Nikolas viraliza com vídeo sobre aumento do imposto de importação: o que muda para o consumidor

aumento de imposto
imagem retirada de reprodução do instagran
  • Nikolas Ferreira viralizou ao criticar o aumento do imposto de importação anunciado para uma lista ampla de produtos.
  • Para o consumidor, o impacto tende a ser indireto: pode aparecer aos poucos em preços de eletrônicos, peças, máquinas e itens que usam componentes importados.
  • Nem tudo “fica mais caro” automaticamente: depende de quais produtos tiveram a alíquota alterada, do estoque das empresas e de alternativas no mercado.
  • É diferente de “taxação de comprinhas”: isso costuma envolver regras de remessas internacionais e tributos como ICMS; aqui o tema é tarifa de importação na entrada do país.

Tempo de leitura estimado: 6–8 minutos

Nesta matéria

O que é o aumento do imposto de importação (em português claro)

O aumento do imposto de importação é, na prática, um reajuste da tarifa cobrada pelo governo quando um produto entra no Brasil vindo do exterior. Essa tarifa (o Imposto de Importação) é um dos fatores que compõem o custo final de mercadorias importadas — e também de itens produzidos aqui que dependem de peças e componentes de fora.

Quando essa alíquota sobe para determinados produtos, importar fica mais caro. A partir daí, empresas podem: repassar parte do custo para o preço, buscar fornecedores alternativos, reduzir margens ou até adiar compras e investimentos.

Por que o tema viralizou com o vídeo do Nikolas

O assunto ganhou tração nas redes após um vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) circular criticando a elevação do imposto. Vídeos com linguagem direta costumam viralizar quando tocam em um ponto sensível: custo de vida e percepção de que “tudo está ficando mais caro”.

O ponto importante para o leitor é separar o debate político do efeito prático: o que exatamente mudou, em quais produtos, e como isso pode (ou não) chegar ao preço no varejo.

O que mudou: alíquotas maiores para uma lista de produtos

As notícias econômicas dos últimos dias indicam que o governo elevou o Imposto de Importação para mais de mil produtos (códigos de mercadorias), por meio de resolução do comitê responsável por comércio exterior. Em outras palavras: não é um aumento “único” para tudo, mas sim ajustes em uma lista de itens, cada um com sua alíquota.

Aumento do imposto de importação: por que a lista importa

Para o consumidor, a lista é o “pulo do gato”. Dependendo de quais categorias foram atingidas (por exemplo, bens de capital, informática, peças e componentes), o aumento pode aparecer:

  • de forma direta, se o produto final importado ficou mais caro;
  • ou de forma indireta, se a indústria local usa aquele item como insumo e passa a ter custo maior.

Também é comum que medidas assim priorizem itens em que há alguma produção no Brasil, como forma de proteção/competitividade — o que pode reduzir a concorrência do importado, mas também pode pressionar preços se a oferta interna não acompanhar.

Como isso pode afetar o seu bolso

O aumento do imposto de importação não significa que você verá um reajuste instantâneo em “tudo” amanhã. Na vida real, preço no varejo depende de estoque, contratos, dólar, frete e concorrência. Ainda assim, há alguns caminhos típicos de impacto:

  • Eletrônicos e tecnologia: quando a alíquota atinge peças, módulos ou equipamentos prontos, o preço pode subir — especialmente em itens com pouca substituição.
  • Produtos com componentes importados: mesmo fabricados no Brasil, podem encarecer se dependem de insumos mais caros.
  • Peças e reposição: conserto de equipamentos (celulares, eletrodomésticos, máquinas) pode ficar mais caro se peças importadas forem atingidas.
  • Prazo: muitas vezes o efeito aparece em semanas ou meses, conforme o estoque gira e novas compras entram no custo.

Quem sente primeiro (e quem pode sentir depois)

Em geral, quem sente primeiro são importadores e empresas que trazem mercadorias com alíquota maior. O consumidor final pode sentir depois, quando:

  • o varejo repõe estoque já com custo atualizado;
  • indústrias repassam parte do aumento para a cadeia;
  • serviços que dependem desses produtos (manutenção, assistência técnica) ajustam preços.

Por outro lado, se houver competição forte (muitas marcas, substitutos e promoções), parte do aumento pode ser absorvida temporariamente por margens — mas isso costuma ter limite.

Não confunda: imposto de importação x “taxa da comprinha”

Muita gente associa qualquer notícia de “imposto” à compra em sites internacionais. Mas são assuntos diferentes.

  • Imposto de Importação: tarifa federal ligada à entrada de mercadorias no país (comércio exterior) e aplicável conforme produto e regra.
  • Compras internacionais por remessa: normalmente envolvem um conjunto de regras específicas (declaração, regimes de remessa, fiscalização) e podem incluir ICMS (estadual) além de tributos federais. Mudanças nesse universo podem ocorrer independentemente de alterações nas tarifas do Gecex.

Ou seja: mesmo que você não compre “de fora”, pode ser impactado indiretamente se algum produto do dia a dia depende de importação na cadeia.

O que o consumidor pode fazer agora

  • Evite pânico: nem todo aumento vira preço imediatamente.
  • Compare preços e prazos: se você já planejava comprar um item importado/tecnológico, acompanhar variações nas próximas semanas pode fazer diferença.
  • Olhe para assistência e peças: em eletrônicos, às vezes o custo maior aparece primeiro na manutenção.
  • Fique de olho na lista oficial: o efeito depende de quais NCMs foram alterados e de quando passam a valer as novas alíquotas.

Fontes e referências

Essa e outras matérias você encontra aqui, no portal do Fio Diário.

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Marco Antonio Costa

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