Bradock Show 02/02/26 – Emilinho Surita, Constantino, Dárcio Bracarense e Fabi Barroso
No episódio do Bradock Show, Emilinho Surita e os comentaristas Rodrigo Constantino, Dárcio Bracarense e Fabiana Barroso organizaram um giro de temas que conectam suspeitas no sistema financeiro, bastidores envolvendo o Banco Central, e a disputa política em torno de desinformação e uso de recursos públicos. O programa também avançou sobre o cenário regional — Venezuela e a “onda conservadora” — e terminou com debates sobre poder no STF, redes sociais como principal fonte de informação e medidas econômicas do governo Lula.
Introdução
A edição analisada do Bradock Show reuniu discussões em sequência, com foco em notícias e interpretações dos participantes sobre fatos políticos e institucionais recentes. Emilinho Surita abriu a transmissão apresentando os co-hosts e, em seguida, listou os principais tópicos do dia: Banco Master, uma reunião atribuída a Gabriel Galípolo com Lula e o empresário Vocarro, a polêmica de uma imagem falsa associada ao PT, atualizações sobre Venezuela, além de blocos sobre STF, mídia e redes sociais.
Ao longo do programa, Rodrigo Constantino enfatizou conexões que, segundo ele, aproximariam o caso do Banco Master de figuras centrais do governo, enquanto Dárcio Bracarense descreveu a evolução de esquemas de corrupção e a profissionalização do crime organizado. Fabiana Barroso entrou na parte final trazendo interpretações jurídicas sobre princípios constitucionais e sobre os impactos institucionais do debate público envolvendo o Supremo.
Ficha do Programa
- Programa: Bradock Show
- Apresentação: Emilinho Surita
- Participações: Rodrigo Constantino, Dárcio Bracarense, Fabiana Barroso (e menção a Felipe)
- Plataforma: YouTube
- Link do episódio: https://www.youtube.com/watch?v=6FAUrtgLiRE
- Formato do episódio: mesa de comentários, com blocos temáticos e atualizações de notícias
Banco Master e suspeitas de câmbio: crime organizado, lavagem e conexões internacionais
O primeiro grande bloco do episódio foi aberto por Emilinho Surita com o tema que puxou o debate: a informação de que o Banco Master teria feito R$ 2,8 bilhões em operações de câmbio para uma empresa investigada por lavagem de dinheiro, com menções, no programa, a vínculos com PCC e Hezbollah.
Rodrigo Constantino interpretou o caso como evidência de um patamar mais sofisticado de atuação do crime organizado, apontando para a internacionalização das cadeias ilícitas e para o que descreveu como aproximação de organizações criminosas com redes associadas a terrorismo. No estúdio, ele enfatizou o caráter transnacional do problema ao discutir a hipótese de conexão entre o PCC e o Hezbollah.
“A sofisticação dessas operações… e essa conexão… envolvendo terrorismo internacional” — Rodrigo Constantino, comentarista.
Dárcio Bracarense, por sua vez, reforçou a necessidade de cooperação internacional e inteligência para rastrear fluxos financeiros, mencionando que já haveria histórico de alertas institucionais sobre relações entre grupos criminosos e o Hezbollah, citando informações que ele atribuiu a discussões no Congresso em 2014.
“Isso exige cooperação internacional… não é simples… já havia informação desde 2014” — Dárcio Bracarense, comentarista.
Ainda nesse eixo, Constantino também acusou o que chamou de tentativa de “cortina de fumaça” na disputa política, citando a circulação de imagem falsa para associar Jair Bolsonaro a um empresário (Vocarro) enquanto, segundo ele, haveria elementos que apontariam na direção de vínculos com Lula.
“Tentam criar uma cortina de fumaça… com imagem falsa… enquanto as evidências apontam para conexões do Lula” — Rodrigo Constantino, comentarista.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:03:45: https://www.youtube.com/watch?v=6FAUrtgLiRE&t=225s
Reunião de Galípolo, Lula e Vocarro: transparência no Banco Central e suspeitas no timing
Na sequência, Emilinho introduziu outro tema central do episódio: a alegação de que Gabriel Galípolo teria ocultado de Roberto Campos Neto (à época presidente do Banco Central) uma reunião envolvendo Lula e o empresário Vocarro, em meio ao noticiário sobre o Banco Master.
Rodrigo Constantino criticou o que chamou de falta de transparência sobre agendas e encontros, argumentando que o desenho institucional do BC exige registro e clareza para evitar dúvidas quanto a influência política sobre decisões monetárias e regulatórias. Ele também associou o tema ao noticiário do Banco Master, sugerindo que o “timing” dos acontecimentos mereceria escrutínio.
“Falta transparência… reunião escondida… isso é muito suspeito” — Rodrigo Constantino, comentarista.
Mais adiante, Constantino citou nomes como Guido Mantega e Ricardo Lewandowski para sustentar a leitura de que o caso estaria se aproximando do núcleo do governo, descrevendo uma rede de relações que, na visão dele, poderia aparecer em investigações e reportagens.
“Esse caso está chegando perto do Lula… Mantega… Lewandowski…” — Rodrigo Constantino, comentarista.
Dárcio Bracarense, nessa parte, contextualizou como esquemas de corrupção teriam migrado do modelo de “dinheiro em espécie” para estruturas mais complexas, envolvendo bancos e fintechs, defendendo que a tecnologia e a escala do sistema financeiro mudaram o modo de operar, mas com permanência de atores e incentivos.
“Antes era o ‘carregador de mala’… hoje você usa banco, fintech… os atores continuam” — Dárcio Bracarense, comentarista.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:11:30: https://www.youtube.com/watch?v=6FAUrtgLiRE&t=690s
BRB, Faria Lima e tentativa de compra do Master: debate sobre bancos estatais e bastidores
Emilinho também levou ao ar um bloco sobre o BRB e o que chamou de movimento para “virar parceiro” em bares da Faria Lima, além do debate sobre um grupo tentando comprar o Banco Master com pedido de recuperação judicial.
Rodrigo Constantino defendeu que estados não deveriam manter bancos e questionou o papel de instituições públicas em operações que, segundo ele, abrem espaço para direcionamentos e agendas políticas. Ele também mencionou reuniões consideradas suspeitas no debate, incluindo referência a Alexandre de Moraes no contexto das discussões do programa.
“Estado não tem que ter banco… isso vira instrumento… reuniões suspeitas” — Rodrigo Constantino, comentarista.
Dárcio Bracarense ampliou o argumento para uma crítica ao que classificou como mentalidade estatista, associando o modelo a aumento de dívida pública e a um padrão de governança que, na leitura dele, reproduz vícios estruturais.
“É uma mentalidade estatista… modelo ‘soviético’… cresce a dívida” — Dárcio Bracarense, comentarista.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:20:00: https://www.youtube.com/watch?v=6FAUrtgLiRE&t=1200s
Lula no STF, imagem falsa e disputa por “fake news”: acusações de hipocrisia e crise de credibilidade
Outro eixo de grande tração no episódio foi a coincidência destacada por Emilinho: Lula indo ao STF para tratar de “fake news” no mesmo dia em que um deputado do PT teria apagado uma imagem falsa gerada por IA, segundo a narrativa discutida no programa.
Rodrigo Constantino criticou o que chamou de contradição do partido e sustentou que o debate sobre desinformação estaria sendo usado de forma seletiva. Ele também manifestou expectativa de “escrutínio internacional” — citando possível postura do governo Trump — sobre o cenário brasileiro.
“É uma hipocrisia… quando é do lado deles pode… quando é do outro vira ‘fake news’” — Rodrigo Constantino, comentarista.
Dárcio Bracarense apontou que o envolvimento de Alexandre de Moraes no noticiário relacionado ao Banco Master, conforme debatido na mesa, afetaria a credibilidade do ministro no papel de referência institucional no combate à desinformação.
“Isso mina a credibilidade… como fiscal da desinformação” — Dárcio Bracarense, comentarista.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:27:00: https://www.youtube.com/watch?v=6FAUrtgLiRE&t=1620s
TCU, carnaval e verba pública: princípio da impessoalidade e análise jurídica
Após intervalo comercial, Emilinho trouxe uma atualização: recomendação do TCU para suspender financiamento público a uma escola de samba com enredo interpretado no programa como homenagem a Lula e ataque a Bolsonaro.
Rodrigo Constantino condenou o uso de dinheiro público para propaganda política e associou o debate a suspeitas históricas de relação entre crime organizado e escolas de samba, ressaltando que o tema, para ele, exige vigilância institucional.
“Dinheiro público para propaganda política… e há conexões com crime organizado” — Rodrigo Constantino, comentarista.
Dárcio Bracarense argumentou pela ótica administrativa: disse ver violação ao princípio da impessoalidade e perguntou por que eventos potencialmente lucrativos precisariam de subsídio estatal.
“Impessoalidade… por que um evento que dá lucro precisa de dinheiro público?” — Dárcio Bracarense, comentarista.
Fabiana Barroso entrou em seguida e enquadrou a discussão em termos jurídicos, também mencionando o princípio da impessoalidade e o uso de instrumentos culturais para fins de promoção ou ataque político.
“Há um problema constitucional… impessoalidade… desvio de finalidade” — Fabiana Barroso, advogada/comentarista jurídica. (trecho do bloco de análise legal)
Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:38:20: https://www.youtube.com/watch?v=6FAUrtgLiRE&t=2300s
Venezuela, anistia e reposicionamento regional: pragmatismo, PT e expectativa para 2026
Na reta seguinte, Emilinho introduziu o cenário venezuelano no pós-Maduro, citando libertações de presos e discussão sobre anistia, ao mesmo tempo em que, segundo ele, o governo Lula teria chamado Delcy Rodríguez de “presidenta” no noticiário abordado.
Rodrigo Constantino avaliou a postura de Trump como pragmática e ponderou sobre limites reais da oposição venezuelana. Ele também ironizou o que descreveu como constrangimento do PT diante dos desdobramentos.
“O Trump é pragmático… a oposição tem limites… e isso expõe o PT” — Rodrigo Constantino, comentarista.
Dárcio Bracarense celebrrou o que chamou de passos rumo à liberdade e democracia, atacou o modelo socialista e projetou esperança para a eleição brasileira de 2026.
“É um passo para a liberdade… o socialismo destrói… 2026 é decisivo” — Dárcio Bracarense, comentarista.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:47:00: https://www.youtube.com/watch?v=6FAUrtgLiRE&t=2820s
Costa Rica e “onda conservadora”: segurança, valores e paralelos com El Salvador
Emilinho ainda registrou um update sobre a Costa Rica, informando a eleição da presidente conservadora Laura Fernández com promessa de reformas profundas.
Fabiana Barroso interpretou o resultado como parte de uma onda conservadora latino-americana, motivada por preocupações com segurança e valores familiares, e comparou com o caso de El Salvador — frequentemente lembrado por políticas duras de segurança pública.
“A pauta de segurança… e valores… tem puxado essa onda… como em El Salvador” — Fabiana Barroso, comentarista jurídica.
Rodrigo Constantino mostrou ceticismo quanto à implementação de reformas, especialmente em países onde o Judiciário e o sistema político impõem travas, citando comparações com Chile e El Salvador.
“O desafio é implementar… o Judiciário pode travar… no Brasil é mais difícil” — Rodrigo Constantino, comentarista.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:54:15: https://www.youtube.com/watch?v=6FAUrtgLiRE&t=3255s
Medo de criticar o STF: fala de Demétrio Magnoli e leitura de “concentração de poder”
No bloco seguinte, Emilinho apresentou o tema de uma fala atribuída ao jornalista Demétrio Magnoli (GloboNews), admitindo medo de criticar o STF.
Rodrigo Constantino especulou sobre motivos para mudanças de postura na cobertura do Supremo, mencionando que denúncias de corrupção teriam apelo distinto do debate sobre liberdades civis. Dárcio Bracarense criticou o que chamou de concentração anormal de poder no Supremo, afirmando que o Brasil seria singular ao permitir que ministros “decidam tudo”.
“É uma concentração de poder anormal… juiz decide tudo” — Dárcio Bracarense, comentarista.
Fabiana Barroso comentou o discurso de Edson Fachin sobre autocontenção e sugeriu que seria um recado interno, mencionando Alexandre de Moraes como figura central na divisão e destacando que o medo na imprensa seria “justificável” diante do cenário descrito.
“Autocontenção… há divisão… e o medo da mídia é compreensível” — Fabiana Barroso, comentarista jurídica.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 01:00:30: https://www.youtube.com/watch?v=6FAUrtgLiRE&t=3630s
Redes sociais superam TV na política: pesquisa e disputa por regulação do fluxo de informação
Emilinho introduziu uma pesquisa (citada como Coeste) mostrando que, pela primeira vez, redes sociais teriam superado a TV como principal fonte de informação política.
Fabiana Barroso lembrou a eleição de 2018 como marco da força das redes, e criticou o que descreveu como aplicação parcial do combate à desinformação, com viés contra a direita e tolerância com a esquerda.
“2018 mostrou a força das redes… e o combate à desinformação tem sido seletivo” — Fabiana Barroso, comentarista jurídica.
Dárcio Bracarense definiu o processo como revolução irreversível e condenou tentativas de controle estatal sobre circulação de informação.
“A revolução digital é irreversível… querem controlar o fluxo usando o Estado” — Dárcio Bracarense, comentarista.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 01:12:00: https://www.youtube.com/watch?v=6FAUrtgLiRE&t=4320s
App gamificado do PT, desapropriação bilionária e imposto sobre aluguel de curta duração: política, custo e impacto econômico
Na parte final, Emilinho noticiou o lançamento de um aplicativo gamificado do PT para mobilização de militantes, com recompensas que incluiriam encontros com Lula. Fabiana Barroso ironizou a iniciativa, chamando-a de propaganda “soviética” e levantando questionamentos sobre adequação à legislação eleitoral, prevendo baixa organicidade.
“É uma propaganda soviética… não vai crescer organicamente” — Fabiana Barroso, comentarista jurídica.
Depois, Emilinho trouxe o tema da desapropriação de sete fazendas para reforma agrária, com custo citado de R$ 2,7 bilhões. Dárcio Bracarense questionou quem receberia os valores e comparou o custo por família assentada com despesas em educação, sugerindo leitura de incentivo eleitoral.
“Quem vai receber esse dinheiro?… o custo é enorme… parece compra de voto” — Dárcio Bracarense, comentarista.
Por fim, o programa abordou um novo imposto citado como 44% sobre aluguel de curta duração, com potencial impacto em plataformas como Airbnb. Fabiana Barroso alertou para danos ao turismo e a famílias que dependem da renda dos alugueis, além de perguntar sobre o destino da arrecadação.
“Vai devastar turismo… atinge famílias… e para onde vai esse dinheiro?” — Fabiana Barroso, comentarista jurídica.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 01:19:00: https://www.youtube.com/watch?v=6FAUrtgLiRE&t=4740s
Conclusão
O episódio do Bradock Show encadeou temas que, no debate do programa, formam um mesmo pano de fundo: instituições sob tensão, suspeitas envolvendo bancos e bastidores políticos, disputa narrativa sobre desinformação e questionamentos sobre uso de recursos públicos. Ao avançar por Brasil e América Latina, a mesa também conectou dinâmica eleitoral, segurança pública, mudanças no consumo de informação e o papel do STF no centro do debate político.
Portal Fio Diário
Acompanhe a cobertura completa no Portal Fio Diário: análises, bastidores e os próximos desdobramentos dos temas debatidos no Bradock Show.




