SHOW DA MANHÃ 24/02/2026 – LUDMILA LINS GRILO EXPÕE OS ESCÂNDALOS DO STF

No Show da Manhã 24/02/2026, apresentado por Marco Antônio Costa no canal do Fio Diário, o programa abriu com uma discussão sobre crise institucional e, em seguida, avançou para críticas ao funcionamento do Senado e ao papel do STF. Ao longo da edição, Cel. Gerson Gomes e o convidado Ver. Rafael Satiê comentaram temas como poder concentrado nas presidências das Casas, pacto federativo e o debate sobre o PL da dosimetria. Na parte final, Ludmila Lins Grilo entrou para tratar de casos jurídicos (Receita Federal, inquérito das “fake news”) e de liberdade de expressão, incluindo o caso do humorista Léo Lins. A cobertura completa do programa e de outros temas políticos pode ser acompanhada no Portal Fio Diário.

Show da Manhã 24/02/2026: abertura e crise institucional como pano de fundo

Marco Antônio Costa deu início ao programa destacando os canais de participação do público e chamando o Cel. Gerson Gomes para comentar a pauta. Gerson afirmou que o país vive uma crise institucional grave e que os temas do dia remeteriam a desafios do modelo político brasileiro.

Na sequência, Marco Antônio disse que certos problemas não deveriam ser “normalizados” e introduziu um vídeo com declarações de Nikolas, após visita a Jair Bolsonaro, sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e a relação do Senado com o STF. No trecho exibido, Nikolas defendeu reduzir o poder dos presidentes das Casas e criticou a possibilidade de não se pautar medidas mesmo com assinaturas suficientes.

Trechos do episódio

  • [00:01] “bom dia sejam todos bem-vindos a mais um show da manhã” — ver trecho
  • [03:35] “a gente vive hoje uma crise institucional muito grave” — ver trecho
  • [04:14] “o Nicolas foi visitar o bolsonaro e disse que o alcolumbre” — ver trecho
  • [05:34] “reduzir o poder dos presidentes das casas” — ver trecho
  • [06:22] “maior entrave do sistema de freios e contrapesos” — ver trecho
  • [07:24] “o nosso modelo é um modelo que é inspirado” — ver trecho

Show da Manhã 24/02/2026: Senado, regimento e pacto federativo em debate

Após a primeira rodada sobre Senado e STF, Marco Antônio recebeu o Ver. Rafael Satiê. Em tom informal, o convidado cumprimentou a bancada e a audiência antes de entrar no tema político. Marco retomou a discussão sobre concentração de poder no Senado e citou também a Câmara, mencionando a CPI de abuso de autoridade “sentada” desde 2020.

Satiê descreveu o Senado como “casa alta” e argumentou que o desenho institucional dá aos senadores mandato longo e influência sobre orçamento e áreas sensíveis do Estado. Ele afirmou que a distribuição de cadeiras (três senadores por estado) gera distorções, citando a comparação entre Acre e São Paulo. Marco complementou dizendo que a desproporção também aparece na Câmara, com diferenças no “peso” do voto por deputado.

O coronel Gerson, por sua vez, comparou o modelo brasileiro ao dos Estados Unidos, destacando diferenças de mandato e apontando distorções como a suplência e arranjos eleitorais que, segundo ele, permitem que titulares eleitos deixem suplentes no Senado enquanto assumem cargos no Executivo. Ele também mencionou a eleição de Alcolumbre com 73 votos e defendeu mudanças regimentais para que a pauta seja definida pela maioria.

Trechos do episódio

  • [12:02] “deixa eu receber aqui o nosso queridíssimo vereador” — ver trecho
  • [12:29] “bom dia marco antônio costa bom dia comandante gerson” — ver trecho
  • [13:17] “hugo mota sentado em cima da cpi de abuso de autoridade” — ver trecho
  • [14:40] “quase um bilhão de reais em emendas parlamentares” — ver trecho
  • [17:23] “a lógica de um estado mais enxuto com dois senadores” — ver trecho
  • [19:46] “a constituição de mil novecentos e oitenta e oito sendo escrita” — ver trecho

Dosimetria, CPI do Banco Master e bastidores políticos

Na parte seguinte, Marco Antônio introduziu um vídeo de Lindbergh Farias sobre o PL da dosimetria e a possível derrubada de veto presidencial, conectando o tema à CPI do Banco Master. No trecho exibido, Lindbergh falou em mobilização e afirmou que haveria articulação envolvendo a CPI e um acordo com o bolsonarismo.

Após o vídeo, Marco Antônio contestou a narrativa apresentada e afirmou que, segundo a leitura feita no programa, haveria contradições sobre quem apoiou ou não a CPI. Satiê comentou que a derrubada do veto da dosimetria seria relevante para reduzir penas de presos ligados ao 8 de janeiro e mencionou que, no entendimento dele, a reação da esquerda indicaria que a medida favoreceria adversários políticos.

Em seguida, o programa exibiu trecho de entrevista com Paulinho da Força. O entrevistador perguntou se seria necessário um compromisso para não pressionar pela CPI do Banco Master durante a sessão conjunta do Congresso. Paulinho respondeu que considerava difícil a CPI avançar e falou em “entendimento” para viabilizar a sessão.

O coronel Gerson então afirmou que haveria “camadas” além do que aparece na superfície e mencionou, como relato de bastidor, uma reunião supostamente ocorrida em São Paulo no fim de 2024 envolvendo Daniel Vorcaro e, segundo ele, ministros do STF e lideranças políticas e financeiras. Ele também relacionou o tema a disputas em torno do Banco Master, ao inquérito 4781 e a mudanças de alinhamento no debate público.

Trechos do episódio

  • [24:59] “vamos ouvir” — ver trecho
  • [25:19] “derrubar o veto do presidente lula àquele projeto de dosimetria” —ver trecho
  • [26:12] “quem não assinou a cpi do banco master” — ver trecho
  • [26:54] “derrubemse o veto da dosimetria do presidente lula” — ver trecho
  • [30:31] “pra derrubar esse método do lula é preciso convocar uma sessão conjunta” — ver trecho
  • [31:05] “teria que ter um acordo ali pra que possa derrubar” — ver trecho
  • [31:53] “uma reunião que teria acontecido num hotel em São Paulo” — ver trecho

CPMI do INSS, André Mendonça e a Segunda Turma do STF

Depois de interações com a audiência e avisos sobre engajamento, Marco Antônio exibiu um trecho ligado à CPMI do INSS. No vídeo, um integrante da comissão afirmou que uma decisão do STF teria interferido e atrasado investigações, mencionando que Daniel Vorcaro não teria sido obrigado a comparecer e que haveria recurso para rever a posição.

Marco Antônio perguntou ao coronel Gerson sobre a atuação de André Mendonça e sobre expectativas em torno do ministro. Gerson respondeu que via duas frentes: a CPMI como instrumento político e o trâmite jurídico no STF. Ele disse manter esperança em Mendonça, mencionou desconfianças sobre sorteios no tribunal e afirmou que o ministro teria revertido decisões anteriores em casos relacionados, além de comentar a composição da Segunda Turma e possíveis efeitos em ano eleitoral.

Marco Antônio, por sua vez, disse não compartilhar do mesmo otimismo e afirmou que, na visão dele, o STF teria perdido legitimidade, defendendo que mudanças dependeriam de articulação política entre Executivo, Senado e Câmara. Satiê entrou no debate dizendo compreender o desânimo, mas sugerindo que a conjuntura poderia abrir uma oportunidade para atuação mais “técnica” dentro do colegiado.

Trechos do episódio

  • [47:48] “mais uma vez nós temos um entendimento completamente diferente” — ver trecho
  • [48:36] “qual que é a sua leitura a respeito da posição do André Mendonça” — ver trecho
  • [49:00] “eu ainda estou no time dos que depositam grande esperança” — ver trecho
  • [56:51] “tem muita gente que olha pra essa pra uma corte e fala” — ver trecho
  • [59:36] “talvez seja momento da gente dar um voto de confiança” — ver trecho
  • [01:04:06] “tudo bem marco bom dia” — ver trecho

Ludmila Lins Grilo comenta Receita Federal, OAB e o inquérito 4781

Com a entrada de Ludmila Lins Grilo, Marco Antônio trouxe o caso de uma servidora da Receita Federal, Rute Machado, investigada por suposto acesso a dados de Viviane Barsi, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Um trecho lido no programa mencionou pedido de acesso a sistemas e e-mail institucional como prova considerada decisiva, além de medidas como busca e apreensão, afastamento e tornozeleira eletrônica.

Ludmila afirmou que, em sistemas informatizados, acessos costumam ficar registrados e levantou hipóteses para o caso: acesso voluntário, uso indevido de senha por terceiros ou até alguém ter se apossado da senha sem consentimento. Ela disse que, na prática, a defesa poderia tentar demonstrar, por exemplo, que a servidora estava em atendimento presencial no horário apontado, mencionando a possibilidade de câmeras no local.

Na sequência, Marco Antônio introduziu o tema da carta da OAB pedindo a extinção do inquérito das “fake news” por excesso de duração, exibindo um trecho que mencionava avaliação de bastidor de que a investigação deveria ser concluída e que teria sido “válida no contexto” do governo Bolsonaro. O coronel Gerson comentou que o programa vivia um “momento singular” por ver setores antes favoráveis ao inquérito passarem a criticá-lo quando medidas atingiriam outros grupos.

Ludmila avaliou a carta como tardia e observou que o documento não teria sido assinado pelo presidente titular da OAB, mas por um presidente em exercício. Ela destacou a expressão “inquéritos perpétuos” e defendeu que investigações sem fato determinado não deveriam ser admitidas, sugerindo aperfeiçoamentos na Lei de Abuso de Autoridade para tipificar esse tipo de conduta, inclusive com agravante para ministros do STF.

Ela também comentou notícia sobre um manifesto na Faculdade de Direito da USP, com o título “Ninguém acima da lei”, contra arbitrariedades atribuídas ao STF, citando entidades mencionadas na reportagem. Ludmila disse considerar o ato simbólico e opinou que um evento desse porte na USP não ocorreria “em tempos normais” sem algum tipo de aval político.

Trechos do episódio

  • [01:06:21] “posso jogar no seu colo o caso da servidora da receita” — ver trecho
  • [01:06:50] “rute é investigada por suposto acesso a dados” — ver trecho
  • [01:08:12] “todos os acessos dela ficam registrados dia horário localização” — ver trecho
  • [01:13:47] “não há mais justificativa para uma investigação tão duradoura” — ver trecho
  • [01:14:43] “foi calado por uma perseguição política que usou esse inquérito” — ver trecho
  • [01:23:35] “essa carta não foi assinada pelo beto simonetti” — ver trecho
  • [01:34:42] “essa manifestação da usp teve né o dedinho do lula” — ver trecho

“Além da Imaginação”, Coreia do Norte e o debate sobre autoritarismo

O programa entrou no quadro “Além da Imaginação” com vinheta e passou a discutir um vídeo com imagens ligadas à Coreia do Norte, usado como comparação simbólica. Marco Antônio e Satiê comentaram o tema em tom de análise política, associando o conteúdo à discussão sobre poder, controle e reações institucionais no Brasil.

O coronel Gerson afirmou que regimes autoritários dependem de instrumentos de intimidação e que, quando o medo diminui, ditaduras tendem a perder sustentação. Ele também conectou o tema a debates internacionais e ao que chamou de “covardia institucional”, defendendo que o assunto deveria ser entendido dentro de uma dinâmica mais ampla de poder político e social.

Trechos do episódio

  • [01:41:33] “vocês irão viajar para outra dimensão” — ver trecho
  • [01:43:17] “a coreia do norte não tem internet livre” — ver trecho
  • [01:45:28] “quando o medo passa a não existir as ditaduras caem” — ver trecho

Show da Manhã 24/02/2026: caso Léo Lins, dano moral coletivo e encerramento

Na reta final do Show da Manhã 24/02/2026, Marco Antônio trouxe a notícia de que a condenação do humorista Léo Lins foi suspensa em decisão do TRF-3, e pediu a avaliação de Ludmila sobre o instituto do dano moral coletivo. Ludmila disse que considerou a decisão um “alento” e defendeu que o Congresso deveria revogar o dano moral coletivo, argumentando que a coletividade seria uma abstração e que o instituto poderia ser usado para impor condenações elevadas.

Ela também mencionou o conceito de animus jocandi (intenção de brincar) como elemento relevante para avaliar piadas e manifestações humorísticas. Marco Antônio concordou que o tema deveria ser enfrentado por via legislativa e encaminhou o encerramento com leitura de mensagens, despedidas e divulgação de conteúdos e canais.

Nos minutos finais, o programa exibiu uma montagem de falas e trechos de vídeos com vozes diversas, usada como fechamento temático. Para referência institucional sobre o inquérito citado no programa, há registros públicos da instauração do Inq. 4781 no STF (Portaria GP nº 69/2019), disponível no site do tribunal: Supremo Tribunal Federal.

Trechos do episódio

  • [01:51:57] “o humorista leo lins foi absolvido e a condenação” — ver trecho
  • [01:53:30] “eu advogo pelo fim do instituto do dano moral coletivo” — ver trecho
  • [01:58:20] “obrigado ludmila uma honra estar aqui com você” — ver trecho
  • [02:03:52] “foi um prazer também estar com você coronel gerson” — ver trecho
  • [02:14:51] “perdeu o mané não amolam” — ver trecho

Ao longo do Show da Manhã 24/02/2026, os participantes organizaram a conversa em torno de críticas institucionais ao STF e ao Senado, debates sobre pacto federativo, o PL da dosimetria e a CPI/CPMI do Banco Master, além de temas jurídicos como o inquérito 4781 e o dano moral coletivo. No encerramento, Marco Antônio Costa agradeceu aos convidados e reforçou a mobilização da audiência para acompanhar os próximos programas. Para mais reportagens e contexto político, acesse o Portal Fio Diário.

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Marco Antonio Costa

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