EBC vira refúgio ideológico, contratos milionários bancam jornalistas rejeitados pelo mercado privado com dinheiro do contribuinte.

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Agência Brasil
EBC vira refúgio ideológico

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), criada com a missão institucional de promover a comunicação pública, plural e apartidária, vem se distanciando progressivamente desse objetivo. Nos últimos anos, a estatal transformou-se em um espaço de contratações milionárias de jornalistas e apresentadores sem espaço no setor privado, muitos deles notoriamente alinhados à esquerda ideológica, levantando questionamentos sérios sobre uso de recursos públicos, aparelhamento político e desvio de finalidade.

O fenômeno não é novo, mas ganhou escala e intensidade no atual cenário político. Profissionais que perderam relevância, audiência ou credibilidade no mercado comercial passaram a encontrar na EBC uma espécie de porto seguro estatal, com salários elevados, estabilidade funcional e ampla liberdade editorial — desde que alinhados ao discurso dominante do governo federal.

Comunicação pública ou militância financiada pelo contribuinte?

A Constituição Federal prevê a existência de um sistema público de comunicação independente dos interesses governamentais e comerciais. No entanto, a prática dentro da EBC revela um modelo distante da neutralidade institucional. A empresa, mantida integralmente com recursos do Tesouro Nacional, passou a operar como instrumento de narrativa política, reproduzindo pautas, enquadramentos e discursos alinhados ao campo ideológico de esquerda.

Programas jornalísticos e de opinião exibidos pela TV Brasil, rádios públicas e plataformas digitais da EBC frequentemente apresentam viés editorial evidente, com críticas seletivas a opositores políticos e silêncio estratégico diante de escândalos envolvendo aliados do governo. O pluralismo, princípio basilar da comunicação pública, foi substituído por uma linha editorial homogênea, previsível e ideologicamente orientada.

Contratações sem critério técnico e salários fora da realidade

Outro ponto que chama atenção é o volume financeiro envolvido nas contratações. Apresentadores, comentaristas e jornalistas são admitidos com remunerações incompatíveis com a audiência e relevância dos veículos, muitas vezes superiores às praticadas no setor privado para profissionais em posições equivalentes.

Enquanto grandes redes comerciais enfrentam cortes, demissões e queda de receita publicitária, a EBC amplia seu quadro com contratos generosos, sem transparência clara sobre critérios técnicos, métricas de desempenho ou impacto social. O resultado é uma estrutura inchada, custosa e com retorno questionável à sociedade.

Diversos desses profissionais haviam sido afastados ou preteridos pelo mercado privado justamente por baixa audiência, desgaste de imagem ou posicionamentos políticos que afastaram patrocinadores. No setor público, contudo, essas limitações deixam de existir: não há concorrência, não há risco comercial e o financiamento é garantido pelo contribuinte.

Aparelhamento institucional e erosão da credibilidade

Especialistas em comunicação pública alertam que o aparelhamento ideológico da EBC compromete não apenas sua credibilidade, mas a própria noção de serviço público. Quando uma estatal de comunicação passa a servir a um campo político específico, ela deixa de cumprir sua função social e se transforma em máquina de propaganda institucional disfarçada de jornalismo.

Esse modelo afasta o público, reduz audiência e aprofunda a desconfiança da população em relação aos meios públicos. Dados de engajamento mostram que a TV Brasil e os canais digitais da EBC têm alcance limitado, mesmo com investimentos elevados. O cidadão paga a conta, mas não consome o produto — e, quando consome, percebe o viés.

Desigualdade de tratamento e censura indireta

Profissionais com visões divergentes do espectro ideológico dominante dificilmente encontram espaço na EBC. Não há equilíbrio real entre correntes de pensamento, tampouco estímulo ao contraditório. A pluralidade, quando existe, é superficial e controlada. Trata-se de uma censura indireta, exercida não por proibição explícita, mas por exclusão sistemática.

Essa prática contraria princípios democráticos e reforça a percepção de que a EBC opera como extensão simbólica do governo de plantão. O resultado é um ciclo vicioso: mais ideologia, menos audiência; menos audiência, mais dependência do orçamento público; mais orçamento, mais aparelhamento.

O custo político e financeiro para o Brasil

Em um país marcado por déficits fiscais, serviços públicos precários e carga tributária elevada, a manutenção de uma estrutura de comunicação pública capturada por interesses ideológicos é um luxo injustificável. O debate não é sobre extinguir a EBC, mas sobre reformá-la profundamente, garantindo governança, transparência, critérios técnicos e independência editorial real.

Sem essas mudanças, a estatal continuará sendo vista como refúgio de militância remunerada, distante do cidadão comum e alheia às reais necessidades informativas da sociedade brasileira.

Comunicação pública precisa servir ao público — não ao poder

A EBC tem potencial para ser um instrumento relevante de educação, cultura, informação regional e diversidade de vozes. Mas, para isso, precisa romper com o modelo atual, marcado por contratações questionáveis, alinhamento ideológico e desprezo pela audiência.

Enquanto jornalistas rejeitados pelo mercado privado seguirem sendo acolhidos com salários elevados e liberdade militante no setor público, a comunicação estatal continuará sendo sinônimo de desperdício de recursos e desrespeito ao contribuinte.

O Brasil precisa decidir se quer uma comunicação pública plural e republicana ou apenas mais um braço de propaganda sustentado por quem não tem escolha a não ser pagar a conta.

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Marco Antonio Costa

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