Bradock Show (19/01): prisão de Bolsonaro, decisões no STF, política internacional, eleições em Portugal e caso Banco Master
Na edição de segunda-feira, 19 de janeiro, do programa “Bradock Show”, apresentado por Emilinho Surita, com participações de Rodrigo Constantino, Juliana Moreira Leite e o professor Dárcio Bracarense, foram debatidos desdobramentos envolvendo Jair Bolsonaro e decisões no Supremo Tribunal Federal (STF), além de temas de política internacional (EUA, Venezuela, Hamas), o cenário eleitoral em Portugal, articulações da direita para 2026 e atualizações sobre investigações relacionadas ao Banco Master.
Introdução
O programa discutiu temas políticos e jurídicos a partir de notícias divulgadas por diferentes veículos e declarações públicas recentes. Entre os principais assuntos estiveram: o pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, comparações com decisões judiciais em outros casos, reações internacionais a posicionamentos do governo brasileiro, o avanço de forças conservadoras em Portugal e novos detalhes envolvendo investigações sobre o Banco Master.
A seguir, os tópicos são organizados por tema, com atribuição explícita das avaliações aos comentaristas.
Bolsonaro: perícia médica, pedido de domiciliar e visitas
Autorização de médico particular na perícia e tramitação do pedido
O apresentador afirmou que o ministro Alexandre de Moraes autorizou o médico particular Cláudio Birolini a acompanhar a perícia de Jair Bolsonaro no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Foi mencionado que a Polícia Federal teria prazo para responder sobre eventual risco à saúde do ex-presidente, enquanto o mérito do pedido de prisão domiciliar ainda não teria sido julgado.
Rodrigo Constantino avaliou que Bolsonaro seria “preso político” e defendeu que ele deveria cumprir eventual medida cautelar em casa, citando argumentos de idade e saúde.
Pedido de visitas (Tarcísio de Freitas e familiar)
O programa também mencionou que Bolsonaro teria solicitado autorização para receber visitas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do cunhado (irmão de Michelle Bolsonaro). Constantino interpretou a movimentação como possível tentativa de organizar interlocuções políticas e alinhar disputas internas sobre 2026.
Dárcio Bracarense afirmou que, do ponto de vista político, Tarcísio ocupa posição central no campo da direita por governar o estado economicamente mais relevante do país.
STF e decisões judiciais: prisão domiciliar em outros casos e críticas dos comentaristas
Domiciliar a investigado por fraudes no INSS (segundo o programa)
Emilinho Surita afirmou que o ministro André Mendonça concedeu prisão domiciliar a Silvio Feitosa, apontado na discussão como suspeito de atuação em fraudes envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com justificativa relacionada a “saúde grave”. Os comentaristas compararam esse tipo de decisão com a situação de Bolsonaro e disseram enxergar disparidades.
Nota de precisão institucional (enriquecimento): o INSS é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Previdência Social. Decisões cautelares e sobre prisão domiciliar podem tramitar em diferentes instâncias conforme competência, foro e natureza do caso.
Caso de ofensa a ministro do STF em voo
O programa citou que uma enfermeira teria se tornado ré no STF após chamar o ministro Flávio Dino de “lixo” durante um voo, com o caso tramitando sob sigilo e inserido, segundo os participantes, em apurações ligadas aos inquéritos em curso na Corte. Juliana e Dárcio criticaram a competência do STF para julgar uma cidadã sem prerrogativa de foro.
Nota de contexto (enriquecimento): Flávio Dino é ministro do STF desde 2024 (nomeação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após sabatina e aprovação no Senado). No STF, determinadas apurações são conduzidas por inquéritos instaurados na própria Corte, a depender de conexões com autoridades com foro e da linha investigativa reconhecida em decisões judiciais.
Repercussão internacional: Lula, artigo no New York Times e resposta de Jason Miller
O programa repercutiu um artigo atribuído ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no jornal The New York Times, no qual, segundo os participantes, Lula teria criticado a “captura” de Nicolás Maduro, classificando a ação como “lamentável” e “neocolonialista”.
Foi mencionada resposta de Jason Miller (apresentado como assessor ligado ao ex-presidente Donald Trump), que teria publicado mensagem com foto ao lado de Jair Bolsonaro e chamado Lula de “patético”.
Rodrigo Constantino avaliou que integrantes do entorno político republicano nos EUA tendem a ter visão crítica sobre o governo brasileiro e afirmou que Lula manteria alinhamento discursivo com governos de esquerda latino-americanos.
Portugal: segundo turno e avanço do Chega
O programa afirmou que Portugal iria a um segundo turno presidencial entre um candidato socialista (Antônio José Seguro, conforme citado) e André Ventura, do partido Chega, apresentado como conservador. Os comentaristas destacaram o crescimento eleitoral do Chega e associaram o avanço à agenda de imigração, segurança e combate à corrupção.
Rodrigo Constantino criticou o uso recorrente do rótulo “extrema-direita” pela imprensa para classificar candidaturas conservadoras e avaliou que há mudanças políticas em curso na Europa.
Nota de contexto (enriquecimento): Portugal é uma república semipresidencialista; a Presidência tem funções relevantes, incluindo nomeação do primeiro-ministro após eleições legislativas, além de poderes de veto e dissolução do Parlamento em certos cenários constitucionais.
Direita no Brasil: Flávio Bolsonaro, nomes citados para 2026 e ato de Nicolas Ferreira
Vídeo de Flávio Bolsonaro e apelo por união
Foi comentado que Flávio Bolsonaro publicou vídeo defendendo união da direita para 2026 e citando nomes como Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Ratinho Junior.
Rodrigo Constantino avaliou que a estratégia seria ampliar diálogo com eleitores de centro e reduzir conflitos internos.
Caminhada de Nicolas Ferreira até Brasília
O programa informou que o deputado federal Nicolas Ferreira iniciou uma caminhada de aproximadamente 240 km rumo a Brasília como forma de protesto, associando o ato a críticas ao STF e ao governo federal. Também foi citado que o deputado Gustavo Gayer se uniria ao trajeto e que parlamentares teriam assinado pedido relacionado à prisão domiciliar de Bolsonaro.
Dárcio Bracarense interpretou a iniciativa como ação simbólica para “furar bolhas” e mobilizar atenção pública, sugerindo cautela logística e apoio de segurança e saúde.
Hamas na Europa: prisões e suspeita de arrecadação com fachada humanitária
O programa mencionou a prisão de nove homens na Itália sob acusação de arrecadar cerca de 6 milhões de libras esterlinas em dois anos para o Hamas, usando entidades humanitárias como fachada e com ramificações em países como Reino Unido, Holanda, Áustria, França e Alemanha.
Rodrigo Constantino classificou o Hamas como organização terrorista e disse haver preocupação com redes de financiamento e influência política no Ocidente.
Nota de precisão (enriquecimento): o Hamas é designado como organização terrorista por países e blocos como Estados Unidos e União Europeia, entre outros. Classificações e enquadramentos legais variam por jurisdição.
Religião nos EUA e no Reino Unido: catolicismo entre jovens
O programa citou pesquisa de 2023 segundo a qual, pela primeira vez, a Geração Z nos EUA teria mais católicos (21%) do que protestantes (19%). Também foram mencionados dados no Reino Unido sobre maior presença de jovens católicos em comparação a anglicanos.
Os comentaristas relacionaram o fenômeno a uma busca por sentido, tradição e estabilidade institucional, além de reação cultural ao que chamaram de “agenda progressista”.
Caso Banco Master: prorrogação de investigação no STF e apontamentos sobre atraso
Decisões atribuídas a Dias Toffoli e críticas sobre prazos
Emilinho Surita e Juliana Moreira Leite disseram que o ministro Dias Toffoli prorrogou por mais 60 dias investigações relacionadas ao Banco Master e teria autorizado diligências apenas meses após solicitação da Polícia Federal. Juliana afirmou que Toffoli deveria se declarar impedido.
O programa também mencionou reportagens sobre estruturas societárias (muitos CNPJs), remessas e conexões financeiras internacionais, incluindo referência a Dubai e a instituições financeiras citadas em reportagens.
Nota de contexto (enriquecimento): Dias Toffoli é ministro do STF e já presidiu a Corte. Discussões sobre impedimento e suspeição de magistrados seguem regras previstas no Código de Processo Civil (CPC) e, conforme o caso, em normas processuais penais aplicáveis e no regimento interno do tribunal.
Gestora e futebol: menções à Reag e TCU
A edição citou informações sobre a empresa Reag (citada como gestora) e conexões com sócios e operações, além de menções a fundos relacionados a clubes de futebol. Também foi dito que o Tribunal de Contas da União (TCU) teria alegado ausência de provocação formal para investigar.
PEC da Segurança Pública: eixos citados e debate sobre centralização
O programa repercutiu pontos atribuídos à proposta de emenda à Constituição (PEC) na área de segurança pública, citando integração de dados, uso de inteligência e ampliação de recursos. Dárcio Bracarense avaliou que a proposta teria viés centralizador e defendeu maior descentralização e fortalecimento de estruturas estaduais e municipais.
Nota de precisão (enriquecimento): uma PEC altera o texto constitucional e depende de aprovação em dois turnos na Câmara e no Senado, com quórum qualificado de 3/5 dos parlamentares em cada Casa (art. 60 da Constituição Federal de 1988).
Principais pontos (resumo)
- Debate sobre perícia médica e pedido de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, além de solicitação de visitas de Tarcísio de Freitas e familiar.
- Comparações feitas pelos comentaristas entre decisões no STF envolvendo prisão domiciliar em outros casos e a situação de Bolsonaro.
- Repercussão de artigo atribuído a Lula no New York Times e resposta atribuída a Jason Miller.
- Discussão sobre Portugal e o avanço do Chega, com André Ventura no segundo turno segundo a fala do programa.
- Articulação da direita para 2026 e ato público de Nicolas Ferreira com caminhada até Brasília.
- Menção a operação na Itália contra suspeitos de financiar o Hamas por meio de entidades com fachada humanitária.
- Destaque para dados de crescimento do catolicismo entre jovens nos EUA e Reino Unido.
- Atualizações e críticas sobre condução de investigações envolvendo o Banco Master, além de referências a reportagens sobre estruturas societárias e movimentações financeiras.
- Avaliação crítica sobre eixos da PEC da Segurança, com ênfase em risco de centralização.
Conclusão
A edição do “Bradock Show” de 19 de janeiro concentrou-se em temas jurídicos e políticos de alta repercussão, com destaque para o caso Bolsonaro e para críticas dos comentaristas ao funcionamento de instâncias judiciais superiores. O programa também abordou movimentos políticos internacionais, mudanças no cenário eleitoral europeu e discussões sobre segurança pública e finanças, incluindo o caso Banco Master, apontado como foco de investigações e reportagens recentes.
Para acompanhar mais atualizações sobre estes temas, siga as notícias do nosso portal.


