SHOW DA MANHÃ – URGENTE: MORAES NÃO SE LIVROU DA MAGNITSKY? – 19/12/2025

Operação contra Jordy e Sóstenes Escancara a Lógica do “Dois Pesos, Duas Medidas” no Brasil

Enquanto a Polícia Federal age com celeridade contra deputados de direita, escândalos vultosos envolvendo aliados do governo e o próprio Judiciário permanecem intocados, reforçando a percepção de uma justiça seletiva e politizada.

A manhã desta sexta-feira trouxe mais um capítulo da crônica de uma perseguição anunciada. Os deputados federais Carlos Jordy (PL-RJ) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) tornaram-se os mais recentes alvos de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal, sob a alegação de desvios em cotas parlamentares. O episódio, longe de ser um ato isolado de fiscalização republicana, insere-se em um contexto alarmante onde o aparato estatal parece ter uma mira calibrada seletivamente para a oposição, enquanto desvios de proporções abissais envolvendo figuras do governo e seus círculos de poder são convenientemente ignorados.

A narrativa oficial aponta para irregularidades no aluguel de veículos. No entanto, a desproporcionalidade da ação – com invasão de domicílios e apreensão de telefones de parlamentares no exercício do mandato – soa mais como uma tática de intimidação e “pesca probatória” do que como um procedimento padrão de investigação. A justiça, no Brasil contemporâneo, não apenas parece cega, mas seletivamente míope.

A Justiça de Lupa Seletiva

A operação contra Jordy e Cavalcante levanta questões incômodas sobre o critério e a razoabilidade das ações judiciais no país. Como apontado na análise, um suposto problema em um contrato de aluguel de veículos, algo que poderia ser averiguado com um simples pedido de informações ou depoimentos, justifica uma mobilização ostensiva da Polícia Federal. Para Carlos Jordy, esta é a segunda vez que seu lar é invadido, curiosamente em datas que coincidem com aniversários de familiares, adicionando uma camada de crueldade psicológica à perseguição política.

“É nítida a desproporção. É nítido que o que está acontecendo no Brasil é uma perseguição política”, afirma o vereador Darcio Bracarense, destacando que enquanto a direita é investigada por questões administrativas, escândalos monumentais seguem impunes.

A chamada “fishing expedition”, ou pesca probatória, parece ser o modus operandi: acusa-se sem provas concretas, apreende-se todo o material digital do alvo e, a partir daí, busca-se um crime para justificar a operação inicial. É a inversão completa do devido processo legal.

O Dinheiro em Espécie: Medo da Tirania ou Indício de Culpa?

Um dos pontos explorados pela grande mídia foi a apreensão de cerca de R$ 400 mil em um endereço ligado a Sóstenes Cavalcante. Em um país com normalidade institucional, tal quantia em espécie levantaria suspeitas imediatas. Contudo, o Brasil não vive tempos normais. Em um cenário onde contas bancárias de opositores são bloqueadas arbitrariamente por “golpes da Disney” ou por mera associação a um parlamentar perseguido, manter recursos fora do sistema financeiro tornou-se, para muitos, uma medida de autoproteção contra a tirania do Estado.

Ter dinheiro não é crime. O verdadeiro escândalo não reside nos R$ 450 mil de um deputado em terceiro mandato, mas nos valores astronômicos que circulam em outras esferas sem qualquer investigação.

O Silêncio Ensurdecedor sobre os Verdadeiros Escândalos

Enquanto a lupa da justiça se concentra em deputados da oposição, um silêncio ensurdecedor paira sobre casos de corrupção que deveriam estar no centro do debate público.

  • As Fraudes no INSS: No mesmo dia da operação contra os deputados, uma investigação robusta da PF, impulsionada pelo deputado Alfredo Gaspar, revelou desvios bilionários no INSS. Onde está a mesma urgência e cobertura midiática?
  • O Filho do Presidente: Os negócios de um dos filhos de Lula, que recebe vultosas quantias mensais de seus esquemas, permanecem blindados de qualquer escrutínio sério.
  • O Contrato de R$ 129 Milhões: O caso mais emblemático é o contrato multimilionário entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes. Uma consultoria que paga R$ 3,6 milhões mensais, cujo imposto é curiosamente pago pelo próprio banco contratante, deveria ser motivo para um escândalo de proporções globais e o imediato afastamento do ministro de qualquer processo relacionado ao banco. No entanto, no Brasil, a normalização do absurdo transformou a imoralidade em rotina.

Nos Bastidores do STF: A Condenação Anunciada de Filipe Martins

A perseguição não se limita a operações espetaculosas. Ela se consolida em condenações políticas, como a do ex-assessor Filipe Martins. Segundo seu advogado, Jeffrey Chiquini, a sentença já estava decidida antes mesmo do julgamento, tratando-se de uma missão para eliminar uma “mente brilhante” da direita.

A defesa utilizou a mesma tese que o ministro Zanin usou para absolver Lula no passado – de que uma “minuta não assinada” é mera cogitação e não constitui crime. A tese, que serviu para o atual presidente, foi convenientemente ignorada para condenar Martins. Isso demonstra que o Supremo Tribunal Federal atua não como uma corte jurídica, mas como um tribunal ideológico.

Pontos-Chave da Análise:

  • Seletividade: A PF age com força máxima contra deputados de direita por suspeitas administrativas, enquanto fraudes bilionárias e contratos suspeitos de aliados do poder são ignorados.
  • Desproporcionalidade: Ações de busca e apreensão invasivas são usadas para intimidação, em casos que poderiam ser resolvidos com procedimentos simples.
  • Perseguição Sistemática: Os casos de Jordy, Sóstenes, Eduardo Bolsonaro, Ramagem e Filipe Martins não são isolados, mas parte de uma estratégia contínua para neutralizar a oposição.
  • A Normalização da Imoralidade: O contrato de R$ 129 milhões envolvendo a esposa de um ministro do STF expõe a perda de qualquer freio ético ou moral nas altas esferas da República.
  • O Papel do Congresso: A cassação de mandatos pelo presidente da Câmara, Hugo Mota, chancela as decisões do STF e demonstra a completa anulação do poder do Legislativo.

Conclusão: A Banalização do Autoritarismo

O que se desenrola no Brasil é a consolidação de um regime que utiliza o aparato de Estado como arma contra seus adversários. A justiça de “dois pesos e duas medidas” deixou de ser uma anomalia para se tornar a regra. A perseguição a parlamentares, a condenação de inocentes e a blindagem de corruptos aliados ao sistema são sintomas de uma democracia gravemente enferma.

Enquanto a atenção pública é desviada para operações midiáticas contra a oposição, a verdadeira sangria dos cofres públicos e a erosão das instituições seguem a pleno vapor. A questão que permanece é: até quando a sociedade brasileira aceitará passivamente ser espectadora deste teatro do absurdo?


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