Bradock Show 03/02/26 – Emilinho Surita, Constantino, Silvio Navarro, Dárcio Bracarense e Gus Lopes
No episódio de 3 de fevereiro de 2026, o Bradock Show abriu o “giro” com críticas ao discurso de ética da ministra Cármen Lúcia no TSE, contrastando-o com decisões de censura e com resistências internas no STF sobre um código de conduta. A bancada também reagiu a declarações do escritor Eduardo Bueno sobre impedir evangélicos de votar, comentou financiamento político internacional associado a George Soros e retomou suspeitas sobre a morte de Eduardo Campos. No bloco final, os debatedores destacaram a CPMI do INSS e desdobramentos do Banco Master, citando depoimento que menciona pagamentos e projetos ligados a Lulinha.
Introdução
Transmitido ao vivo no YouTube e em canais parceiros, o Bradock Show reuniu Emilinho Surita na condução e, na bancada, Rodrigo Constantino, Silvio Navarro e Dárcio Bracarense; mais adiante, participou Gustavo Lopes e houve entradas comerciais (Golden Brasil e Pátria Cidadania). O programa percorreu temas do Judiciário ao noticiário internacional, e encerrou com discussões sobre articulação política em Brasília e investigações envolvendo INSS e Banco Master, com ênfase em denúncias e conexões apresentadas pelos comentaristas.
Ficha do Programa
- Programa: Bradock Show
- Episódio: 03/02/2026 (terça-feira)
- Apresentação: Emilinho Surita
- Bancada: Rodrigo Constantino; Silvio Navarro; Dárcio Bracarense
- Participação: Gustavo Lopes; Felipe (Pátria Cidadania, bloco comercial)
- Plataformas: YouTube e canais parceiros citados no episódio
- Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=YdHxtmsRiqA
Cármen Lúcia, “ética” no TSE e críticas ao poder do STF
O programa abriu o bloco doméstico com a fala de Emilinho Surita sobre a ministra Cármen Lúcia no TSE, que teria defendido “ética, transparência e judiciário imparcial”. A bancada, porém, contrapôs o discurso ao histórico recente do tribunal e ao debate interno no STF sobre um código de conduta.
Rodrigo Constantino criticou a retórica do que chamou de “fala mansa” e afirmou que o problema não seria falta de independência, mas “hipertrofia” do Judiciário, com avanço sobre outros Poderes. Ele também evocou decisões do período eleitoral anterior para sustentar a acusação de censura e descreveu o discurso como estratégia para “enganar”.
“Todo mundo tá enxergando que o problema é uma hipertrofia, um agigantamento do Poder Judiciário, que vem atropelando demais poderes e rasgando a própria constituição.” — Rodrigo Constantino, comentarista.
Silvio Navarro seguiu a mesma linha: disse que o país “precisava” de um Judiciário independente, mas que a prática seria de um “ultrapoderoso”, comparando-o a um “poder moderador”. Ele também questionou o simbolismo de discutir “código de conduta” em uma Corte que deveria representar o ápice de uma trajetória na magistratura.
Dárcio Bracarense, por sua vez, citou volume de decisões do STF para argumentar que haveria dificuldade de assegurar qualidade técnica: mencionou números atribuídos ao próprio tribunal e calculou médias diárias para sustentar a crítica ao funcionamento do sistema.
“Segundo eles, eles proferiram 57 mil decisões só no primeiro semestre de 2025… isso equivale a mais de quatrocentos e trinta decisões por dia.” — Dárcio Bracarense, comentarista.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:04:15: https://www.youtube.com/watch?v=YdHxtmsRiqA&t=255s
Censura de pesquisa eleitoral: Flávio Bolsonaro x Lula e o debate sobre institutos
Na sequência, Emilinho retomou a notícia de que Cármen Lúcia teria censurado uma pesquisa que mostrava Flávio Bolsonaro com 48% contra 46% de Lula, a pedido de um deputado do PT, além de anunciar regras a juízes eleitorais sem consulta interna — segundo a narrativa apresentada no programa.
Rodrigo Constantino disse não saber o argumento formal utilizado no pedido, mas defendeu que, mesmo com críticas a institutos, o caminho não seria censura. Ele também afirmou ver “viés” sistemático em pesquisas que, na avaliação dele, favoreceriam candidatos de esquerda, citando o Datafolha como exemplo de instituto com erros recorrentes “sempre” no mesmo sentido.
“Quando a gente tem viés, é diferente… elas sistematicamente favorecem os candidatos de esquerda e mostram intenções de voto menores para os candidatos de direita.” — Rodrigo Constantino, comentarista.
Silvio Navarro acrescentou um ponto procedimental: explicou que, em ano eleitoral, pesquisas precisam de registro no TSE, com aviso prévio, e reiterou sua desconfiança sobre a precisão e os incentivos por trás dos levantamentos. Ele concluiu que, quando institutos “não conseguem disfarçar” uma competitividade da direita, isso poderia indicar vantagem real maior (opinião dele).
Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:14:30: https://www.youtube.com/watch?v=YdHxtmsRiqA&t=870s
Eduardo Bueno e a frase sobre impedir evangélicos de votar: “ataque à democracia” e intolerância religiosa
Outro eixo do episódio foi a repercussão de declarações atribuídas ao escritor Eduardo Bueno, que teria defendido que evangélicos fossem proibidos de votar. Emilinho apresentou o histórico lembrado pela bancada: episódios anteriores envolvendo fala sobre Charlie Kirk e contrato com a Caixa Econômica Federal mencionado no programa.
Dárcio Bracarense enquadrou a fala como “ataque à democracia” e descreveu um gradiente autoritário: primeiro controlar “quem pode falar”, depois “quem pode votar”, e por fim “quem pode continuar existindo”. Ele também relacionou o tema a episódios de hostilidade a cristãos e sustentou que haveria, segundo sua visão, tolerância institucional a “microagressões” quando partem da esquerda.
“Todo autoritário é assim: primeiro ele começa a querer deliberar sobre quem pode falar… Depois quem pode votar. E aí por fim quem pode continuar existindo.” — Dárcio Bracarense, comentarista.
Rodrigo Constantino tratou o caso como exemplo de desprezo de setores da esquerda ao “homem comum” e afirmou que figuras do tipo deveriam ser ignoradas; ao mesmo tempo, criticou o fato de haver espaço e recursos públicos, na narrativa apresentada por ele, para esse tipo de personagem.
Silvio Navarro reforçou que vê preconceito difundido contra cristãos e evangélicos em ambientes culturais e editoriais, citando inclusive um documentário mencionado por ele para contextualizar o debate religião e política.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:21:30: https://www.youtube.com/watch?v=YdHxtmsRiqA&t=1290s
George Soros, eleições em Nova Iorque e o papel de ONGs no financiamento político
No bloco internacional, o programa afirmou que George Soros teria canalizado US$ 37 milhões para eleger um candidato descrito como “socialista” para prefeitura de Nova Iorque, via Open Society Foundation, ONGs e grupos políticos. Emilinho apresentou os valores e citou o “Working Families Party” como principal beneficiário no recorte narrado.
Rodrigo Constantino disse que Soros seria “conhecido” nos EUA por financiar candidatos e promotores, e argumentou que o tema costuma ser rotulado como “teoria da conspiração”. Também criticou a seletividade ideológica: segundo ele, a esquerda não atacaria esse bilionário por conveniência. Em sua leitura, protestos e mobilizações recentes não seriam “orgânicos”, mas “orquestrados” por uma elite com recursos.
“Só idiota útil que entra de gaiato nessa história. É tudo orquestrado por uma elite muito rica e poderosa, que sabe o que está fazendo.” — Rodrigo Constantino, comentarista.
Dárcio Bracarense sugeriu que espectadores compartilhassem o trecho com parentes “progressistas” para expor contradições entre discurso anti-bilionário e apoio a mecenas políticos; Silvio Navarro complementou dizendo que muitos atuariam “de graça” e ainda se achariam “virtuosos”, na visão dele.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:33:00: https://www.youtube.com/watch?v=YdHxtmsRiqA&t=1980s
Caso Eduardo Campos: perícia, suspeitas antigas e o peso político de 2014
O programa informou que uma perícia judicial teria sido iniciada para investigar causas do acidente que matou Eduardo Campos em 2014, citando fala do irmão (Antônio Campos) sobre suposta sabotagem (“mexeram em uma peça”) e referência a “pitch-down”. Também foi citado no programa que o presidente do PSB teria dito que Dilma usou a Abin para espionar Campos.
Rodrigo Constantino contou lembrança pessoal do dia da notícia e afirmou que, à época, “muita gente suspeitou” de atentado, citando ainda o caso Teori Zavascki como paralelo de desconfiança pública quando há morte em avião envolvendo figuras centrais. Ele ponderou, contudo, que reabrir o caso após mais de uma década poderia dificultar uma investigação “eficaz”.
“A primeira coisa que pensamos ali foi assim, ‘mataram o cara’.” — Rodrigo Constantino, comentarista.
Silvio Navarro trouxe contexto histórico: lembrou que Campos tentava se posicionar como alternativa (ele usou a expressão “terceira via” dentro do cenário de 2014), e detalhou a ascensão de Marina Silva nas pesquisas após a morte, além de relembrar o tom duro da campanha petista contra ela.
Dárcio Bracarense disse que, se o tema retorna com perícia, isso alimenta suspeitas, e citou ainda outros casos brasileiros de mortes cercadas de controvérsia, para sustentar o argumento de que o país acumula “mistérios” políticos.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:39:15: https://www.youtube.com/watch?v=YdHxtmsRiqA&t=2355s
Lula, reunião fora da agenda, vaga no STF e “churrasco” com a base
Emilinho apresentou a pauta de que Lula teria feito reunião “fora da agenda” com o presidente da CCJ para tratar de crise do PT na Bahia e de vaga no STF envolvendo Jorge Messias, além de marcar um churrasco com líderes da base para alinhar pautas legislativas.
Rodrigo Constantino descreveu o que chamou de “elite do poder” em Brasília e disse que, em sua visão, o governo buscaria apoio do STF por não ter maioria no Congresso. Silvio Navarro argumentou que Lula teria governado “com STF” e não com o Legislativo, e avaliou que a base formal seria numericamente insuficiente, levando a negociações e dependências com o centrão. Ele citou o nome de Hugo Motta e descreveu, dentro da narrativa dele, promessas e pressões sobre pautas.
Gustavo Lopes projetou que, em ano eleitoral, a governabilidade ficaria “mais cara” e que o governo enfrentaria maior dificuldade no Congresso, na visão dele, por causa do calendário e do apetite por recursos e emendas.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:49:15: https://www.youtube.com/watch?v=YdHxtmsRiqA&t=2955s
CPMI do INSS, menção a Lulinha e o “novelo” do Banco Master (ONGs, fundos e RioPrevidência)
O fechamento do episódio concentrou-se em investigações e conexões. Emilinho leu o que chamou de revelação de uma “testemunha chave” à Polícia Federal: o “careca do INSS” pagaria mesada de R$ 300 mil a Lulinha e teria antecipado R$ 25 milhões em projetos com o governo; disse ainda que a comissão buscaria quebra de sigilos de 2022 a 2026. A bancada discutiu se a CPMI avançaria.
Dárcio Bracarense declarou preocupação com a segurança de testemunhas, citando “modus operandi” e lembrando casos antigos de mortes em série associados a investigações políticas. Silvio Navarro afirmou que as informações estariam documentadas e sugeriu que, se fosse familiar de outro presidente, haveria medidas cautelares (comparação opinativa feita por ele).
Na esteira, Emilinho e os comentaristas emendaram desdobramentos do Banco Master: foi citado um instituto/ONG que teria movido ação contra corretoras, e o programa mencionou que teria recebido R$ 421 milhões do governo e sido barrado pelo TCU por irregularidades (segundo o relato do episódio). Em outro ponto, foi apresentada uma ligação envolvendo fundo de investimentos ligado ao cunhado de Daniel Vorcaro e investigação por lavagem associada ao PCC (de acordo com a narrativa lida ao ar).
Por fim, Emilinho informou a prisão de um ex-presidente do RioPrevidência que teria aplicado quase R$ 1 bilhão do fundo no Banco Master, envolvendo 235 mil servidores, conforme o texto apresentado no programa. Dárcio enfatizou impacto social de aposentadorias e defendeu que fraudes previdenciárias deveriam ser tratadas com máxima gravidade.
“A gente não faz a menor ideia da dimensão de toda essa tragédia… 235 mil pessoas… isso deveria ser tratado como crime contra a humanidade.” — Dárcio Bracarense, comentarista.
Gustavo Lopes conectou a discussão ao risco estrutural da Previdência: mais longevidade, menos contribuintes e, em sua visão, agravamento quando se soma “roubo em escala industrial”.
Assista a este trecho no YouTube a partir de 01:03:00: https://www.youtube.com/watch?v=YdHxtmsRiqA&t=3780s
Conclusão
No episódio, o Bradock Show reuniu críticas à atuação e ao discurso do Judiciário em ano eleitoral, reações a declarações sobre restrição de voto a evangélicos, leitura de cenário internacional envolvendo financiamento político por meio de ONGs, e retomada de suspeitas históricas sobre a morte de Eduardo Campos. O programa encerrou conectando denúncias sobre a CPMI do INSS e o Banco Master, destacando depoimentos, pedidos de quebra de sigilo e impactos potenciais sobre fundos e aposentadorias, conforme os debatedores apresentaram.
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