usando empresas como os Correios para alocar apaniguados, desviar verbas e financiar projetos de poder. Como a análise de Adriles Jorge foi precisa, o roteiro é o mesmo que levou o Brasil à ruína no governo Dilma: má gestão somada à corrupção, quebrando o país e preparando uma “bomba-relógio” para o próximo governo.

“Dosimetria”: A Armadilha Semântica para Validar o STF

No centro do debate político atual está a questão da Anistia. E é aqui que a armadilha mais perigosa é montada. Um vídeo de exilados políticos rejeitando a “dosimetria” circulou com força, e a posição de Michelle Bolsonaro foi enfática: “é anistia ou nada”.

A Validação do Golpe Inexistente

A proposta de dosimetria, defendida por figuras do Centrão como Ciro Nogueira e Gilberto Kassab, é mais do que um meio-termo; é uma capitulação estratégica. Como explicou Paula Marisa, ao aprovar uma redução de pena, o Congresso estaria admitindo que os crimes de “golpe de Estado” de fato ocorreram.

“Uma dosimetria sendo aprovada (…) serve apenas para validar a decisão absurda do STF. Ali os parlamentares irão admitir que sim, houve golpe, sim, as pessoas merecem ser condenadas, mas eles divergem do tempo de condenação.”

Isso daria ao Supremo a validação política que ele tanto busca, diminuindo a pressão externa e legitimando os processos abusivos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes.

A Chantagem do Centrão por 2026

O plano de fundo dessa manobra é a sucessão presidencial. O Centrão quer os votos do bolsonarismo, mas não quer Bolsonaro ou seus indicados no poder. A “dosimetria” serve como isca e como chantagem: mantém a espada da prisão sobre o pescoço de Bolsonaro, forçando-o a apoiar um candidato do sistema – no momento, o preferido é Tarcísio de Freitas.

A promessa, segundo Ciro Nogueira, é que o Centrão só apoiará um presidente que se comprometa com a anistia depois de eleito. É o mesmo “acordo caracu” que vitimou o ex-deputado Daniel Silveira: uma promessa vaga em troca de uma concessão imediata e desastrosa. A direita não pode cair novamente nesta cilada.

Principais Pontos da Análise:

  • Impunidade Seletiva: A soltura de Daniel Dourado, do Banco Master, contrasta com a manutenção da prisão de centenas de manifestantes do 8 de janeiro.
  • Rombo nas Estatais: O déficit bilionário nos Correios sinaliza o retorno do aparelhamento e da má gestão petista, repetindo a fórmula que quebrou o país.
  • A Farsa da Dosimetria: Aceitar a redução de penas seria validar a narrativa do STF de que houve um “golpe”, legitimando os processos ilegais.
  • Chantagem Política: O Centrão usa a situação dos presos como moeda de troca para forçar Bolsonaro a apoiar seu candidato em 2026.
  • Erro Estratégico: A direita erra ao não focar sua energia na pauta essencial desde o início: o impeachment dos ministros do STF que violam a Constituição.

Conclusão

A soltura de um banqueiro, o rombo nos Correios e a armadilha da “dosimetria” não são eventos isolados. São peças de um mesmo quebra-cabeça que revela a restauração de um sistema corrupto, fisiológico e autoritário. Um sistema que persegue seus inimigos e protege seus amigos.

Ceder à chantagem da dosimetria é trair não apenas os presos políticos e exilados, mas o próprio futuro do Brasil. Significa aceitar a narrativa do opressor e entregar o poder de bandeja para aqueles que desejam apenas os votos da direita, mas jamais suas pautas. A única resposta digna e estratégica é a anistia ampla e irrestrita. Qualquer coisa menos que isso é rendição.


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