SHOW DA MANHÃ 10/02/2026
Lead
No episódio, Marco Antônio Costa, Karina Michelin, Pedro Pôncio e Flavio Morgenstern organizaram a conversa em torno de três eixos: críticas ao STF e ao que chamaram de “ditadura judicial”, a crise do caso Master/Banco Master e o relato da advogada Dra. Valquíria Durans sobre a situação de Cleiton Nunes, preso do 8 de janeiro. Também houve debate sobre guerra cultural, comunicação estatal (EBC) e temas eleitorais.
Introdução
O Show da Manhã desta edição alternou trechos de falas públicas (como áudios reproduzidos no programa) e comentários da bancada. A abertura passou por uma conversa informal e rapidamente entrou em temas políticos, com destaque para a atuação de ministros do STF, a relação Brasil–Portugal (com menções a Gilmar Mendes e ao Fórum de Lisboa), a fala de Lula sobre “Lampião” e “multilateralismo”, além de pautas como escala 6×1 e Erika Hilton. No bloco central, a participação de Dra. Valquíria Durans trouxe um relato detalhado sobre o caso de Cleiton Nunes.
Ficha do Programa
- Programa: Show da Manhã (Portal Fio Diário)
- Apresentação: Marco Antônio Costa
- Convidados/Participantes: Karina Michelin, Pedro Pôncio
- Participação especial: Flavio Morgenstern
- Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=1SKmOxs1Y1M
Gilmar Mendes, Portugal e o “Fórum de Lisboa”
Marco Antônio Costa abriu a primeira pauta comentando uma postagem atribuída a Gilmar Mendes parabenizando o presidente eleito de Portugal, e afirmou ver “ativismo político” do ministro também fora do Brasil. Ele leu o texto do cumprimento e reagiu dizendo ser “inacreditável a cara de pau do Gilmar Mendes”.
Karina Michelin comentou que Gilmar Mendes teria “atuação e interesses em Portugal”, citando empresas, universidades e influência. Ela disse que haveria uma “dobradinha entre Brasil e Portugal” envolvendo políticos e partidos conectados, e afirmou: “eles têm esse plano de levar esse social, esse neocomunismo (…) como modelo de Estado”.
Pedro Pôncio, lembrando sua experiência em Portugal, falou sobre o crescimento do partido Chega e citou nomes como André Ventura e Rita Matias. Ele comentou que Portugal seria “porta de entrada para a União Europeia” e disse que elites políticas e jurídicas “amam Portugal” por fatores como circulação e “networking”. Na sequência, falou sobre narrativa política e disputa de imaginário.
Citação (Marco Antônio Costa): “Não contente em ser um ativista político em território nacional, ele é um ativista político em território internacional também.”
Citação (Karina Michelin): “Portugal é seu segundo país (…) ele tem uma influência muito grande dentro de Portugal.”
Trechos do episódio
- [04:22] “Marco lê e comenta postagem atribuída a Gilmar Mendes sobre Portugal” — ver trecho
- [06:22] “Karina fala de influência e atuação de Gilmar Mendes em Portugal” — ver trecho
- [10:52] “Pedro comenta Portugal, Chega e disputa de narrativas” — ver trecho
Lula, “Lampião”, multilateralismo e relações internacionais
Marco Antônio Costa destacou o que chamou de “tom de brincadeira” na cobertura da imprensa sobre uma fala de Lula e colocou um trecho de áudio em que o presidente menciona “a sanguinidade de Lampião” e diz: “eu não quero briga com ele (…) vai que eu brigo e eu ganho”.
Karina Michelin reagiu dizendo que “Lampião é o rei do banditismo” e afirmou que a comparação seria “um recado muito grave”. Ela também comentou que o governo estaria em “época de eleição” e citou o “caso Master” como algo que “pode se tornar de fato um divisor de águas”.
Na sequência, Marco Antônio Costa citou uma fala de Lula sobre “multilateralismo” e perguntou a Pedro Pôncio se ele via “origem do controle” e “vontade de controle internacional”. Pedro respondeu mencionando relações do Brasil com países como Irã e China e citou uma fala atribuída a Zelensky sobre um país democrático se relacionar com regimes “não democráticos”.
Citação (Lula – áudio reproduzido): “Nós queremos mostrar que o mundo não pode prescindir do multilateralismo.”
Citação (Marco Antônio Costa): “Consegue perceber a origem do controle, a vontade de controle internacional?”
Trechos do episódio
- [15:58] “Áudio: Lula cita ‘Lampião’ e fala de Trump” — ver trecho
- [21:18] “Marco cita multilateralismo e pergunta sobre ‘controle internacional’” — ver trecho
- [22:06] “Pedro menciona Irã, China e fala atribuída a Zelensky” — ver trecho
Pautas identitárias e trabalhistas: Erika Hilton, transfobia e escala 6×1
Marco Antônio Costa afirmou que a imprensa “bajula” certos personagens e citou Erika Hilton como exemplo, questionando o que ela “traz pro debate público”. Karina Michelin disse que pautas polêmicas seriam usadas como propaganda e citou a escala 6×1, afirmando que a pauta teria sido transformada em “show midiático”.
Marco afirmou: “Se você criticar a Erika Hilton é transfobia”. Karina comentou a criminalização da transfobia e disse que figuras como Erika Hilton seriam “produtos fabricados para ocupar espaços”. Pedro Pôncio disse que a pauta seria “emotiva” e pediu estratégia de comunicação para 2026, citando impostos e produtividade.
Citação (Marco Antônio Costa): “Se você criticar a Erika Hilton é transfobia.”
Citação (Pedro Pôncio): “A pauta da escala seis por um não é uma pauta racional, ela é uma pauta emotiva.”
Trechos do episódio
- [24:49] “Marco introduz Erika Hilton e ‘pautas polêmicas’” — ver trecho
- [25:49] “Karina fala de escala 6×1 e propaganda” — ver trecho
- [28:36] “Pedro diz que a pauta é emotiva e pede estratégia para 2026” — ver trecho
“Presos do 8 de janeiro”: o relato de Dra. Valquíria Durans sobre Cleiton Nunes
Marco Antônio Costa chamou Dra. Valquíria Durans, advogada de Cleiton Nunes, e pediu um resumo do caso. Ela disse que Cleiton é “barbeiro de quarenta e dois anos”, pai de “duas filhas menores”, preso no 8 de janeiro, e afirmou que ele sofre de “psoríase atópica grave”. Segundo ela, houve pedidos de prisão domiciliar negados e um encaminhamento ao IML, onde a avaliação teria sido rápida.
A advogada relatou que Cleiton toma uma injeção “muito cara”, com protocolo de exames, mas disse que o presídio aplicaria “atrasada” e sem cumprir o protocolo. Ela afirmou que Cleiton estaria em cela com “dezoito pessoas” e que ele dorme “no chão do banheiro”. Também disse que, no dia em que foi ao presídio, a injeção teria sido aplicada “junto com três vacinas”, o que ela questionou.
Em um dos momentos mais emocionais, Dra. Valquíria relatou conversa em que Cleiton teria pedido: “Doutora, me tira daqui (…) eu não sou nenhum bandido”. Ela disse que advogados estariam “doentes mentalmente” e descreveu sensação de impotência.
Karina Michelin perguntou onde Cleiton estava no 8 de janeiro. Dra. Valquíria respondeu que ele foi preso “no Senado” e afirmou que, ali, “não foi depredado nada”, citando “um parafuso de um microfone” como o que teria sido mencionado. Ela também disse que as condenações seriam “genéricas” e “padronizadas”.
Pedro Pôncio fez uma fala de agradecimento à advogada e pediu orações por ela e pela família. Dra. Valquíria relatou visita às filhas e disse que levou material escolar e cesta básica. Também mencionou um prazo de “vinte e quatro horas” para manifestação do presídio sobre o caso.
Citação (Dra. Valquíria Durans): “Doutora, me tira daqui. Eu quero ir pra casa. Eu não sou nenhum bandido.”
Citação (Dra. Valquíria Durans): “O Cleiton está numa cela com dezoito pessoas (…) e ele dorme no chão do banheiro.”
Trechos do episódio
- [00:39] “Valquíria: ‘Cleiton é um barbeiro de 42 anos… preso no dia 8 de janeiro’” — ver trecho
- [03:40] “Valquíria relata injeção aplicada ‘junto com três vacinas’” — ver trecho
- [08:32] “Valquíria: ‘Cleiton foi preso no Senado…’ e fala de ‘condenação genérica’” — ver trecho
Caso Master/Banco Master: áudio de Lauro Jardim, CPI e quebras de sigilo
Após a participação de Dra. Valquíria, Marco Antônio Costa introduziu o caso Master e colocou um áudio atribuído à CBN com Lauro Jardim, que mencionou liquidação do banco, prisão de dirigentes, “emaranhado de fraudes” e pessoas “importantes no Congresso e no Judiciário” envolvidas. O áudio citou investigações na PF, MPF e Banco Central e mencionou o “resort Taiayá” no Paraná, com referência a irmãos de Dias Toffoli e ao empresário Mário Degani, apontado como primo do ministro.
Flavio Morgenstern comentou o sentido de “crise” como divisão e disse ver “divisão interna dentro do STF”. Ele afirmou que, no caso de Toffoli, a situação seria “mais facilmente rifável” do que a de Alexandre de Moraes, e falou em “supremos políticos do Brasil”.
Mais adiante, o programa exibiu um trecho de fala de Alessandro Vieira sobre CPI e pedidos de quebra de sigilo envolvendo Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, citando “contrato” de “cerca de cento e vinte e nove milhões” e defendendo “depoimentos” e “quebra de sigilo” para esclarecimento “sem condenação prévia”.
Karina Michelin disse acreditar que tentariam “empurrar com a barriga” CPI/CPMI e que quebras de sigilo poderiam virar “bomba-relógio”. Flavio Morgenstern criticou Alessandro Vieira lembrando pedidos de quebra de sigilo em CPI anterior e disse ver possibilidade de “jogada teatral” em ano eleitoral.
Citação (Lauro Jardim – áudio reproduzido): “As investigações (…) estão andando sim, tanto na Polícia Federal quanto no Ministério Público Federal.”
Citação (Flavio Morgenstern): “Nós estamos tendo uma divisão interna dentro do STF.”
Trechos do episódio
- [29:29] “Áudio: Lauro Jardim fala de fraudes e conexões do caso Master” — ver trecho
- [31:31] “Flavio define ‘crise’ como divisão e fala de fissura no STF” — ver trecho
- [19:07] “Trecho: Alessandro Vieira fala de quebras de sigilo e ministros do STF” — ver trecho
Guerra cultural, carnaval, Embratur e EBC: “Além da Imaginação”
No bloco final, Marco Antônio Costa e a bancada voltaram ao tema de guerra cultural e comunicação. Flavio Morgenstern explicou o que chamou de “totalitarismo” como “partido-Estado” e disse que propaganda política pode se infiltrar em esferas “supostamente privadas”. Marco criticou repasses atribuídos à Embratur para escolas de samba e disse que o ponto seria “campanha política em curso”.
Em seguida, Marco abriu o quadro “Além da Imaginação” e apresentou números sobre a EBC, citando orçamento projetado e contratações mencionadas no programa, como José Luiz Datena, Leandro Demori e Cissa Guimarães. Pedro Pôncio comentou que regimes usariam o aparato estatal para propaganda e voltou a defender mobilização “de baixo para cima”, citando a marcha com Nikolas Ferreira e a “quebra do monopólio das manifestações”.
Karina Michelin chamou Datena de “oportunista” e disse que o governo estaria construindo um sistema de comunicação financiado com dinheiro público. Ela também afirmou que haveria risco de “quedas e censuras de canais” durante a campanha eleitoral, enquanto, segundo ela, o governo faria campanha no carnaval.
Citação (Flavio Morgenstern): “Totalitarismo significa um partido-Estado.”
Citação (Pedro Pôncio): “O Brasil precisa acordar (…) assumindo a responsabilidade.”
Trechos do episódio
- [06:45] “Marco apresenta orçamento da EBC e contratações citadas” — ver trecho
- [08:06] “Pedro fala de propaganda estatal e mobilização ‘de baixo pra cima’” — ver trecho
- [11:42] “Karina critica Datena e comenta comunicação estatal” — ver trecho
Conclusão
O episódio reuniu críticas ao STF e a ministros citados ao longo do programa, conectando o tema ao caso Master e ao relato de Dra. Valquíria Durans sobre Cleiton Nunes. A bancada também discutiu Portugal e o Fórum de Lisboa, falas de Lula reproduzidas no programa, pautas trabalhistas e identitárias, além de comunicação estatal e carnaval como parte da disputa política mencionada pelos participantes.
Portal Fio Diário
Acompanhe o Show da Manhã e os cortes nas redes do Portal Fio Diário.




