CPI do Crime Organizado: Convite a Toffoli, Moraes e patota no caso Banco Master

Alexandre de Moraes
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Crime Organizado
  • CPI do Crime Organizado aprovou requerimentos relacionados ao caso do Banco Master
  • Ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes foram incluídos em pedidos de convite para depoimento
  • Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes, também entrou na lista de convidados
  • A comissão aprovou ainda convocações de Daniel Vorcaro e de irmãos de Toffoli
  • Próximos passos incluem o agendamento de oitivas e análise de pedidos de informação e sigilos

O que foi aprovado na sessão

A CPI do Crime Organizado aprovou, em 25 de fevereiro de 2026, um conjunto de requerimentos que ampliam o alcance das investigações relacionadas ao caso do Banco Master. Na prática, a votação abriu caminho para novas oitivas, pedidos de informação e apurações sobre movimentações financeiras e possíveis vínculos do tema com crimes como fraude e lavagem de dinheiro.

O pacote inclui requerimentos que chamaram atenção por citarem integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). A lista votada prevê convites para depoimento dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Também consta um convite para Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, conforme reportagens publicadas no dia da sessão.

Os requerimentos foram discutidos em um momento de forte disputa política em torno do tema e de tentativas de diferentes alas do Senado de explorar o caso como elemento de pressão institucional. Ainda assim, a CPI sustenta que o objetivo é reunir informações e esclarecer fatos sob investigação.

Quem entra na lista: convites e convocações

Além dos convites, a CPI aprovou convocações — isto é, solicitações de comparecimento em que a presença é exigida — de nomes apontados como centrais para esclarecer o caso. Entre eles está Daniel Vorcaro, citado na cobertura como controlador/dono do Banco Master. A comissão também aprovou a convocação de José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro Dias Toffoli, de acordo com a relação divulgada por veículos de imprensa.

Outro eixo do pacote envolve pedidos para aprofundar a coleta de dados sobre empresas e operações associadas ao caso, incluindo solicitações relacionadas a sigilos e relatórios de movimentação financeira, conforme detalhado em reportagens sobre a votação. Esse tipo de medida costuma ser usado em CPIs para cruzar informações e montar linhas de apuração a partir de registros bancários, societários e fiscais.

Ao avançar com essas frentes, a comissão passa a depender do calendário político e operacional da CPI para agendar depoimentos e consolidar documentos que embasem eventual relatório final.

O que está em jogo no caso Banco Master

O caso que ficou conhecido no debate público como CPI Banco Master gira em torno de suspeitas e acusações envolvendo operações financeiras e possíveis irregularidades atribuídas ao Banco Master e a pessoas ligadas ao tema. A oposição vem usando o assunto para defender que a CPI investigue não apenas as operações do banco, mas também eventuais conexões institucionais e decisões tomadas em instâncias superiores que possam ter impacto sobre o andamento de apurações.

Na sessão em que os requerimentos foram aprovados, o foco esteve em construir um mapa de relações e responsabilidades. Na prática, a inclusão de ministros do STF na lista de convidados — ainda que na modalidade de convite — elevou a temperatura do debate e ampliou a repercussão do caso fora do Congresso.

Repercussão e contexto

A decisão de incluir Toffoli e Moraes entre os convidados foi tratada como um marco por senadores que defendem um papel mais assertivo da CPI. Já críticos argumentam que a medida pode aumentar o atrito institucional entre Legislativo e Judiciário e produzir disputas políticas com baixa efetividade prática.

No pano de fundo, a cobertura também registrou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) já analisou pontos relacionados ao tema e arquivou uma notícia-crime anterior envolvendo Alexandre de Moraes e sua esposa, segundo informou a Agência Brasil. A menção é vista por aliados do ministro como elemento de contraponto a acusações e suspeitas que circulam no debate público.

Com os requerimentos aprovados, o próximo passo é a formalização dos pedidos, o envio de solicitações a órgãos competentes quando necessário e o agendamento das oitivas. A evolução do caso dependerá tanto da disposição dos convidados em comparecer quanto do cumprimento das convocações e da capacidade da CPI de transformar documentos e depoimentos em um relatório consistente.

Fontes e referências

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Marco Antonio Costa

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