O Show da Manhã 23/02/2026, apresentado por Marco Antônio Costa, reuniu comentários de Paula Marisa, participação de Fernanda Bart, entrada de Adrilles Jorge e entrevista com Ernesto Araújo. Ao longo do programa, os participantes discutiram, em sequência, as disputas internas na direita nas redes sociais, críticas a gastos e agendas envolvendo Lula e Janja no contexto do Carnaval, e depois migraram para o eixo STF–Banco Master–inquérito das Fake News, incluindo repercussões sobre a OAB. O episódio também trouxe um quadro sobre polêmica no futebol e, na reta final, debateu a proposta de criação de uma cidade apelidada de “Gilmarlândia”.
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Show da Manhã 23/02/2026: abertura e “tretas” na direita desde 2013
No início do Show da Manhã 23/02/2026, Marco Antônio Costa deu boas-vindas ao público e apresentou Paula Marisa, destacando que o Carnaval havia sido marcado por “tretas”. Paula afirmou estar preparando um texto sobre acusações de “traidor” dirigidas a pessoas que, segundo ela, atuam na direita desde 2013. Ela comentou que perfis anônimos no X (Twitter) estariam impulsionando ataques e que haveria um padrão: pessoas que foram alvo do inquérito das Fake News também estariam sendo rotuladas como “traidoras”.
Fernanda Bart entrou na conversa dizendo que a direita estaria se submetendo a desgastes desnecessários e relembrou que já falava de “guerra cultural” e “marxismo cultural” em entrevistas antigas. Marco Antônio Costa afirmou que não pretendia “promover tretas online”, mas disse ver um ambiente de ataques e acusações recorrentes.
Trechos do episódio
- [01:53] “tretas né marco… agora virou traidor” — ver trecho
- [04:20] “direita antropofágica… desgastes desnecessários” — ver trecho
- [06:23] “perseguidas pelo inquérito das fake news… viraram traidoras” — ver trecho
Show da Manhã 23/02/2026: Janja, voo da FAB e críticas a gastos e agendas
Na sequência, o programa exibiu uma reportagem narrada sobre a primeira-dama Rosângela da Silva (Janja) ter usado um voo da FAB para ir ao Rio de Janeiro visitar o barracão da Acadêmicos de Niterói, escola que homenageou Lula no Carnaval. O texto mencionou a presença de assessores do gabinete pessoal da Presidência e de ministras, além de apontar que um compromisso não teria sido registrado na agenda pública de Janja.
Paula Marisa reagiu dizendo que via “farra” com dinheiro público e citou, como contraponto, notícias sobre falta de material em braile em escolas. Ela também mencionou gastos com itens do Palácio e questionou transparência sobre despesas e estrutura de assessoria ligada à primeira-dama.
Fernanda Bart acrescentou números sobre cartão corporativo, afirmando que o governo Lula teria gasto “1,4 bilhão” e que “99%” estaria sob sigilo, comparando com “41 milhões” no governo Bolsonaro. Ela também sustentou que a visita de Janja ao barracão teria relação com “campanha antecipada”, no entendimento dela.
Trechos do episódio
- [07:26] “Janja usou um voo da FAB… visitar o barracão” — ver trecho
- [08:36] “farra com dinheiro do pagador de impostos” — ver trecho
- [12:09] “lula gastou… um vírgula quatro bi no cartão corporativo” — ver trecho
Carnaval, Acadêmicos de Niterói e falas de Lula no Show da Manhã 23/02/2026
O programa avançou para o debate sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói. Marco Antônio Costa introduziu a fala de Lula de que a homenagem seria à mãe dele, e o programa exibiu uma pergunta feita por Camila Xavier (Metrópoles) sobre críticas de evangélicos e a resposta do presidente.
No trecho, Lula disse que não era carnavalesco, que não fez o samba-enredo e que “apenas foi homenageado”, afirmando que a música seria uma homenagem à sua mãe. Marco e os comentaristas, em seguida, discutiram o tema como disputa de narrativa e voltaram a mencionar financiamento e contexto político do desfile.
Na mesma faixa do programa, foi exibido outro momento com Lula respondendo a questionamento sobre conversa com Trump e a ideia de “receber criminosos”. Lula negou que tivesse dito isso e afirmou que queria “prendê-los”, citando um caso envolvendo combustível e pedido para que uma pessoa fosse entregue ao Brasil.
Paula Marisa comentou que, na visão dela, Lula “se entrega” quando fala com a imprensa e defendeu que ele falasse mais, por entender que isso revelaria posições e contradições. Ela também voltou ao enredo do Carnaval e disse que, mesmo aceitando a versão de Lula, o episódio teria gerado debate sobre valores e símbolos.
Trechos do episódio
- [15:48] “críticas que os evangélicos têm feito… em conserva” — ver trecho
- [16:02] “a música na verdade é homenagem à minha mãe” — ver trecho
- [17:28] “não nós queremos… nós queremos prendê-los” — ver trecho
- [18:11] “a melhor arma… é o microfone dá o microfonezinho” — ver trecho
STF e Banco Master no Show da Manhã 23/02/2026: Fachin, Toffoli e suspeição
Depois do bloco sobre Carnaval e Lula, Marco Antônio Costa fez a transição para STF e Banco Master. O programa exibiu um trecho de reportagem explicando que Edson Fachin arquivou a ação sobre a conduta de Dias Toffoli no caso Banco Master, e que, com isso, Toffoli não teria sido considerado suspeito e poderia participar de julgamentos envolvendo o tema.
Marco questionou a lógica institucional e citou conceitos como suspeição e redistribuição de relatoria. Fernanda Bart respondeu dizendo que, na avaliação dela, o STF estaria “reescrevendo suas próprias regras” e questionou o tribunal influenciar investigações, defendendo autonomia da Polícia Federal. Ela também comentou que, pelo que havia lido, o arquivamento trataria da suspeição, sem necessariamente anular o que já teria sido levantado na investigação.
Na sequência, Marco mencionou uma matéria que interpretou como sinal de barganha política envolvendo CPI do Banco Master e dosimetria, citando a cúpula do Congresso. Paula Marisa comentou o tema como parte de um padrão de escândalos e afirmou ver uma dinâmica de chantagem política, conectando o assunto ao debate sobre Jair Bolsonaro e sucessão na direita.
Trechos do episódio
- [24:08] “Fachin arquivou… Toffoli não foi considerado suspeito” — ver trecho
- [25:14] “mecanismo chamado suspeição… está fora” — ver trecho
- [26:59] “em que momento… o STF passou a ter função investigativa” — ver trecho
- [32:03] “cúpula do congresso… chantagem” — ver trecho
Mídia, oportunismo e críticas ao STF no Show da Manhã 23/02/2026
Com a entrada de Adrilles Jorge, o programa exibiu um trecho de comentário de Vera Magalhães sobre decisões “voluntaristas” e monocráticas no STF, citando também Flávio Dino e o debate sobre “supersalários”. Marco perguntou a Adrilles se seria possível confiar na mudança de tom de parte da imprensa.
Adrilles respondeu que, na visão dele, a grande mídia teria ajudado a “edificar” o cenário atual e estaria reagindo por oportunismo. Ele citou o inquérito das Fake News como marco e disse que agora haveria indignação seletiva quando o tema atingiria outros interesses. O debate seguiu com comentários sobre influenciadores e políticos que, segundo os participantes, teriam passado a criticar o STF mais recentemente.
Fernanda Bart citou a aprovação de uma moção de repúdio a Alexandre de Moraes na Câmara de Porto Alegre e relatou uma ação de distribuição de adesivos “Fora Toffoli, Fora Lula e Fora Moraes”, dizendo que percebeu adesão rápida de motoristas. Paula Marisa ponderou que, para ela, a discussão não deveria ficar restrita a escândalos financeiros e defendeu revisão mais ampla de processos ligados ao inquérito.
Trechos do episódio
- [38:13] “decisões… voluntarista monocrática… flávio dino” — ver trecho
- [40:10] “vera magalhães… oportunista” — ver trecho
- [46:58] “moção de repúdio… adesivos fora tóffoli fora lula fora moraes” — ver trecho
Casamento de Tábata Amaral e João Campos e leituras simbólicas
O programa também abordou o casamento de Tábata Amaral e João Campos, com menções à presença de Alexandre de Moraes como padrinho. Paula Marisa disse ver contradição entre discursos públicos e práticas privadas, usando o episódio como símbolo de debate sobre valores e “elite”.
Fernanda Bart, em sua fala final antes de sair do programa, afirmou enxergar no casamento um símbolo do que chamou de hipocrisia de elites e conectou o tema a críticas sobre poder, privilégios e gastos públicos. Em seguida, Marco e Paula agradeceram a participação de Fernanda e divulgaram suas redes.
Trechos do episódio
- [53:24] “texto da folha… atitudes heterodoxas para salvar a democracia” — ver trecho
- [58:36] “casamento… símbolo máximo da hipocrisia” — ver trecho
Ernesto Araújo no Show da Manhã 23/02/2026: EUA, Índia, Cuba e Magnitsky
Após um apelo de Marco Antônio Costa por apoio ao programa, entrou o ex-chanceler Ernesto Araújo. Ele comentou a viagem de Lula e disse que, na leitura dele, os EUA estariam no centro das negociações globais, com outros países se relacionando a partir dessa centralidade.
Fernanda Bart perguntou sobre a possibilidade de Lula apoiar Cuba com petróleo/combustível diante de pressões sindicais. Ernesto respondeu que isso seria ruim para a relação que Lula estaria tentando construir com Trump, afirmando que o fim do regime cubano seria prioridade para os EUA e que Lula tenderia a evitar ações concretas que atrapalhassem essa agenda.
Adrilles perguntou sobre a revogação da Magnitsky e como o Departamento de Estado veria escândalos envolvendo ministros do STF. Ernesto disse não ter como saber tudo, mas afirmou que os EUA “sabem tudo” sobre o Brasil e especulou sobre o uso de informações e timing de divulgação pública, mencionando a coincidência entre a queda da Magnitsky e o aumento de cobertura do caso Banco Master.
Como referência externa do tema citado no programa, a página do Departamento do Tesouro dos EUA sobre sanções Global Magnitsky reúne informações oficiais sobre o mecanismo mencionado no debate.
Trechos do episódio
- [01:04:06] “estados unidos estão no centro dos negócios mundiais” — ver trecho
- [01:10:51] “sindicalistas da petrobras… socorra cuba com o petróleo” — ver trecho
- [01:12:18] “fim do regime cubano é… prioridade” — ver trecho
- [01:15:21] “os estados unidos sabem tudo… mapa do poder” — ver trecho
Quadro “Além da imaginação”: polêmica no futebol e reação midiática
No quadro “Além da imaginação”, o programa exibiu a fala do jogador Gustavo Marques criticando a escalação de uma mulher para apitar um jogo e, na sequência, um comentário de jornalista associando falas misóginas e comportamentos machistas à violência contra mulheres. Os participantes discutiram o tamanho da repercussão e a proporcionalidade do debate público.
Paula Marisa argumentou que havia uma discussão sobre diferenças físicas e biológicas no esporte e criticou o que chamou de extrapolação do caso para temas como feminicídio. Adrilles Jorge também disse ver exagero na associação direta entre a fala do jogador e violência contra mulheres, comentando ainda o efeito de pedidos públicos de desculpas na dinâmica de repercussão.
Trechos do episódio
- [01:26:18] “gustavo marques… criticar escalação de uma mulher” — ver trecho
- [01:27:18] “falas misóginas… matam mulheres todos os dias” — ver trecho
- [01:28:37] “não é preconceito… critérios biológicos” — ver trecho
- [01:34:23] “pilar da justiça… proporcionalidade” — ver trecho
“Gilmarlândia” e OAB pedindo fim do inquérito das Fake News no Show da Manhã 23/02/2026
Na parte final, Marco Antônio Costa apresentou a reportagem sobre o projeto de um novo núcleo urbano em Mato Grosso, apelidado de “Gilmarlândia” e batizado de Nova Aliança do Norte, com participação de Gilmar Mendes em evento. O programa exibiu falas do ministro defendendo a iniciativa como apoio a famílias e trabalhadores, citando a instalação de escolas, lazer e estruturas de saúde.
Em seguida, os comentaristas discutiram o simbolismo de homenagens a pessoas vivas e levantaram questionamentos sobre interesses e financiamento, mantendo o debate no campo das interpretações apresentadas no programa.
Logo depois, foi exibida uma notícia de que a OAB protocolou no STF uma manifestação pedindo o encerramento do inquérito das Fake News, argumentando que o inquérito teria sido aberto em situação excepcional e que não poderia durar indefinidamente nem expandir demais seu objeto. O trecho também mencionou pedido de audiência com Edson Fachin. Os participantes reagiram destacando a mudança de postura de instituições e de parte da cobertura jornalística sobre o tema.
Com isso, o Show da Manhã 23/02/2026 encerrou consolidando os principais eixos do episódio: disputas internas na direita, críticas a gastos e símbolos do governo Lula no Carnaval, e o debate sobre STF, Banco Master e inquéritos — com destaque para a movimentação da OAB. A cobertura completa e outros desdobramentos podem ser acompanhados no Portal Fio Diário.
Trechos do episódio
- [01:41:46] “núcleo de apoio… instalar escolas… tratamento de saúde” — ver trecho
- [01:47:32] “proíbe… homenagear pessoas públicas vivas” — ver trecho
- [01:51:15] “OAB… pedindo o encerramento do inquérito das fake news” — ver trecho
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