CAMINHADA DE NIKOLAS FERREIRA, FELCA VS ROBLOX, PÓS BBB DE PEDRO!! | BOTECO DO VENTURA #015

No episódio ao vivo do Boteco do Ventura, no canal parceiro @NãoMintaPraMim, Ricardo Ventura reuniu assuntos que marcaram a semana — de política a vídeos virais — com o formato que ele define como “conversa de boteco”: comentários, análises psicocomportamentais e interação direta com o público no chat.

A seguir, o resumo organizado dos principais pontos abordados por Ventura ao longo da transmissão.

Caminhada “pela liberdade”: o que Ventura observa no movimento de Nicolas Ferreira

Ventura abre a pauta destacando a caminhada iniciada pelo deputado federal Nicolas Ferreira, de Paracatu (MG) a Brasília, com previsão de chegada após cerca de sete dias. Ele chama atenção para o esforço físico envolvido (com trechos de 30 a 40 km por dia) e para o fato de o deputado, segundo relatado na live, ter começado o ato sem convocar previamente uma multidão — com adesões acontecendo ao longo do percurso.

Na leitura do apresentador, o ponto central do gesto está menos em detalhes visuais e mais no simbolismo de “estar em movimento”: pessoas comuns se juntando, criando senso de grupo, engajamento e comprometimento em torno de um horizonte comum.

Símbolos e interpretações: “às vezes um charuto é só um charuto”

Ao comentar debates nas redes sobre elementos como camisetas brancas, batom vermelho e formas de usar a bandeira, Ventura orienta o público a ter cuidado com interpretações excessivas. Ele recupera uma referência atribuída a Freud — a ideia de que nem tudo precisa ser lido como um “grande símbolo oculto”.

Dentro desse raciocínio, Ventura explica que alguns elementos podem ser apenas escolhas práticas e de contraste visual, como a visibilidade do vermelho sobre o branco, ou comodidade no modo de carregar a bandeira durante longas caminhadas (como uso transversal para reduzir incômodo no pescoço).

Ao mesmo tempo, ele reconhece que certas simbologias podem surgir de forma natural, sem planejamento, a partir da relação entre psique, realidade e repetição de imagens.

Marchas históricas citadas: Gandhi e Martin Luther King como referência de “movimento”

Ventura compara o evento atual com marchas marcantes do passado para ilustrar como mobilizações simbólicas podem ganhar escala com o tempo. Entre os exemplos mencionados:

  • Marcha do Sal, de Gandhi (1930), como ato de resistência com forte carga simbólica;
  • Marchas ligadas ao movimento de direitos civis nos EUA, com menção a Rosa Parks e ao discurso de Martin Luther King.

Com isso, ele enfatiza que mudanças sociais, na leitura dele, não são imediatas: podem levar anos, mas exigem que um movimento seja iniciado e mantido.

Liberdade de expressão e “binariedade política”: resposta a pergunta no chat

Em interação com a audiência, Ventura responde a uma mensagem de Gabriela, que questiona o movimento. Ele aproveita para reforçar que, no entendimento apresentado na live, expressar-se, manifestar-se e criticar o estado das coisas são direitos previstos e que a análise ali não seria uma defesa partidária, mas uma conversa sobre o ato em si.

Ventura critica o que chama de “binariedade”, quando pessoas, por estarem de um lado político, sentem que precisam rejeitar automaticamente qualquer ação do outro lado, inclusive manifestações pacíficas.

Ele também comenta que, para ele, liberdade de expressão não significa ausência de regras: casos de ameaça ou ofensa à honra, por exemplo, teriam caminhos já existentes no campo legal.

Reação política ao ato: menção a pedido para interromper a marcha

No episódio, Ventura comenta a repercussão em torno da tentativa de acionar órgãos para interromper a caminhada, citando o líder do PT Lindbergh Farias. Ele interpreta esse tipo de movimento como sinal de tentativa de silenciamento do oponente político.

Ainda nessa parte, ele volta ao componente físico do percurso e fala sobre cuidados e recuperação para quem percorre longas distâncias, citando práticas como gelo e atenção a lesões.

“Pedro” e análise psicocomportamental: Ventura retoma leituras sobre saúde mental

Em outro bloco, Ventura volta ao caso de Pedro (citado como tema já discutido anteriormente no canal) e destaca que, para ele, não se tratava apenas de um rótulo simples atribuído nas redes. Ele relembra que fez uma leitura de que haveria um quadro mais complexo, envolvendo transtornos funcionais e o que chama de “predação social” — conceito que ele próprio pontua como uma nomenclatura usada por ele, dentro de sua experiência.

Ventura também menciona a participação de Sadi (psiquiatra) para ajudar a sustentar a discussão, reforçando que o que foi feito, segundo ele, foi análise, não diagnóstico fechado.

Felca e o debate sobre comunicação em jogos infantis

Ventura comenta a repercussão envolvendo Felca e a reação de crianças, especialmente no contexto de jogos como Roblox. Ele aborda o tema pela ótica do risco de adultos se passarem por crianças em ambientes com chat e voz, mencionando que isso ajuda a explicar decisões de limitar comunicação nessas plataformas.

Nesse trecho, ele também lê e comenta cartazes e mensagens que viralizaram, tratando como um exemplo de como certos debates ganham vida própria nas redes.

Ana Paula Ribeiro e “gestão de crise” nas redes: leitura sobre assessoria e estratégia

Ao falar de Ana Paula Ribeiro, Ventura comenta a percepção de que haveria uma atuação organizada fora do programa (ele se refere ao “B”, em alusão ao reality) com perfis de fofoca repetindo mensagens e imagens de forma semelhante.

A interpretação apresentada por ele é que isso parece mais com trabalho de assessoria/gestão de crise e estratégia de comunicação do que necessariamente algo “ilegal”. Ventura observa ainda que, mesmo tendo críticas pessoais a atitudes da participante como cidadã, considera que ela estaria “sabendo jogar” no ambiente do programa, fazendo alianças e provocando reações.

Luciana Gimenez e Daniela Albuquerque: estilos de comunicação e bastidores

No bloco sobre televisão, Ventura comenta a saída de Luciana Gimenez da RedeTV! e cita falas de Daniela Albuquerque e da própria Luciana. Ele observa que as duas têm estilos diferentes de comunicação e relata ter participado de programas na emissora.

Ventura menciona o que “se diz nos bastidores” sobre mudanças internas após a saída de um sócio e como fatores de clima organizacional podem influenciar decisões, além de desempenho e entrega. Ele resume a ideia com uma máxima: pessoas podem ser contratadas pelo currículo e, muitas vezes, desligadas pelo comportamento — sem afirmar como regra absoluta para o caso específico, mas como dinâmica comum em empresas.

Contratações no projeto: edição, jornalismo e vendas

No trecho final da live, Ventura abre um espaço para falar do crescimento da equipe e anuncia intenção de contratar:

  • Estagiários de edição (dois, preferencialmente em São Paulo);
  • Estagiário de jornalismo (a princípio um);
  • Equipe de vendas (closer), ressaltando que não seria ligação fria, mas contato com pessoas já interessadas ou clientes.

Ele apresenta Murilo como exemplo de estagiário que começou na equipe e foi efetivado, hoje apoiando a pesquisa e montagem de pautas do Boteco.

Vídeo do padre e o abraço ao idoso: o simbolismo do gesto durante a missa

Um dos momentos mais emotivos do episódio, segundo o próprio Ventura, é a exibição de um vídeo com Padre Carlos Henrique abraçando um idoso durante uma missa, após ele receber a notícia da morte do neto.

Ventura analisa o peso simbólico desse abraço, especialmente por ocorrer durante um momento central da liturgia católica, o da consagração. Ele chama atenção para a importância atribuída à hóstia e ao rito, e interpreta o gesto do padre como uma escolha de acolhimento imediato ao sofrimento daquele fiel, destacando a força emocional e religiosa da cena.

Vídeos virais e comportamento: do “poder do lúdico” ao ato de memória

O episódio também traz quadros mais leves, com vídeos virais:

  • Uma mãe que usa a imaginação para convencer o filho a pentear o cabelo. Ventura usa o exemplo para falar do poder do lúdico na infância e da importância de contar histórias como ferramenta de comunicação — inclusive com adultos.
  • Um vídeo de humor com Leonardo do Pio, em que ele brinca com a investigação de um notebook quebrado, conectando com a ideia de atenção e presença no cotidiano.
  • Um trecho sobre “ato de memória”: Ventura sugere verbalizar ações (“estou colocando a chave em cima da geladeira”) para reduzir esquecimentos.

Caso do idoso no INSS e encerramento: leitura sobre crise social e sensação de injustiça

No fim, Ventura comenta um caso exibido de um idoso em situação de conflito após o benefício do INSS ser cancelado. Ele interpreta a cena como expressão de uma tensão social mais ampla, associada, em sua leitura, a percepção de má gestão, impunidade e desigualdade na aplicação de punições.

Para encerrar, ele retoma o contraste que, segundo ele, aparece no debate público: de um lado, pessoas que querem manter-se conformadas; de outro, pessoas que buscam se mobilizar e “caminhar” para expressar inconformismo e demanda por justiça e liberdade.

Conclusão

Ao longo do Boteco, Ricardo Ventura alterna análises psicocomportamentais, comentários sobre política, redes sociais, entretenimento e vídeos virais, sempre conectando os temas a ideias como movimento, simbologia, comunicação e dinâmica social. O episódio termina com recados sobre novos conteúdos do canal, mudanças estruturais na equipe e convite para que o público acompanhe as próximas análises semanais.

Compartilhe:

Publicidade

Banner 300x250 00000 1
Marco Antonio Costa

Assine o fio diário+

Venha fazer parte dessa luta pela liberdade e pelo fim do monopólio da comunicação do consórcio que hoje domina e manipula a mente de milhões de brasileiros.

Receba dicas e recursos gratuitos diretamente na sua caixa de entrada, inscreva-se, agora!

Envie-nos sua sugestão ou crítica.

Preencha corretamente o formulário abaixo.

Anuncie no Fio Diário

Preencha os dados abaixo e receba informações sobre formatos, valores e alcance do portal.