Quem é Davi Alcolumbre? Ele ajuda ou prejudica a população brasileira?

Davi Alcolumbre
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Quem é Davi Alcolumbre

 

Davi Samuel Alcolumbre Tobelem (Macapá, 19 de junho de 1977) é um político e empresário brasileiro filiado ao União Brasil (UNIÃO). Ele é senador pelo estado do Amapá e, atualmente, presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional (2025-2026), cargo que já ocupou entre 2019 e 2021.

Formação e início na vida pública

  • Vem de família de comerciantes no Amapá e começou trabalhando no negócio da família antes de entrar na política.
  • Foi vereador em Macapá, deputado federal e, em 2014, eleito senador pela primeira vez.

Trajetória política

  • Alcolumbre construiu sua carreira focado em articulação política e distribuição de emendas parlamentares, ferramentas importantes na política brasileira para liberar verbas públicas a prefeitos e governadores. 
  • Sua atuação como presidente do Senado o tornou uma figura central nas negociações entre Poder Executivo e Legislativo.

Principais denúncias, investigações e controvérsias

 Inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF)

Davi Alcolumbre foi investigado em dois inquéritos no STF por questões relacionadas à sua campanha de 2014, incluindo suposta utilização de notas fiscais frias, ausência de comprovantes bancários e contratação de serviços em datas impróprias. A investigação segue, e ele nega irregularidades.

Denúncia por corrupção envolvendo orçamento secreto

Em 2022, o senador Alessandro Vieira (PSDB) apresentou ao STF e ao Conselho de Ética uma notícia-crime acusando Alcolumbre e outros de corrupção ativa por suposto uso de recursos do chamado orçamento secreto (emendas de relator) para favorecer aliados – a acusação também sugeria quebra de decoro parlamentar. Essa denúncia, porém, não resultou em condenação até o momento e foi alvo de debates políticos.

Caso de “rachadinha” e outras alegações

Reportagens e investigações apontaram, no passado, suspeitas de um esquema de “rachadinha” (onde parte do salário de assessores era devolvida) no gabinete de Alcolumbre, envolvendo valores estimados em cerca de R$ 2 milhões. Ele negou irregularidades e afirmou ser alvo de campanhas difamatórias.

Operações da PF ligadas a pessoas próximas

Embora Alcolumbre não seja formalmente alvo em diversas apurações, investigações da Polícia Federal envolveram pessoas próximas, incluindo:

A chefe de gabinete de Alcolumbre, Ana Paula de Magalhães, foi citada em mensagens telefônicas no contexto da Operação Overclean, que apura possível desvio de verbas e fraude em licitações relacionadas a emendas parlamentares. Ela foi convocada para prestar esclarecimentos. 

Breno Chaves Pinto, suplente do senador e empresário, foi alvo de buscas e investigação por suspeita de fraude em licitações e desvio de recursos públicos vinculados a contratos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Amapá. A PF chegou a afirmar que ele usava sua proximidade com Alcolumbre para obter vantagens, embora o senador não esteja sob investigação direta nesses casos. 

Situação atual das acusações

Nenhuma das investigações resultou até agora em condenação formal de Davi Alcolumbre.

Muitas das apurações ainda estão em andamento e envolvem órgãos como o STF, a Polícia Federal e o Ministério Público.

Ele nega irregularidades em todos os casos e afirma respeito à lei e ao devido processo legal.

Evolução patrimonial de Davi Alcolumbre

Declarações formais à Justiça Eleitoral

Ao longo de sua carreira política — que começou no início dos anos 2000 como vereador e deputado federal e segue até hoje como senador — Davi Alcolumbre prestou declarações de bens à Justiça Eleitoral, como todos os candidatos são obrigados a fazer. Nessas declarações, há variações significativas e controvérsias que chamaram atenção de órgãos de imprensa e analistas:

2002, 2010 e 2012 – Em várias dessas eleições, Alcolumbre declarou não possuir patrimônio algum ou só bens muito modestos. Em 2002 e 2010 ele afirmou ter patrimônio zero, mesmo já sendo deputado federal.

2012 – Declarou não ter bens, apesar de registros públicos indicarem a posse de imóveis adquiridos anteriormente — por exemplo, lotes e casas registrados em cartório em Macapá.

2014 e 2018 – Nas campanhas ao Senado, ele passou a declarar alguns bens. Por exemplo, em 2018 informou patrimônio total de aproximadamente R$ 770 mil, incluindo uma casa avaliada em cerca de R$ 585 mil e depósitos/aplicações bancárias, conforme declaração à Justiça Eleitoral.

Controvérsias e discrepâncias patrimoniais

Diversas reportagens e levantamentos jornalísticos apontaram que os bens declarados por Alcolumbre não correspondiam ao patrimônio real registrado em cartórios e registros públicos:

  • Omissão de imóveis – Levantamentos em cartórios de Macapá mostraram que desde o fim da década de 1990 até pelo menos 2016, Alcolumbre constava como proprietário de lotes e casas que não foram integralmente declarados nas suas prestações de contas eleitorais.
  • Diferença entre registro e declaração – Em 2012, por exemplo, embora a escritura de um imóvel indicasse que ele dispunha de patrimônio superior a R$ 1,7 milhão com sua esposa, na declaração eleitoral ele informou cerca de R$ 0 em bens naquele ano.
  • Família com patrimônio amplo – Reportagens destacaram que a família Alcolumbre é dona de um patrimônio significativo no Amapá, com imóveis, empresas e outros ativos locais. No entanto, nem todos esses bens — em nome direto dele — apareceram nas declarações eleitorais.

Essas discrepâncias se tornaram objeto de investigação por órgãos eleitorais, por possível omissão ou declaração incorreta de bens, o que pode configurar crime eleitoral se comprovado que houve intenção de ocultar patrimônio (conforme o artigo 350 do Código Eleitoral). 

Explicações oficiais

A assessoria de Alcolumbre já afirmou, em reportagens no passado, que alguns bens teriam sido vendidos ou que existiriam diferenças de registro entre as declarações eleitorais e os cartórios locais. Porém, não houve esclarecimento público detalhado de cada item omisso, nem decisões judiciais que tenham punido o senador formalmente por essas omissões até hoje.

Ponto de atenção

O que foi mostrado acima está principalmente documentado por reportagens e levantamentos de imprensa, já que o Sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCand) ou as declarações completas não costumam ser publicadas em detalhes em portais oficiais com histórico patrimonial completo, o que dificulta uma reconstrução 100% precisa do patrimônio ao longo de todas as eleições.

Resumo final

Davi Alcolumbre é um político influente no Brasil, com trajetória que vai da gestão de recursos públicos como senador à presidência do Senado. Embora esteja ligado a várias denúncias, investigações e controvérsias – especialmente em torno de emendas parlamentares, supostas rachadinhas e a atuação de aliados –, até o momento ele não foi condenado por corrupção em processos judiciais


 

 

 

 

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Marco Antonio Costa

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