PF no caso dos paquitos do Vorcaro
Juliana Moreira Leite comenta investigação sobre influenciadores e Banco Master
Em episódio do programa Juliana Moreira Leite, a jornalista e apresentadora Juliana Moreira Leite comentou a autorização atribuída ao ministro Dias Toffoli para que a Polícia Federal apure uma suposta contratação de influenciadores para questionar a atuação do Banco Central no caso do Banco Master. Na transmissão, ela relatou ter sido abordada em dezembro com uma proposta de contrato para publicações sobre o tema e descreveu como o material teria sido oferecido a outros perfis nas redes.
Introdução
Juliana Moreira Leite, jornalista e apresentadora, dedicou o episódio a relatar bastidores de uma apuração envolvendo o Banco Master, o Banco Central do Brasil (BCB) e a alegação de uma campanha coordenada nas redes sociais para questionar decisões relacionadas à liquidação da instituição financeira.
Segundo a apresentadora, a discussão ganhou novo impulso após a circulação de informações de que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria autorizado a Polícia Federal (PF) a investigar a hipótese de compra de influenciadores — tema que, na leitura dela, estaria ligado não a “ataques” diretos ao Banco Central, mas à tentativa de influenciar a narrativa pública sobre a liquidação do Banco Master.
Ao longo do programa, Juliana afirmou que ela e Rony Gabriel (identificado por ela como vereador) teriam sido fontes de informações e evidências repassadas à jornalista Malu Gaspar, citada como autora de reportagens sobre o caso.
Autorização para investigação e o foco no Banco Central
Na abertura, Juliana Moreira Leite afirmou ter recebido uma reportagem apontando que Toffoli teria autorizado a PF a investigar uma suposta estrutura de contratação de influenciadores ligados à direita para produzir conteúdo sobre o tema. No relato, o ponto central seria a contestação pública da decisão do Banco Central envolvendo o Banco Master.
A apresentadora situou o tema dentro de uma disputa de narrativa: de um lado, perfis nas redes questionando a decisão do regulador; de outro, a hipótese de que esses conteúdos teriam sido estimulados por remuneração, por meio de contratos e instruções de publicação.
Relato de abordagem a Juliana e proposta de contrato em dezembro
Em seguida, Juliana Moreira Leite disse que foi procurada em dezembro com uma oferta de “contrato de três meses”, que incluiria a publicação de “oito postagens por semana”. Ela descreveu que a pessoa que fez o contato teria encaminhado uma matéria jornalística (citada como tendo saído no portal Metrópoles) e sugerido que ela publicasse conteúdo questionando a liquidação do Banco Master.
Ainda de acordo com a apresentadora, o interlocutor teria dito que outros influenciadores já teriam publicado conteúdo semelhante no dia anterior, e que a proposta incluiria a assinatura de um acordo de confidencialidade (NDA). Juliana afirmou que recusou a proposta e comunicou não estar disponível para fazer publicações sobre o Banco Master.
Menção a Roni Gabriel e contrato com referência a “Projeto Dever”
Juliana declarou que Rony Gabriel teria recebido abordagem semelhante e, segundo seu relato, chegou a assinar o documento. Ela afirmou que no contrato atribuído a Roni constaria a identificação “Projeto Dever” e o nome “Daniel Borcaro” (grafia aproximada conforme a fala), citado por ela como alguém que negaria participação na contratação.
A apresentadora sustentou que, caso a negativa seja verdadeira, haveria a possibilidade de uso do nome de terceiros por intermediários. Ela também sugeriu que a investigação deveria esclarecer a origem dos recursos e a eventual existência de “laranjas” ou estruturas de repasse.
Apuração com Pavinato e alegação de ação coordenada nas redes
Juliana Moreira Leite afirmou que, após receber a proposta, buscou Pavinato (mencionado como amigo) para compartilhar as informações, e que ele teria iniciado um trabalho de investigação jornalística.
Segundo a apresentadora, o grupo identificou que diversos influenciadores com diferentes tamanhos de audiência — incluindo perfis com milhões de seguidores — teriam publicado conteúdos semelhantes no mesmo período, usando como base o mesmo material (ou a mesma matéria) encaminhado a ela e a Roni. No entendimento apresentado por Juliana, essa simultaneidade sugeriria coordenação.
Reportagem retirada do ar e retomada do tema com Malu Gaspar
Outro ponto do episódio foi a afirmação de que Pavinato teria preparado, ainda em dezembro, uma matéria para o Metrópoles, mas que o conteúdo teria sido retirado do ar após uma decisão judicial (a apresentadora se referiu a “liminar”). Juliana afirmou que estava fora do Brasil quando isso ocorreu.
No retorno ao país, já em janeiro, ela disse ter visto um vídeo publicado por Roni Gabriel sobre o assunto. De acordo com o relato, Roni teria procurado jornalistas como Andréia Sadi e Malu Gaspar; posteriormente, Malu teria procurado Juliana. A apresentadora declarou que ela e Roni teriam fornecido provas que ajudaram a viabilizar a publicação de reportagens, incluindo uma no jornal O Globo, com menção a uma lista de influenciadores.
Reações de influenciadores e cláusula de negação, segundo a apresentadora
Juliana Moreira Leite afirmou que, após a divulgação das reportagens, influenciadores citados teriam publicado vídeos negando participação em campanhas pagas. Ela também alegou que uma cláusula contratual mencionaria orientação para negar publicamente a contratação — ponto que ela apresentou como um possível elemento de investigação.
A apresentadora disse ainda que alguns perfis teriam reagido atacando sua posição e a de Roni Gabriel, e que a apuração da PF poderia esclarecer se houve pagamento, quais foram os intermediários e se existiram mensagens em aplicativos como WhatsApp e Instagram relacionadas às tratativas.
Caso Banco Master, CPMI e impactos políticos citados no programa
Ao ampliar a análise, Juliana Moreira Leite avaliou que o episódio envolvendo o Banco Master não seria, em sua leitura, um tema restrito a um campo ideológico, e sim com potenciais conexões com diferentes grupos políticos. Ela mencionou a possibilidade de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), mas considerou incerta sua instalação, apontando que assinaturas de parlamentares variariam entre partidos.
Na parte final, a apresentadora citou personagens da política nacional e local e mencionou, como pano de fundo, disputas institucionais sobre a condução do caso e decisões do Banco Central. Entre os nomes mencionados no relato estão Ciro Nogueira e Ibaneis Rocha, além de referência ao BRB (Banco de Brasília). Juliana também citou “Galípolo” ao comentar decisões atribuídas ao Banco Central.
Como se trata de um comentário opinativo baseado em narrativa da própria apresentadora, o episódio não trouxe documentos diretamente exibidos no texto transcrito, mas apresentou a versão dela sobre o encadeamento dos fatos e os pontos que, segundo ela, deveriam ser verificados pela Polícia Federal.
Pontos-chave (resumo)
- Autorização para apuração: Juliana Moreira Leite afirmou que Dias Toffoli teria autorizado a PF a investigar suposta contratação de influenciadores para questionar o Banco Central no contexto do Banco Master.
- Proposta recebida em dezembro: A apresentadora relatou que recebeu oferta de contrato de três meses, com oito postagens semanais, e recusou após menção a confidencialidade.
- Citação a Rony Gabriel: Segundo Juliana, o vereador teria assinado contrato que traria referência a “Projeto Dever” e ao nome “Daniel Vorcaro”, que negaria envolvimento.
- Alegação de coordenação: A apresentadora disse que influenciadores publicaram conteúdos semelhantes no mesmo período, com base no mesmo material.
- Reportagem derrubada por liminar: Juliana afirmou que uma matéria preparada em dezembro teria sido retirada do ar por decisão judicial, antes de o tema ser retomado por outros veículos.
- Encaminhamento a jornalistas: Juliana declarou que ela e Roni forneceram evidências a Malu Gaspar, citada como responsável por reportagens que listaram nomes de influenciadores.
Perfil da apresentadora
Juliana Moreira Leite — Jornalista e Apresentadora (Host)
- Papel: condutora do programa
- Contribuição: relato pessoal de abordagem para produção de conteúdo, contextualização do caso Banco Master e análise sobre a hipótese de coordenação e pagamento a influenciadores, com expectativa de apuração pela PF.
Conclusão
No episódio, Juliana Moreira Leite apresentou um relato de abordagem para produção de conteúdo sobre o Banco Master e afirmou que o caso se conecta a uma apuração jornalística que teria culminado em reportagens recentes. A apresentadora defendeu que uma investigação formal, com diligências e verificação de mensagens e transações, seria o caminho para confirmar ou descartar a existência de pagamentos e coordenação de publicações sobre a atuação do Banco Central.
Para acompanhar
Para acompanhar mais análises e atualizações sobre política e bastidores institucionais, acesse o Fio Diário e acompanhe o canal da apresentadora no YouTube: https://www.youtube.com/@JulianaMoreiraLeite.




