NÃO MINTA PRA MIM – 06/02/2026- RICARDO VENTURA COMENTA POLÊMICA COM JEFFREY EPSTEIN E TOGURO NA CIMED!! | BOTECO DO VENTURA #017
Ricardo Ventura analisa Epstein, o caso do cachorro Orelha e a estratégia de marketing envolvendo Toguro e a CIMED
No episódio do canal parceiro @NãoMintaPraMim, Ricardo Ventura conduziu uma edição do “Boteco do Ventura” com uma pauta variada: a rede de influência associada a Jeffrey Epstein, atualizações e ruídos de informação no caso do cachorro Orelha, e a repercussão da parceria entre o influenciador Thiago Toguro e a CIMED — além de um alerta sobre os riscos de centralização na Justiça quando se fala em federalização de casos.
Ao abrir o programa, Ventura também comentou que foi convidado para um evento com Chiquinho Scarpa, e explicou ao público que mostraria bastidores em suas redes sociais.
Jeffrey Epstein: acesso, sigilo e a dinâmica de festas privadas
Ao abordar Jeffrey Epstein, Ventura organizou a explicação a partir do papel do financista como alguém com habilidade em matemática, probabilidades e finanças, o que teria facilitado a aproximação com pessoas ricas e influentes.
Um ponto central da análise foi o cuidado com generalizações: Ventura destacou que aparecer citado em registros, e-mails ou contatos não significa automaticamente envolvimento em crimes, já que Epstein atuava com mentoria e assessoria financeira, o que gerava comunicações que poderiam ser “corriqueiras”.
Na sequência, o apresentador descreveu como, em ambientes de alto poder e visibilidade, surgem mecanismos de sigilo para preservar reputações, especialmente quando se trata de vida íntima. Dentro desse contexto, ele explicou que festas privadas tenderiam a operar em camadas: primeiro o segredo, depois círculos mais fechados e, em alguns casos, a entrada em práticas que podem se tornar criminalizadas.
Ventura relacionou esse processo ao que chamou de comportamentos análogos aos de narcisismo e psicopatia, fazendo a distinção entre transtorno e comportamentos aprendidos e funcionais, sugerindo que, em posições de liderança, pode existir uma busca constante por estímulos mais intensos e experiências cada vez menos convencionais.
Também comentou o uso de gravações e registros como elemento de controle e silêncio dentro desses ambientes, e mencionou que, no caso de Epstein, a morte do financista é discutida com frequência por conta de circunstâncias consideradas estranhas, como falhas de câmera e falta de redundância esperada em uma prisão federal.
Caso do cachorro Orelha: “telefone sem fio”, boatos e impacto no processo
Na parte dedicada ao caso do cachorro Orelha, Ventura disse que a repercussão nacional foi marcada por um “telefone sem fio” de informações, com versões que circularam intensamente — incluindo relatos de extrema crueldade e associação direta com imagens de um grupo de rapazes na praia.
Segundo ele, um dos principais problemas foi a mistura de episódios e imagens: Ventura afirmou que o vídeo amplamente divulgado, com jovens segurando um cachorro na praia, não seria do Orelha, mas de um outro animal, mencionado como “caramelo”, em outra situação e data. Para ele, essa junção de narrativas ajudou a consolidar uma versão inicial que depois passou a ser difícil de desfazer no debate público.
Ventura também comentou que circulou a informação de que haveria um laudo descrevendo agressões ainda mais graves, como “prego na cabeça” e outras afirmações, e disse que isso não se sustentou quando se passou a discutir o conteúdo técnico apresentado.
Ele leu no programa trechos do que apresentou como laudo ou relato clínico veterinário, destacando que o texto apontava lesões graves na cabeça, especialmente na face esquerda, além de sangramentos, suspeita de fraturas e sinais clínicos compatíveis com trauma severo. Na análise, explicou que pancadas na cabeça podem permitir que o animal ainda caminhe por um período antes de ocorrer piora rápida, e mencionou um vídeo mostrando o cachorro andando em um horário posterior ao que teria sido indicado em versões iniciais.
Com isso, Ventura alertou para um efeito jurídico: ao se divulgar uma narrativa muito mais grave do que aquilo que depois aparece tecnicamente, o caso pode virar “prato cheio” para a defesa questionar contradições, aumentando o risco de desfecho desfavorável na responsabilização.
Federalização do caso: alerta sobre centralização de Justiça e polícia
Ao comentar a possibilidade de federalização do caso, Ventura classificou a ideia como um ponto de atenção por abrir precedentes para centralização. Ele argumentou que, quanto menos instâncias e “cabeças” analisando decisões, mais fácil seria concentrar poder.
Na visão apresentada no episódio, o modelo com instâncias e competências distribuídas funcionaria como uma forma de reduzir riscos de controle excessivo, e Ventura alertou contra propostas que caminhem para “justiça única” e “polícia única”, dizendo que isso poderia desconsiderar diferenças regionais do Brasil.
Toguro e CIMED: por que Ventura vê “golpe de mestre” na parceria
No bloco final, Ventura analisou a chegada de Toguro à CIMED, apresentada como uma contratação ligada à área de comunicação. Ele descreveu Toguro como um influenciador que “soube jogar o jogo da internet”, construindo visibilidade no meio fitness e diversificando iniciativas.
Ventura disse que parte do impacto veio do bordão “sabor”, que viralizou como forma de nomear algo que “parece, mas não é”, e comparou essa lógica com referências de marketing que viraram expressão popular, como “Denorex” e “Brastemp”.
O ponto central da análise foi a inversão de leitura sobre a parceria: para Ventura, não foi apenas “Toguro indo para a CIMED”; foi a CIMED entrando no ecossistema de audiência do Toguro, ampliando reconhecimento e fixação de marca. Ele citou que, ao observar as redes do influenciador, a presença da marca aparece de forma constante, reforçando a estratégia.
Ao falar do produto associado ao “sabor energético”, Ventura e a equipe chegaram à composição exibida no programa e concluíram que se trata de “sabor”, uma aromatização, sem os componentes que caracterizariam um energético, como cafeína e taurina.
Encerramento: bastidores, próximos temas e recomendação de moderação
No fim do episódio, Ricardo Ventura esclareceu que não se tratava de patrocínio, explicando que recebeu um kit de produtos em um evento de negócios que frequentou. Ele também incentivou o público a valorizar marcas nacionais e encerrou desejando um bom final de semana, com diversão e moderação.
O apresentador mencionou ainda que pretende tratar do tema “Mateus do B” em uma análise separada, com mais tempo e organização. A cobertura completa e conteúdos relacionados podem ser acompanhados no portal parceiro e no canal @NãoMintaPraMim.




