SHOW DA MANHÃ – “GILMARPALOOZA” NA MIRA DE JORNALISTA PORTUGUÊS – 09/02/2026

SHOW DA MANHÃ 09/02/2026

No episódio do Show da Manhã (Fio Diário), Marco Antônio Costa, Paula Marisa, Adrilles Jorge e Felipe Pedri comentaram falas de Luiz Inácio Lula da Silva sobre “guerra” política e sobre Venezuela e Cuba, além de repercutirem decisões e críticas envolvendo STF e TSE. O programa também dedicou grande parte do debate ao caso Banco Master — chamado na mesa de “Master Surubão” — e às discussões sobre conflitos de interesse envolvendo familiares de ministros.

Introdução

A edição reuniu a bancada para organizar o que foi apresentado como uma escalada de tensão política, com Lula endurecendo o discurso e o grupo relacionando esse tom à disputa por 2026. Ao longo do programa, os participantes também trataram do repasse de recursos via Embratur a uma escola de samba com enredo sobre Lula, retomaram o tema de 8 de Janeiro e “anistia”, avançaram na cobertura do caso Banco Master (com destaque para contratos de consultoria citados na imprensa) e ainda abriram um bloco de debate sobre feminismo, família e trabalho doméstico. Houve, ainda, participação especial de Sérgio Tavares, falando sobre eleições em Portugal e sobre seus documentários.

Ficha do Programa

  • Programa: Show da Manhã (Portal Fio Diário)
  • Apresentação: Marco Antônio Costa
  • Participações no episódio: Paula Marisa, Adrilles Jorge, Felipe Pedri, Sérgio Tavares (participação especial)
  • Data mencionada na abertura: 9 de fevereiro (segunda-feira)
  • Onde assistir: YouTube — https://www.youtube.com/watch?v=rw-gv5E0BCA

Lula endurece o discurso: “eleição vai ser uma guerra” e defesa de Venezuela/Cuba

Marco Antônio Costa abriu o programa dizendo que queria “jogar Lula no colo” de Paula Marisa, exibindo um trecho em que Lula afirma que a eleição seria “uma guerra” e que seria preciso reagir a notícias contra o governo. O apresentador reagiu criticamente ao tom do presidente e ao que chamou de “zero” repercussão na imprensa.

Paula Marisa disse que, na visão dela, Lula estaria “rasgando a fantasia” e criticou a narrativa do “Lulinha paz e amor” usada em 2022. Ela também comentou que parte da imprensa teria ajudado Lula a chegar ao poder e, agora, faria editoriais “cínicos”, segundo sua fala. No bloco, a convidada defendeu que a direita precisaria se organizar politicamente e atuar com estratégia, citando alianças e a importância de partidos “satélites”.

O programa também exibiu fala de Lula sobre Venezuela e Cuba, e Paula Marisa afirmou que não se trataria apenas de amizade, mas de aliança política, dizendo que Lula seria “comparsa” de Nicolás Maduro. Ela relacionou o tema ao desarmamento e à dificuldade de reação popular em regimes ditatoriais, e defendeu que a população brasileira precisaria se organizar.

Citações do episódio

  • Lula (trecho exibido): “Essa eleição vai ser uma guerra.”
  • Paula Marisa: “Pelo menos agora ele está se revelando.”

8 de Janeiro, “cachorro louco” e a disputa sobre “anistia”

Com Adrilles Jorge já na área, Marco Antônio Costa exibiu um áudio em que Lula compara um adversário a “cachorro louco” e fala sobre manter prisões para não “desmoralizar” a Suprema Corte. O trecho exibido também menciona alegações sobre plano de matar Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes, e o presidente se posiciona contra medidas que reduzam penas ou liberem condenados.

Adrilles Jorge reagiu dizendo que o conteúdo seria “mentira” e “ilação completamente absurda”, afirmando que o “golpe” teria sido interpretado e conduzido por STF e TSE. Ele também criticou o uso do termo “anistia”, dizendo que “pressupõe perdão” e que, no entendimento dele, não haveria “perdão pra crime que não houve”, além de citar prisões e penas elevadas para pessoas que, segundo ele, não cometeram crimes na dimensão atribuída.

Felipe Pedri afirmou que o PT voltaria ao tema de 8 de Janeiro como uma espécie de “mito fundador 2”, fazendo paralelo com a narrativa sobre 1964, e defendeu que o debate deveria ir “até o fim”. Para ele, o tema central seria liberdade, antes de outras pautas, e ele falou em continuidade de uma “hegemonia” cultural e política.

Citações do episódio

  • Lula (trecho exibido): “Você desmoraliza a seriedade da Suprema Corte que o condenou.”
  • Adrilles Jorge: “Isso é mentira. Isso é simplesmente uma ilação completamente absurda.”
  • Felipe Pedri: “Oito de janeiro virou uma espécie de mito fundador dois do PT.”

Caso Banco Master (“Master Surubão”): PF, celular de Vorcaro e temor de “acordão”

O programa avançou no que chamou de “semana quentíssima” nos bastidores, e um dos blocos trouxe a repercussão de informações atribuídas a fontes e colunas jornalísticas sobre a Polícia Federal recuperar dados apagados do celular de Daniel Vorcaro. Um convidado referido como “Mário” comentou que autoridades do Judiciário teriam sido filmadas em situações comprometedoras, levantando a hipótese de que Vorcaro poderia “entregar” outros nomes para “salvar a própria pele”, comparando com episódios como Mensalão. Ele citou ainda uma nota atribuída à coluna de Lauro Jardim, dizendo que a PF teria sinalizado a ministros do STF que “a coisa vai avançar” para o lado da Corte.

Marco Antônio Costa reagiu criticando uma postura “cínica” de trivializar escândalos e disse que isso ignoraria “as vítimas do sistema”. Paula Marisa retomou a ideia de “corrupção moral” como anterior à “corrupção material” e citou casos de autocensura, prisões e restrições de fala, dizendo que o cenário seria real há “sete anos”.

Citações do episódio

  • Convidado referido como “Mário”: “A polícia federal tem a capacidade de recuperar essas conversas, esses arquivos comprometedores.”
  • Marco Antônio Costa: “Essa perspectiva cínica… ignora as vítimas do sistema.”

TCU, Embratur e escola de samba pró‑Lula: bancada chama de “propaganda política”

Após a vinheta do quadro “Além da Imaginação”, Marco Antônio Costa apresentou a notícia de que um ministro do TCU teria rejeitado a suspensão do repasse da Embratur a uma escola de samba que homenagearia Lula. Adrilles Jorge respondeu afirmando que se trataria de “propaganda política” com dinheiro público e criticou a ausência de atuação da Justiça Eleitoral. Ele também comentou a instrumentalização do carnaval, citando que haveria politização de uma festa popular.

Marco Antônio Costa reforçou que parlamentares do Partido Novo teriam denunciado “desvio de finalidade” e questionou a justificativa de “isonomia” mencionada no noticiário. Paula Marisa disse que o caso poderia ser lido como expressão da “guerra cultural”, afirmando que o ambiente cultural poderia produzir iniciativas políticas mesmo sem pedido direto. Ela também comparou a situação a decisões envolvendo Jair Bolsonaro e disse esperar que, se houvesse “rigor”, a Justiça Eleitoral avaliasse a questão.

Citações do episódio

  • Adrilles Jorge: “É propaganda política absolutamente ostensiva.”
  • Paula Marisa: “Criou-se um clima… cujo refrão é o jingle do Lula.”

Feminismo, trabalho doméstico e família: “pagar trabalho doméstico” vira debate na mesa

Marco Antônio Costa introduziu uma matéria sobre feminismo e trabalho doméstico, citando tese de remunerar afazeres domésticos. Felipe Pedri criticou o feminismo e disse que muitas mulheres estariam sobrecarregadas por uma “dupla jornada”, associando isso a mudanças de papéis na família. Adrilles Jorge afirmou que a proposta seria incoerente e defendeu que a mulher poderia escolher entre trabalho e vida doméstica, dizendo que o feminismo teria tido sentido histórico, mas seria “obsoleto” em sua forma atual.

Na sequência, um participante referido como “Paulo Marinho” disse que queria abrir divergência e afirmou que o feminismo teria sido “desde o início” um movimento revolucionário contra o patriarcado, apresentando uma visão religiosa de liderança masculina na família. Paula Marisa também entrou em divergência com Adrilles Jorge e disse que o feminismo seria revolucionário desde a origem, defendendo que a mulher seria “submissa a um rei, não a um tirano”, e falou sobre estresse e dupla jornada, afirmando que mulheres “sempre trabalharam”, mas em atividades ligadas ao lar.

O debate continuou no bloco seguinte, com novos contrapontos. Adrilles Jorge afirmou que concordava com a valorização da maternidade e do trabalho doméstico, mas rejeitou a ideia de confinamento obrigatório e defendeu direitos como voto e trabalho. Paula Marisa, por sua vez, sustentou que “trabalhar não é um direito, é um dever” e relacionou a entrada das mulheres no mercado de trabalho à oferta de mão de obra e queda de salários, segundo sua fala.

Citações do episódio

  • Felipe Pedri: “O feminismo… foi uma má ideia.”
  • Adrilles Jorge: “Ela não tem que ser remunerada por trabalhos domésticos.”
  • Paula Marisa: “O feminismo desde o início é um movimento revolucionário.”

Assista ao trecho completo no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=rw-gv5E0BCA

Portugal, André Ventura e participação de Sérgio Tavares: “janela mediática” e crescimento do Chega

Marco Antônio Costa chamou Sérgio Tavares para comentar eleições em Portugal. Sérgio Tavares afirmou que a eleição para presidente no país não teria grande significância executiva e disse que André Ventura teria usado a disputa como “janela mediática” para ampliar presença em debates e entrevistas, reforçando a mensagem do partido Chega.

Questionado, ele disse que Ventura não buscaria necessariamente ser presidente, mas aproveitar a exposição, e afirmou que o Chega teria batido recorde de votos. Sérgio Tavares também criticou o novo presidente eleito e o descreveu como “globalista”, citando ligações políticas e alinhamentos, conforme sua fala no programa.

Paula Marisa perguntou sobre os próximos documentários de Sérgio Tavares. Ele disse que preparava uma versão dublada e atualizada de seu documentário sobre Alexandre de Moraes, com foco no público brasileiro, e afirmou que também trabalharia em um segundo documentário sobre Gilmar Mendes, com previsão posterior.

Citações do episódio

  • Sérgio Tavares: “O André Ventura quis aproveitar o mediatismo, a janela mediática destas eleições.”
  • Sérgio Tavares: “Vai sair… uma versão dublada em português do Brasil.”

Banco Master e “conflito de interesse”: Viviane Barci, Lewandowski e manobras atribuídas a Toffoli

Em outro bloco, Marco Antônio Costa retomou o caso Banco Master com foco em matérias citadas no ar. Ele apresentou um trecho da CNN sobre Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, passando a representar Lucas Callas em processo no STF, com participação também de filhos do ministro em petição, conforme a leitura exibida. O apresentador reagiu citando o valor de “cento e vinte e nove milhões” associado a contrato de consultoria mencionado anteriormente no programa e criticou a defesa de Alexandre de Moraes às críticas.

Paula Marisa comentou que a expressão “notícias criminosas”, atribuída ao ministro, abriria margem para atingir também jornalistas de veículos tradicionais, segundo sua avaliação. Ela disse ainda que vazamentos e disputas dentro da elite teriam motivações próprias, mas que o caso revelaria contratos e relações que o programa considerava relevantes, chamando o escândalo de “Master Surubão”.

Marco Antônio Costa também exibiu trecho sobre Ricardo Lewandowski, citando a informação de que um escritório ligado ao ex-ministro teria recebido “cerca de duzentos e cinquenta mil reais mensais” para consultoria, com contrato em nome de familiares, e que não apareceria formalmente em processos do banco, conforme o texto lido.

Adrilles Jorge respondeu dizendo que o tema poderia ser comunicado de forma simples ao público como “conflito de interesse”, com a ideia central de que familiares de ministros receberiam valores para atuar em questões envolvendo investigados e julgados. Felipe Pedri afirmou que seria necessário chamar de “corrupção” e criticou tentativas de normalização.

Na sequência, Marco Antônio Costa apresentou um trecho atribuído a Josias de Souza descrevendo que Dias Toffoli teria levado o caso ao STF e depois devolvido partes à primeira instância, mantendo o “miolo” sob controle. Adrilles Jorge respondeu criticando o papel de veículos de mídia na formação do poder do Judiciário e defendeu pressão pública e uma CPI para investigar o caso, incluindo ministros e familiares citados na discussão.

Citações do episódio

  • Marco Antônio Costa: “A total desfaçatez.”
  • Adrilles Jorge: “Existe um conflito de interesse… gigantesco.”
  • Paula Marisa: “Master surubão… esse escândalo é um negócio que não tem fim.”

Conclusão – SHOW DA MANHÃ 09/02/2026

No fechamento, o episódio reuniu críticas ao endurecimento do discurso de Lula, debateu 8 de Janeiro e o uso do termo “anistia”, e concentrou grande parte do programa na repercussão do escândalo do Banco Master e em alegações de conflito de interesse envolvendo familiares de ministros. Também houve análise do repasse da Embratur a escola de samba com enredo pró‑Lula, discussão sobre feminismo e trabalho doméstico, e a participação de Sérgio Tavares sobre Portugal e seus documentários.

Portal Fio Diário

Acompanhe o Show da Manhã e os demais conteúdos do Portal Fio Diário no YouTube e nas redes. Para apoiar o trabalho do canal, participe das campanhas e iniciativas divulgadas ao longo do programa e compartilhe a live com quem precisa acompanhar os temas debatidos. Assista ao episódio completo: https://www.youtube.com/watch?v=rw-gv5E0BCA

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Marco Antonio Costa

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