SHOW DA MANHÃ – O DISCURSO HISTÓRICO DE NIKOLAS – 04/02/2026
No episódio do Show da Manhã, Marco Antônio Costa, Enio Viterbo e Steh Papaiano comentaram o discurso de Nikolas Ferreira no Parlamento Europeu e discutiram decisões do TSE envolvendo divulgação de pesquisas. Também entraram na pauta o debate sobre um “código de ética” no STF, um caso envolvendo o Tribunal de Justiça do Maranhão e, mais adiante, críticas a celebridades e temas políticos diversos.
Introdução
A edição abriu com Marco Antônio Costa recebendo a audiência do YouTube e das rádios parceiras, e apresentando Enio Viterbo e Steh Papaiano para a bancada. Ao longo do programa, o trio repercutiu o que chamou de denúncias no cenário internacional, críticas a decisões da Justiça Eleitoral e o debate público sobre conduta de magistrados.
Em seguida, o programa recebeu André Marcília, que comentou o tema do “código de ética” e fez críticas ao que chamou de crise institucional. Mais adiante, Didi Red Pill participou do debate, tratando de temas envolvendo Bolsonaro e também comentando críticas a artistas e celebridades.
Ficha do Programa
- Programa: Show da Manhã
- Canal: Portal Fio Diário (YouTube)
- Apresentação: Marco Antônio Costa
- Participantes regulares: Enio Viterbo; Steh Papaiano
- Participações no episódio: André Marcília; Didi Red Pill
- Link do episódio: https://www.youtube.com/watch?v=MUXf0Apr3L0
Nikolas Ferreira no Parlamento Europeu e denúncias “no plano internacional”
Marco Antônio Costa apresentou um trecho do que chamou de “discurso histórico” de Nikolas Ferreira no Parlamento Europeu. No vídeo exibido, Nikolas falou sobre supervisão do poder, liberdade e, especialmente, liberdade de expressão. Ele afirmou que “o poder deve ser supervisionado, confrontado e permanentemente questionado” e disse que “a liberdade não é uma concessão concedida pelo Estado”.
No trecho, Nikolas também mencionou sua eleição em 2022 e relatou que suas contas em redes sociais teriam sido suspensas após pedir que o Tribunal Eleitoral investigasse denúncias relacionadas ao sistema de votação eletrônica. Ele afirmou: “Eu não declarei fraude, eu não instei violência, eu apenas solicitei uma investigação.”
Após a exibição, Marco Antônio Costa comentou que o texto apresentado havia sido traduzido por IA usando a voz de Nikolas e disse ter se impressionado com o resultado. Steh Papaiano reagiu dizendo: “Não percebi”, ao comentar a qualidade do material exibido.
Enio Viterbo comentou que achou “correta” a postura de denunciar o que chamou de perseguição, citando a suspensão de redes sociais. Ele também questionou o que chamou de “duas medidas”, citando investigações contra Nikolas e comparando com outras situações envolvendo parlamentares de oposição. Enio afirmou: “Quando a Polícia Federal, por exemplo, tenta investigar o Nikolas (…) mas eu tenho certeza que qualquer palavra que, por exemplo, Lindemberg Farias dê contra o próprio Nikolas, com certeza isso não será investigado.”
Steh Papaiano defendeu a importância de atuação fora do Brasil, dizendo que ir ao exterior também teria função de criar trânsito político e rede de contatos. Ela afirmou que a esquerda teria feito isso de forma reiterada e comentou a necessidade de identificar aliados em estruturas internacionais. Na mesma linha, Marco Antônio Costa disse que a pressão “deve continuar”, citando temas que estavam, segundo ele, em evidência no noticiário.
“É essencial o Nikolas continuar trazendo essas denúncias pro plano internacional.” (Enio Viterbo)
“É fundamental com que eles vão pra fazer isso (…) pra saber quem são as pessoas que transitam esse meio.” (Steh Papaiano)
Assista ao trecho completo no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=MUXf0Apr3L0
TSE, pesquisa sem registro e críticas à decisão de Cármen Lúcia
Marco Antônio Costa trouxe uma notícia sobre decisão do TSE suspendendo a divulgação de pesquisa eleitoral sem registro prévio, mencionando que a decisão liminar foi de Cármen Lúcia. Ele leu que a medida teria sido tomada a partir de representação proposta por Lindemberg Farias, e citou o entendimento de que a ausência de registro e a circulação digital representariam risco à formação da opinião pública.
Marco comentou que esse tipo de matéria poderia ser vista como “burocracia” por parte do público, mas afirmou que, para ele, haveria uma simbologia em torno do PT “bater na porta do TSE” e ter o pedido atendido. Enio Viterbo disse que a decisão tem “simbologia muito grande” e criticou o que chamou de lógica de o Judiciário dizer “como o cidadão tem que se informar”.
Enio também citou situações passadas e mencionou que Cármen Lúcia teria suspendido um documentário, lembrando o período eleitoral e argumentações sobre restrição temporária. Marco Antônio Costa afirmou que o caso citado era o documentário “Quem Mandou Matar Jair Bolsonaro”, e disse que a mudança de título, na época, teria relação com medo e constrangimento.
Steh Papaiano e Marco também falaram sobre um novo caso: uma “empresa mexicana” que teria suspendido a divulgação de pesquisa envolvendo Flávio Bolsonaro à frente de Lula até formalizar registro no TSE. Marco disse esperar “muita atuação do TSE a partir de agora”.
Steh Papaiano afirmou que, embora a decisão estivesse “em acordo com a legislação, em tese”, ela enxergava na medida um sinal de medo do PT em relação às redes sociais. Ela comentou ainda que haveria pesquisas registradas com resultado semelhante, e acrescentou que o partido teria solicitado suspensão de impulsionamentos com críticas ao PT.
“Novamente a Cármen Lúcia dando uma decisão de restrição de informação.” (Enio Viterbo)
“O PT sabe que a tábua de salvação deles tá na censura.” (Steh Papaiano)
Assista ao trecho completo no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=MUXf0Apr3L0
Debate sobre “código de ética” e críticas à conduta no STF (com André Marcília)
O programa passou a discutir um tema apresentado como “código de ética” e recomendações atribuídas a Cármen Lúcia, incluindo tópicos como “transparência nas agendas”, “cuidado com a fala”, “evitar confraternizações”, “neutralidade ideológica”, “conflito de interesse” e “combate à desinformação”. Marco Antônio Costa leu itens que disse ter visto em material da CNN e ironizou pontos como “evitar confraternizações”, citando novamente o “Gilmarpalooza”.
Enio Viterbo questionou se figuras que, segundo ele, dão entrevistas frequentes ou se manifestam sobre política seguiriam tais regras. Ele perguntou o que aconteceria se alguém “infringir esses dez pontos”, e comentou que haveria ministros contrários ao código.
Na sequência, Marco Antônio Costa apresentou André Marcília, chamando-o de “bússola moral” e comentando o tema. André Marcília disse que, para ele, o problema não seria falta de regras, mas falta de “vergonha na cara”, e afirmou que não seria um “código de conduta” que tornaria alguém apto ao cargo. Ele defendeu que já existiriam normas e tradição institucional, e que o país não estaria “fundando a república”, mas, nas palavras dele, “eles estão fundando a república”.
André Marcília também criticou a forma como a função pública seria tratada como “trampolim” e “balcão de negócios”, e disse que, para ele, servidores buscam mais vantagens porque “acreditam que ali é ganhar na loteria”. Marco Antônio Costa reforçou que, no entendimento dele, já haveria obrigações e “deontologia” da magistratura, e que o custo de privilégios deveria estar ligado à isenção.
“Esse código de conduta tinha que ter um artigo só: é necessário que pra ser ministro do STF você tenha vergonha na cara.” (André Marcília)
“A gente não tá fundando a república, ao contrário, eles estão fundando a república.” (André Marcília)
Assista ao trecho completo no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=MUXf0Apr3L0
TJ do Maranhão: transferência de R$ 2,8 bilhões para o BRB e reação de desembargadores
Marco Antônio Costa exibiu um vídeo e explicou o contexto: desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão teriam descoberto que o presidente da Corte, “Frós Sobrinho”, transferiu R$ 2,8 bilhões de depósitos judiciais para o BRB. Marco disse que, “emparedado pelas críticas”, o presidente teria afirmado que a decisão foi “exclusivamente sua” e que assumia os riscos.
Segundo Marco, a justificativa apresentada teria sido o rendimento: R$ 15 milhões por mês, contra R$ 3 milhões pagos pelo Banco do Brasil. Ele também afirmou que a controvérsia aumentou por causa de menções ao histórico do BRB e ligações com o Banco Master, citando apuração publicada.
Steh Papaiano comentou que não ficou surpresa por ter sido no Maranhão e disse que o exemplo viria “de cima”, citando comportamentos do STF e eventos públicos, afirmando que isso se refletiria em cortes inferiores. Enio Viterbo questionou como um presidente de TJ teria “livre agência” para movimentar bilhões e chamou a situação de “meio estúpida”.
André Marcília voltou ao tema para dizer que, ao ler mais informações, entendeu que era “pior do que a gente estava pensando”, porque o dinheiro seria de depósito judicial, isto é, “dinheiro de terceiro”, não orçamento do tribunal. Ele relacionou o caso ao que chamou de cultura de uma “casta de juízes” acima de questionamentos.
“Como é que ele tem essa livre agência de movimentar esse dinheiro?” (Enio Viterbo)
“Esse dinheiro era de depósito judicial (…) era o seu dinheiro, era dinheiro de terceiro.” (André Marcília)
Assista ao trecho completo no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=MUXf0Apr3L0
Abertura do ano do Judiciário: vídeo com Lula, Moraes, Dino e Viviane e comentários sobre “liturgia”
Marco Antônio Costa citou um vídeo que circulava nas redes e pediu comentários sobre a imagem que, segundo ele, mostraria “Dino, Lula, Moraes e Vivi”. Ele descreveu como “tapinha”, “ar de intimidade” e “proximidade até meio grotesco”. André Marcília afirmou que esse tipo de comportamento seria inadequado em um momento formal e disse que a abertura do ano do Judiciário seria um evento “inútil” e com “overdose de mentiras”, ao comentar falas atribuídas ao presidente.
Didi Red Pill também entrou no debate em seguida, mencionando a ideia de “poderoso chefão” e comparando “tapinhas” a ritos de poder e respeito.
“Essa intimidade forçada (…) tem muito disso na nossa cultura, mas tem uma questão ali que não cabe porque é um momento formal.” (André Marcília)
“Isso mostra que (…) não vai mudar enquanto esses forem os personagens do jogo.” (André Marcília)
Assista ao trecho completo no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=MUXf0Apr3L0
STM e Bolsonaro: debate sobre patente, prisão e perseguição (com Didi Red Pill)
O programa exibiu um vídeo sobre procedimentos no STM e, em seguida, um trecho com explicação veiculada na CNN sobre a possibilidade de Bolsonaro ir para prisão comum ou estabelecimento militar, além de comentários sobre prazos e circunstâncias de custódia. Marco Antônio Costa então passou a palavra a Didi Red Pill.
Didi Red Pill disse que, para ele, “Bolsonaro não era nem pra tá preso” e chamou a situação de “farsa”. Ele afirmou que Bolsonaro seria “o homem mais perseguido da história da república brasileira” e citou, como exemplos, temas que, segundo ele, foram usados contra o ex-presidente (como joias, cartão de vacina e imóveis), dizendo que “nada conseguiu chegar em Bolsonaro”.
Didi também comentou que uma denúncia no STM buscaria retirar patente e, com isso, a aposentadoria que iria para Michelle Bolsonaro. Ele mencionou ainda a dinâmica de empate e voto de desempate no tribunal, dizendo que gostaria de ver um empate para observar a decisão da presidente do STM.
“Bolsonaro não era pra nem pra tá preso (…) isso aí é uma farsa.” (Didi Red Pill)
“Esse é o homem mais perseguido da história da república brasileira.” (Didi Red Pill)
Assista ao trecho completo no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=MUXf0Apr3L0
Caso Daniel Vorcaro, Banco Master e CPMI: comentários sobre depoimento e “negociação”
Marco Antônio Costa exibiu um vídeo em que se falava de liberação de documentos após compilação pela Polícia Federal e devolução à CPMI. Ele citou o nome de Daniel Vorcaro e mencionou informações sobre “pulverização de ações” e conexões envolvendo BRB.
André Marcília comentou que, até aquele momento, teria visto notícia de que os advogados de Vorcaro não teriam entrado com habeas corpus e disse que o STF teria uma “fábrica de HC”. Ele afirmou que, se Vorcaro estava disposto a depor sem pedir HC, isso poderia indicar abertura de “flanco negocial” até o momento do depoimento.
Marco Antônio Costa reagiu dizendo que queria que “a paranoia contamine” o ambiente, afirmando que o que via seria “as entranhas do regime”, e mencionou que parte da imprensa não pareceria querer falar sobre o tema, mas teria sido levada a noticiar por causa de documentos e investigações.
“O STF tem uma fábrica de HC, é um fast food de HC.” (André Marcília)
“Eu não pedi habeas corpus (…) senta pra conversar comigo até o meu depoimento na CPMI.” (André Marcília, ao descrever o que entendeu como sinal)
Assista ao trecho completo no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=MUXf0Apr3L0
“Além da imaginação”: críticas a celebridades, Billie Eilish e protestos pagos
Num bloco que Marco Antônio Costa apresentou com vinheta, o programa comentou um vídeo dublado de Billie Eilish no Grammy, com fala sobre “terras roubadas”. Didi Red Pill disse que “as vozes dessa galera não importa pra nada” e citou a eleição nos EUA como exemplo, comentando que, apesar de apoio cultural à Kamala Harris, ela não teria vencido.
Enio Viterbo questionou, dentro da discussão, o que celebridades fariam “na prática” além de discursos. Marco mostrou também uma imagem e citou uma “mansão” da cantora, mencionando críticas e ironizando a contradição com o discurso.
Na sequência, Marco Antônio Costa trouxe ainda um tema sobre protestos nos EUA, afirmando que bilionários de esquerda financiariam mobilizações e mencionando a ideia de “manifestantes profissionais”.
“Não basta você chegar lá no palco (…) mas o que que você está fazendo na prática?” (Enio Viterbo)
“Essa turma é só papagaio de elite global.” (Steh Papaiano)
Assista ao trecho completo no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=MUXf0Apr3L0
Daniela Mercury, “lacretinas” e evento de Lula contra o feminicídio
O programa também entrou em temas culturais e políticos envolvendo artistas. Marco Antônio Costa e a bancada comentaram Daniela Mercury, e Steh Papaiano disse que Enio havia sido “a primeira vez” no programa com ela, em tom de encerramento mais adiante. Didi Red Pill criticou Daniela Mercury e afirmou que o que ela diz “ninguém escreve”. Steh Papaiano afirmou que, quando vai a show, quer “ver ela cantar” e criticou discursos políticos no palco.
Em outro momento, Marco Antônio Costa mencionou que uma artista baiana, Larissa Luz, cantaria Elza Soares em ato de Lula contra o feminicídio no Palácio do Planalto, citando a assinatura de um “Pacto Nacional” com os Três Poderes. Marco disse: “Eu só quero saber quanto é que ela ganhou”.
Steh Papaiano criticou o conceito de “feminicídio” e disse que seria uma forma de manipulação política e de termos inventados. Enio Viterbo afirmou que via o evento como movimento eleitoral e citou falas que considerou machistas atribuídas ao presidente Lula, dizendo que, se fossem de outro presidente, gerariam repercussão diferente.
“Eu criei um neologismo (…) e eu chamo elas de lacretinas.” (Steh Papaiano)
“Eu só quero saber quanto é que ela ganhou.” (Marco Antônio Costa)
“Vamos esperar pra ver quanto que vai custar também essa festa aí.” (Enio Viterbo)
Assista ao trecho completo no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=MUXf0Apr3L0
Encerramento, recados, PIX e despedidas
Ao longo do programa, Marco Antônio Costa reforçou pedidos de inscrição, likes e divulgou a campanha de PIX do Fio Diário, informando a chave [email protected] e citando meta diária. Ele também promoveu o portal fiodiario.com, explicando que a proposta era agregar conteúdos e notícias.
Didi Red Pill, ao se despedir, pediu inscrições no canal reserva “Didi Red Pill 2”, dizendo que foi criado na Polônia e que esperava que o YouTube entregasse o conteúdo. Enio Viterbo também se despediu informando que estaria postando vídeos diários no YouTube. Steh Papaiano encerrou agradecendo e dizendo que voltaria “na semana que vem”.
Conclusão
O episódio reuniu comentários sobre o discurso de Nikolas Ferreira no Parlamento Europeu, críticas a decisões do TSE e discussões sobre conduta e normas no Judiciário. A bancada também repercutiu o caso do TJ do Maranhão com transferência bilionária ao BRB, debateu vídeos e cenas envolvendo autoridades em eventos oficiais e abordou temas culturais e políticos com críticas a artistas e celebridades.
Portal Fio Diário
Acompanhe as notícias e conteúdos do Portal Fio Diário em https://fiodiario.com. Assista ao episódio completo no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=MUXf0Apr3L0. Para apoiar o projeto, Marco Antônio Costa divulgou a chave PIX: [email protected].




