SHOW DA MANHÃ – CAMINHADA DE NIKOLAS ACORDOU O BRASIL? – 27/01/2026

SHOW DA MANHÃ – CAMINHADA DE NIKOLAS ACORDOU O BRASIL? – 27/01/2026

Show da Manhã debate influência de Nikolas Ferreira, acusações contra professor da UFRN e proposta de código de ética no STF

O Show da Manhã, apresentado por Marco Antônio Costa no Canal Fio Diário, discutiu nesta edição a repercussão política da caminhada associada ao deputado Nikolas Ferreira, a tentativa de atribuir responsabilidade a ele por um incidente com raio durante o ato e a leitura crítica de comentários sobre o alcance da mobilização.

O episódio também abordou o caso do professor Tassos Lycurgo, da UFRN, alvo de acusações de “transfobia e racismo”, além de um debate sobre resistências internas no STF a um código de ética. Na parte final, o programa trouxe uma análise de cenário internacional com o ex-chanceler Ernesto Araújo, incluindo América Latina, Venezuela e sinalizações de política externa.

Introdução

Na cobertura diária do Portal Fio Diário sobre o Show da Manhã, a edição reuniu Marco Antônio Costa com Coronel Gerson Gomes e Enio Viterbo para uma sequência de debates sobre política interna, Judiciário e ambiente universitário. Ao longo do programa, também participaram Tassos Lycurgo e o ex-chanceler Ernesto Araújo, além da exibição de trechos de falas públicas e comentários midiáticos envolvendo Nikolas Ferreira, Reinaldo Azevedo, Conrado Hübner Mendes e Josias de Souza.

A pauta se organizou em três eixos principais: (1) a dimensão política e comunicacional da mobilização em Brasília associada a Nikolas Ferreira e a disputa de narrativas em torno do episódio do raio; (2) o embate sobre pluralismo e hostilidade no ambiente universitário, a partir do caso Tassos Lycurgo; (3) a discussão sobre conduta, suspeição e propostas de autocontenção no STF, com destaque para o debate sobre um código de ética e a repercussão de denúncias envolvendo o Banco Master.

Ficha do Programa

  • Programa: Show da Manhã
  • Apresentação: Marco Antônio Costa
  • Convidados nesta edição: Coronel Gerson Gomes, Enio Viterbo, Tassos Lycurgo, Ernesto Araújo
  • Plataforma: YouTube – Canal Fio Diário
  • Formato: debate jornalístico com comentários, entrevistas e exibição de trechos de terceiros

Nikolas Ferreira, comunicação política e disputa de narrativas após a caminhada

A edição abriu espaço para repercutir uma declaração atribuída a um professor citado por Marco Antônio Costa, segundo a qual “o Nikolas precisa ser combatido antes que seja tarde demais”. A frase serviu de gancho para uma discussão sobre o papel do deputado como liderança digital e figura de mobilização.

Coronel Gerson Gomes interpretou que o termo “combater” poderia ser entendido no espectro político-eleitoral, especialmente no campo da comunicação. Para ele, Nikolas Ferreira se tornou um “ícone” do movimento conservador e estaria associado a uma capacidade de influência que ultrapassa o debate doméstico.

O comentarista ressaltou que o deputado teria repercussão internacional, citando menções em idiomas diversos e interações nas redes sociais. Na leitura apresentada no programa, o alcance de Nikolas Ferreira seria um fator de preocupação para adversários por seu domínio do ambiente virtual e por diálogo com o público jovem.

O debate também destacou a avaliação de que a caminhada teria ocorrido com caráter “orgânico”, sem planejamento prévio. Coronel Gerson afirmou que o crescimento do ato teria surpreendido até quem acompanhava de perto o cenário político, descrevendo a mobilização como um movimento de adesão espontânea.

Trecho exibido: Nikolas responde a críticas e fala de alcance

Durante o programa, um vídeo com fala de Nikolas Ferreira foi exibido. Em um dos trechos, ele comentou as críticas relacionadas ao crescimento de seguidores e ao contexto político-eleitoral:

“Eu fui o deputado mais votado do Brasil nessas eleições, eu tinha quase um milhão e meio de votos, se fosse por votos, sabe, esse argumento ele não se sustenta.”

O trecho foi usado como base para contextualizar a discussão sobre legitimidade política e disputa de narrativa em torno da mobilização.


“Culpa do raio”: episódio do incidente é retomado e vira ponto de disputa política

Outro tema central foi a tentativa de atribuir ao deputado Nikolas Ferreira responsabilidade por um incidente envolvendo a queda de raio durante a mobilização. Marco Antônio Costa relatou que esteve no Hospital de Base do DF após saber que pessoas haviam sido atingidas e mencionou que teria ouvido informações de atendimento e observação clínica dos atingidos.

Enio Viterbo classificou como “inacreditável” a ideia de buscar responsabilização política por um evento natural. No debate, ele mencionou que, segundo sua leitura do noticiário, o deputado nem estaria no local no momento do ocorrido e que pessoas estariam aguardando a chegada dele.

O comentarista também citou o nome de Lindbergh Farias como parlamentar que teria apresentado representação pedindo apuração de responsabilidade, defendendo que acusações do tipo deveriam gerar reações jurídicas, em especial por calúnia.

Na mesma linha, o programa tratou a controvérsia como exemplo de escalada retórica envolvendo direito de manifestação. Enio Viterbo afirmou que a narrativa teria sido conduzida para associar “caminhar” a crime, em um contexto de polarização.


Reinaldo Azevedo e a polêmica sobre números: “a caminhada flopou?”

O Show da Manhã exibiu um trecho de comentário do jornalista Reinaldo Azevedo, no qual ele mencionou estimativas de público e sugeriu frustração de expectativa em relação a uma “marcha sobre Brasília”. No vídeo, ele afirmou:

“Segundo essa medição 18 mil podendo ser de 15 a 20 mil… uma manifestação modesta perto da pretensão.”

A exibição serviu para o debate sobre a relevância política de manifestações e o papel de contagens de público na construção de narrativa.

Coronel Gerson Gomes respondeu comparando com atos tradicionais da esquerda, citando o histórico de mobilizações em 1º de maio e dificuldades recentes de mobilização mesmo com atrações artísticas. Ele argumentou que, se a intenção do ato fosse “convocação” com estrutura formal, haveria outro tipo de organização.

O comentarista também descreveu a mobilização como “tiro de largada” eleitoral, afirmando que a caminhada teria reunido apoio e presença de figuras políticas que alteraram agendas para estar no evento, com menções a mudanças de compromissos e deslocamentos para Brasília.


Caso Tassos Lycurgo: acusações, universidade e debate sobre pluralismo

O episódio trouxe entrevista com Tassos Lycurgo, apresentado como professor de universidade federal e também pastor, em meio à repercussão de uma manchete citada no programa que o apontava como “acusado de transfobia e racismo”.

Ao comentar a forma como a notícia foi descrita no programa, Tassos Lycurgo disse ver “intolerância religiosa” e afirmou que seu caso se tornou alvo de ataques e ameaças, incluindo ameaças explícitas de morte, conforme sua fala. Ele apresentou a leitura de que a universidade deveria ser espaço de debate de ideias, e não de ataque pessoal.

O professor afirmou que defenderia o direito de alunos analisarem e criticarem suas posições, mas rejeitou o que descreveu como tentativas de expulsão por divergência de pensamento. Na entrevista, ele também afirmou que não utilizaria disciplinas como instrumento de “doutrinação”.

Trechos de fala: racismo estrutural e identidade de gênero

Durante a entrevista, Tassos Lycurgo disse que sustenta, em manifestações públicas, que “não há racismo estrutural” e que sua posição estaria ligada a uma visão individualizante do sujeito. Também declarou:

“Eu dizer que o homem não pode ser uma mulher… esse impeditivo é a realidade.”

O programa registrou que o professor considera que é possível debater tais temas na universidade, desde que com civilidade. Ele disse desejar “diversidade” e “pluralidade” no ambiente acadêmico, reivindicando espaço para visão de mundo judaico-cristã no debate.

Cristianismo e comunismo

O tema evoluiu para uma discussão mais ampla sobre ideologia e educação. Coronel Gerson Gomes provocou a análise sobre a frase atribuída ao professor de que seria “impossível ser cristão e comunista”, apontando impacto no debate público.

Na resposta, Tassos Lycurgo afirmou ver o comunismo como ideologia “contrária ao cristianismo” e descreveu uma disputa cultural e educacional. Também criticou o que chamou de hegemonia ideológica no ambiente universitário, citando o tamanho institucional do MEC e o papel de formação de doutores e teses acadêmicas na reprodução de perspectivas.


STF, “autocontenção” e proposta de código de ética: debate cresce com caso Banco Master

O terceiro eixo principal do episódio foi o Supremo Tribunal Federal. O programa exibiu um trecho do professor Conrado Hübner Mendes (apresentado como professor de direito da USP) comentando que a proposta de código de ética defendida pelo ministro Edson Fachin encontraria resistência interna.

No trecho exibido, Conrado Hübner afirmou:

“Eles sabem que um código de ética é feito em reação às condutas… de uma grande quantidade de ministros da Corte.”

Ele também disse que o “caso master” seria “mais um”, mas “muito grave”, com “cifras muito superlativas”.

A partir disso, Coronel Gerson Gomes discutiu a ideia de códigos de ética por profissão, mas sustentou que haveria questões anteriores, como critérios de indicação e o requisito de “notório saber jurídico”. Ele citou o caso do ministro Dias Toffoli como alvo de questionamentos no debate público e falou sobre conflitos de interesse, relações familiares e atuação de escritórios ligados a parentes.

Marco Antônio Costa destacou a necessidade de “autocontenção” do STF como premissa do papel institucional. No mesmo bloco, os debatedores trataram o tema como parte de uma crise institucional associada a denúncias envolvendo o Banco Master.

Enio Viterbo: crítica a ausência de punição e cobrança sobre instituições

Enio Viterbo apresentou críticas ao que descreveu como ineficácia de propostas de código de conduta, argumentando que já existiriam normas e leis, mas que seriam ignoradas. Ele também mencionou um documento atribuído à OAB-SP e afirmou que faltariam previsões claras de punição.

Em sua fala, ele citou, como exemplo, relatos envolvendo familiares de autoridades e possíveis vínculos financeiros com o Banco Master, incluindo menção a valores mensais atribuídos a escritório ligado à família de Ricardo Lewandowski, além de apontar risco de “normalização” de condutas e de falta de responsabilização institucional.

No debate, o comentarista também criticou a ausência de reações mais contundentes por parte de entidades, citando a OAB e o procurador-geral Paulo Gonet, em tom de cobrança por providências.


Geopolítica com Ernesto Araújo: América Latina, Venezuela e “eixo internacional” da política brasileira

Na parte internacional, Ernesto Araújo foi entrevistado para avaliar mudanças geopolíticas na América Latina. Ele descreveu um cenário em que governos estariam “passando a trabalhar em favor da realidade” e afirmou ver na região um “esquema de poder” envolvendo crime organizado, corrupção e partidos de esquerda, com influência externa.

O ex-chanceler também discutiu o papel de organismos multilaterais e afirmou que parte do debate internacional teria sido capturado por disputas políticas, defendendo que instituições como a ONU não poderiam funcionar como “usina de lavagem” de regimes totalitários, conforme sua expressão.

Venezuela: transição e saída de cubanos

Questionado por Enio Viterbo sobre a Venezuela, Ernesto Araújo disse que o ideal seria uma transição completa, mas descreveu um cenário de remoção do “topo” e de processo gradual envolvendo forças armadas, polícia e desarme de estruturas de poder. Na fala, ele citou relato de que “cubanos estão saindo da Venezuela”, com voos diários, como sinal de movimentação no tabuleiro interno.

Política externa e eleição: “o eixo internacional é fundamental”

Ao comentar a sinalização de visitas e articulações políticas, Ernesto Araújo afirmou que as barreiras entre política interna e externa “caíram” e que o “eixo internacional” do processo eleitoral brasileiro teria importância central. Ele mencionou a necessidade de plataforma concreta que articule temas como combate ao crime organizado e combate à corrupção com a dimensão internacional.


Conclusão

A edição do Show da Manhã reuniu debates sobre mobilização política e comunicação digital em torno de Nikolas Ferreira, incluindo a disputa de narrativas sobre o incidente com raio e as reações de críticos. Na sequência, trouxe uma entrevista centrada no caso do professor Tassos Lycurgo, com discussões sobre pluralismo, liberdade de debate e hostilidade no ambiente universitário.

Na terceira frente, o programa abordou a discussão sobre código de ética no STF, resistências internas e a repercussão de denúncias relacionadas ao Banco Master, além de cobranças por responsabilização e autocontenção institucional. O episódio se encerrou com análise geopolítica do ex-chanceler Ernesto Araújo, destacando a reconfiguração latino-americana, a Venezuela e o peso do componente internacional nas disputas políticas brasileiras.


Portal Fio Diário

O Portal Fio Diário mantém cobertura contínua do Show da Manhã, com repercussão dos principais temas debatidos no programa e atualização diária de conteúdos jornalísticos. Acompanhe as próximas edições e a contextualização dos assuntos em destaque no noticiário.

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Marco Antonio Costa

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