- O novo Salário Mínimo de 2026 foi oficializado em R$ 1.621, por decreto publicado em 24/12/2025, com vigência a partir de 1º/01/2026.
- O reajuste corresponde a cerca de R$ 103 sobre o piso anterior (R$ 1.518), um aumento nominal de aproximadamente 6,7%–6,8%.
- O cálculo considera o INPC (4,18%) e um ganho real limitado (teto de 2,5%), resultando no valor final aplicado.
- O reajuste impacta benefícios atrelados ao mínimo — como aposentadorias, pensões, BPC, seguro‑desemprego e abono — com efeitos práticos a partir de fevereiro de 2026.
- O aumento tem impacto fiscal estimado em R$ 81,7 bilhões e atinge direta ou indiretamente cerca de 62 milhões de pessoas.
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Salário Mínimo de 2026: o que foi decidido, quando começa a valer e quem confirma
O Salário Mínimo de 2026: R$ 1.621 foi oficializado pelo governo federal por meio de decreto publicado em 24 de dezembro de 2025 no Diário Oficial da União (DOU), com vigência a partir de 1º de janeiro de 2026. A medida foi divulgada e confirmada por órgãos do Executivo, com menções do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do Ministério do Planejamento e Orçamento.
Em números:
Valor atual (2025): R$ 1.518
Novo valor (2026): R$ 1.621
Alta nominal: cerca de R$ 103
Reajuste percentual: aproximadamente 6,7%–6,8%
As principais coberturas jornalísticas que repercutiram a publicação do decreto incluem a Agência Brasil, o g1 e a CNN Brasil.
Como o governo chegou ao valor de R$ 1.621: inflação (INPC) + ganho real limitado
O cálculo do reajuste combina reposição inflacionária com um ganho real limitado. Segundo as reportagens, os parâmetros foram:
- INPC acumulado em 12 meses até novembro de 2025: 4,18%
- Ganho real: vinculado ao crescimento do PIB, com limite de 2,5% (teto para o ganho real).
Simulações citadas pelo g1 mostram cenários:
- Se fosse apenas a inflação (sem ganho real): R$ 1.582
- Com ganho real total (sem limite): R$ 1.636
- Com o limite aplicado (resultado oficial): R$ 1.621
O que muda no INSS e em benefícios atrelados
O piso legal serve de referência para uma série de pagamentos. O reajuste do mínimo impacta, direta ou indiretamente:
- Aposentadorias e pensões do INSS que estejam no piso;
- Auxílios do INSS vinculados ao mínimo;
- BPC (Benefício de Prestação Continuada);
- Abono salarial (PIS/Pasep) e seguro‑desemprego.
O IEPREV explica que, embora o novo valor passe a vigorar em janeiro, os pagamentos do INSS costumam ser operacionalizados no mês seguinte — por isso muitos benefícios tendem a refletir o piso em fevereiro de 2026.
Quanto custa e quanto movimenta: impacto fiscal
A dimensão fiscal do reajuste foi estimada pelas coberturas: o aumento injeta cerca de R$ 81,7 bilhões na economia, segundo a Agência Brasil e a CNN Brasil.
A abrangência social do piso é ampla: estima‑se que cerca de 62 milhões de brasileiros sejam alcançados direta ou indiretamente pelo novo mínimo. No entanto, despesas indexadas reduzem a margem de política fiscal, exigindo previsibilidade e equilíbrio com a arrecadação.
Poder de compra, Constituição e o “mínimo ideal” do Dieese
A Constituição prevê correção mínima do salário para preservar poder de compra, cobrindo itens básicos como moradia, alimentação e transporte. Ainda assim, há grande distância entre o piso legal e o valor que o Dieese calcula como necessário para sustentar uma família de quatro pessoas: R$ 7.067,18 (novembro/2025), algo entre 4,3 e 4,66 vezes o mínimo oficial.
Essa diferença alimenta duas leituras complementares: social (proteção aos mais vulneráveis) e econômica (importância de produtividade e crescimento para elevar renda de forma sustentável).
Reajuste acima da inflação: o que significa “ganho real” e por que o limite importa
O ganho real é a parcela do aumento superior à inflação. Ele amplia poder de compra e pode estimular consumo, mas, quando incorporado a despesas indexadas, cria obrigações permanentes para o Estado. Por isso foi aplicado um limite de 2,5% ao ganho real, na tentativa de equilibrar proteção social e responsabilidade fiscal.
Efeitos no emprego e nas empresas: impactos heterogêneos
O salário mínimo também representa custo de contratação, sobretudo para micro e pequenas empresas e setores intensivos em mão de obra. O efeito sobre emprego e margens depende do contexto macroeconômico: aumentos previsíveis e compatíveis com produtividade são mais fáceis de absorver; em cenários de baixo crescimento podem pressionar margens e decisões de contratação.
O debate público deve considerar simultaneamente proteção do poder de compra, disciplina fiscal e incentivos de longo prazo (produtividade, ambiente de negócios e reformas).
O que acontece agora: vigência em janeiro, pagamentos no INSS em fevereiro e pressão por previsibilidade fiscal
Com o decreto publicado, o novo piso entra em vigor em 1º de janeiro de 2026. Na prática, muitos benefícios do INSS irão refletir o piso nos pagamentos seguintes, a partir de fevereiro de 2026, conforme explica o IEPREV.
As próximas etapas relevantes são a incorporação do aumento nas projeções orçamentárias e o acompanhamento do impacto sobre despesas obrigatórias, arrecadação e emprego.
Perguntas Frequentes
R: O valor foi publicado em decreto em 24/12/2025 e passa a vigorar em 1º de janeiro de 2026.
R: A diferença é de aproximadamente R$ 103 sobre R$ 1.518, o que representa cerca de 6,7%–6,8%.
R: Benefícios atrelados ao piso — aposentadorias no piso, pensões, BPC, abono salarial e seguro‑desemprego — são ajustados. Operacionalmente, muitos pagamentos refletirão o novo valor a partir de fevereiro de 2026.
R: Estima‑se cerca de R$ 81,7 bilhões de movimentação / impacto segundo as reportagens citadas.
Fontes e Referências
- Agência Brasil — Leia a fonte original
- g1 — Leia a fonte original
- CNN Brasil — Leia a fonte original
- IEPREV — Leia a fonte original
- YouTube — Material em vídeo relacionado
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