A ELEVAÇÃO DO IOF DE E O PESO INSUSTENTÁVEL SOBRE O BOLSO DO BRASILEIRO

Lula
Agência Brasil
A ELEVAÇÃO DO IOF DE E O PESO INSUSTENTÁVEL
O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que deveria cumprir uma função regulatória e pontual na economia, transformou-se, na prática, em mais um instrumento de arrecadação pesada sobre uma população já sufocada por juros altos, inflação persistente e endividamento recorde. No atual governo, a elevação do IOF escancara uma política fiscal que ignora a realidade social do país e transfere o ônus do ajuste das contas públicas diretamente para o cidadão comum.
Dados recentes apontam que a arrecadação com o IOF já alcançou aproximadamente R$ 87 bilhões, um número expressivo e alarmante. Esse montante não surge de um crescimento saudável da economia, mas, sobretudo, do aumento da carga tributária sobre operações de crédito, financiamentos, uso do cartão de crédito, empréstimos pessoais e empresariais. Em outras palavras, o Estado arrecada mais justamente quando o brasileiro mais precisa recorrer ao sistema financeiro para sobreviver.
O cenário se torna ainda mais grave quando se observa que cerca de 80% da população brasileira está endividada. Milhões de famílias recorrem ao crédito não para consumir supérfluos, mas para pagar contas básicas como alimentação, energia, aluguel, medicamentos e educação. Ao elevar o IOF, o governo encarece ainda mais esse crédito, empurrando o cidadão para um ciclo perverso de juros compostos, encargos abusivos e inadimplência crescente.
O sistema financeiro, por sua vez, segue lucrando de forma expressiva. As taxas de juros praticadas no Brasil estão entre as mais altas do mundo, mesmo quando comparadas a países com risco fiscal semelhante. O consumidor brasileiro paga juros exorbitantes no cartão de crédito rotativo, no cheque especial e nos empréstimos pessoais, enquanto o governo adiciona mais um peso tributário sobre essas operações. O resultado é uma transferência contínua de renda das famílias para bancos e para o Estado.
É contraditório e socialmente injustificável que, em um país marcado por desigualdades históricas, o ajuste fiscal recaia justamente sobre os mais vulneráveis. A elevação do IOF atinge diretamente trabalhadores, aposentados, pequenos empreendedores e a classe média, que já enfrenta dificuldades para manter o padrão mínimo de dignidade. Pequenas e médias empresas, responsáveis por grande parte dos empregos no país, também sofrem com o encarecimento do crédito, reduzindo investimentos, cortando custos e, muitas vezes, fechando as portas.
Além disso, o discurso oficial de responsabilidade social e combate à desigualdade perde credibilidade quando confrontado com a prática. Não há política social eficaz que se sustente enquanto o cidadão é asfixiado por impostos indiretos, juros elevados e falta de acesso a crédito justo. A arrecadação recorde do IOF evidencia uma opção clara: equilibrar as contas públicas sem enfrentar privilégios, desperdícios e ineficiências do próprio Estado.
O impacto psicológico e social desse endividamento em massa também não pode ser ignorado. Famílias endividadas vivem sob constante estresse, insegurança e perda de perspectiva. O crédito, que deveria ser um instrumento de desenvolvimento e mobilidade social, transforma-se em armadilha financeira, aprofundando a exclusão e a desigualdade.
Diante desse quadro, é legítimo questionar: até quando o brasileiro suportará pagar a conta de um Estado que arrecada cada vez mais e entrega cada vez menos? A elevação do IOF, somada à realidade de 80% da população endividada, não é apenas um problema econômico — é um problema moral, social e político. Sem uma revisão urgente dessa política tributária e sem um compromisso real com juros mais baixos e crédito acessível, o país seguirá preso a um modelo que penaliza quem produz, trabalha e consome, enquanto poucos continuam lucrando às custas da maioria.
Nesse cenário, é fundamental que a população brasileira compreenda que o silêncio apenas fortalece políticas que penalizam o cidadão comum. Protestar de forma ordeira e consciente é um direito democrático e uma ferramenta legítima de pressão. Os deputados federais são representantes diretos do povo e precisam sentir, de maneira clara e objetiva, a insatisfação da sociedade com a elevação do IOF e com a carga tributária sufocante. Cobrar posicionamento, votar com consciência, enviar manifestações aos gabinetes e utilizar as redes sociais como instrumento de fiscalização são atitudes essenciais. A omissão da população abre espaço para decisões distantes da realidade das famílias brasileiras. Somente com mobilização, vigilância e participação ativa será possível exigir mudanças, barrar abusos e construir uma política econômica que respeite quem trabalha, produz e sustenta o país.
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Marco Antonio Costa

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