No Show da Manhã 27/02/2026, apresentado por Marco Antônio Costa no canal do Fio Diário, a edição avançou em ordem cronológica por três eixos: um apelo por doações às enchentes na Zona da Mata (MG), o relato da deputada federal Bia Kicis sobre a sessão de comissão envolvendo requerimentos ligados a “Lulinha” e, na sequência, debates com Rafael Fontana e Rodrigo Constantino sobre CPI/CPMI do Banco Master, críticas ao STF/TSE, disputas internas na direita e, ao fim, uma análise do discurso de Donald Trump nos EUA.
Ao longo do programa, os participantes também citaram reportagens e comentários de terceiros, como um trecho de Reinaldo Azevedo, falas do ministro Gilmar Mendes em vídeo, uma entrevista de Hugo Motta e uma menção a reportagem da The Economist. Para mais conteúdos e coberturas, acesse o Portal Fio Diário.
Abertura do Show da Manhã 27/02/2026 e apelo por doações às enchentes
Marco Antônio Costa abriu a transmissão saudando a audiência do YouTube e rádios parceiras, pediu curtidas e compartilhamentos e anunciou a participação de Bia Kicis e Rafael Fontana. Em seguida, relatou um problema técnico de áudio e fez um apelo por doações para vítimas das enchentes na Zona da Mata (MG), listando itens (água, higiene e limpeza) e pontos de coleta em Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ubá.
Na entrada, Bia Kicis cumprimentou a audiência, enquanto Marco reforçou a gravidade da situação mostrada em vídeos e conectou o início do programa ao tema político que seria tratado na sequência.
Trechos do episódio
- [03:16] “a gente tem aqui o s o s zona da mata” — ver trecho
Show da Manhã 27/02/2026: Bia Kicis relata estratégia regimental e tumulto em comissão sobre “Lulinha”
Na sequência, Marco Antônio Costa introduziu o tema central do início do debate: a comissão em Brasília e a repercussão do caso envolvendo “o filho do presidente”, citando que teria visto comentários na CNN sobre apoio do governo a “Lulinha” e perguntando diretamente a Bia Kicis o que ocorreu na sessão.
Bia descreveu que, segundo seu relato, o governo pretendia votar requerimentos “em globo” para derrubar todos de uma vez. Ela afirmou que a oposição, reunida com parlamentares citados como regimentalistas e integrantes da mesa, articulou uma estratégia: votar primeiro o pedido de votação em globo e, em seguida, pedir verificação para impedir novas verificações por uma hora em votações simbólicas. Bia disse que, na primeira votação nominal, o governo venceu por 18 a 13, com 31 presentes registrados no painel. Já na votação seguinte, sobre o mérito, ela relatou que apenas sete se levantaram contra os requerimentos, número insuficiente para derrubá-los, e que uma nova verificação foi negada por regra de prazo.
Ela também afirmou que, após perceberem a derrota, parlamentares governistas teriam avançado contra a mesa e que houve confusão física, mencionando a condição de saúde do presidente da comissão e a tentativa de protegê-lo. Na mesma sequência, Bia disse que governistas teriam procurado Davi Alcolumbre para tentar anular o resultado e citou a decisão do ministro André Mendonça sobre quebra de sigilo, além de comentar a possibilidade de medidas contra “Lulinha” e seu paradeiro.
Trechos do episódio
- Dep. Fed. Bia Kicis: “eles ganharam de dezoito a treze”
- Dep. Fed. Bia Kicis: “correram pro Alcolumbre”
Trechos do episódio
- [05:56] “o governo estava intransigente não queria votar os requerimentos” — ver trecho
Conselho de Ética, violência em comissão e contraste com atuação em enchentes
Após uma tentativa de pergunta de Rafael Fontana interrompida por instabilidade técnica, o comentarista retomou dizendo que acompanhou diversas CPIs e perguntou o que poderia ser feito em relação a um deputado federal de Minas Gerais, descrito no programa como autor de agressão física durante a sessão.
Bia respondeu que o caminho seria o Conselho de Ética e classificou como inadmissível o episódio. Ela também mencionou uma postagem que chamou de “sabidamente falsa”, dizendo que a Justiça teria determinado remoção e multa. Na mesma fala, citou um contraste entre dois deputados mineiros: um, Nicolas, descrito como atuante nas enchentes e em arrecadação, e outro, associado a “arrumar encrenca” na CPMI.
Marco, então, comentou ter visto a reação de Luís Lima e citou que Marcel Van Hattem poderia sofrer punição por obstrução, enquanto, no entendimento apresentado no programa, outras CPIs não teriam sido instaladas.
Trechos do episódio
- [13:13] “conselho de ética né o que pode ser feito ali” — ver trecho
Banco Master, limites regimentais e defesa de CPMI no Congresso
Marco perguntou a Bia Kicis sobre a possibilidade de instalação de CPI para apurar o caso do Banco Master e citou a posição de Hugo Motta como ponto de debate. Bia explicou que, na Câmara, há limite regimental de cinco CPIs simultâneas e uma fila de requerimentos, citando como exemplo a CPI do Abuso de Autoridade e outras pautas aguardando andamento.
Ela disse considerar mais interessante uma CPMI (Câmara e Senado), argumentando que a Câmara teria mais parlamentares de oposição para o embate político. Bia também relacionou a pressão sobre Davi Alcolumbre à necessidade de abrir sessão do Congresso para votar temas citados no programa, incluindo a derrubada de veto ligado à “dosimetria” e a instalação da CPMI do Banco Master. Na fala, afirmou que não buscaria “blindagem” do BRB e defendeu investigação de qualquer político envolvido, descrevendo o caso como um grande escândalo.
Trechos do episódio
- [16:07] “só se pode ter cinco CPMI’s ao mesmo tempo” — ver trecho
Eleições 2026 no DF: Bia Kicis, Michelle Bolsonaro e o Senado como “trincheira”
Na parte seguinte, Marco Antônio Costa conectou o debate ao cenário eleitoral, citando o Distrito Federal e mencionando Ibaneis Rocha como nome ventilado para o Senado, além de afirmar que Bia Kicis seria pré-candidata. Bia respondeu dizendo perceber que o caso Master afetaria o ambiente político e defendeu que a escolha de senadores deveria considerar disposição para enfrentar temas ligados ao Judiciário e ao equilíbrio entre Poderes.
Questionada por Rafael Fontana sobre a possibilidade de duas candidaturas do PL ao Senado no DF, Bia confirmou ser pré-candidata e listou apoios que disse ter recebido, citando Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Rogério Marinho e um recado de Jair Bolsonaro. Também defendeu mudanças institucionais, como a PEC do fim do foro e a retirada de competência criminal do STF, argumentando que isso reduziria pressões sobre parlamentares. Ao final do bloco, Marco agradeceu a participação e Bia se despediu destacando a experiência de Rafael Fontana sobre a China.
Trechos do episódio
- [25:43] “eu sou précandidata eu tenho apoio do Flávio Bolsonaro” — ver trecho
Reinaldo Azevedo, “pesca probatória” e leitura sobre investigações e bastidores
Com a saída de Bia Kicis, Marco e Rafael seguiram discutindo o caso envolvendo “Lulinha”. Marco anunciou um vídeo de Reinaldo Azevedo, no qual o comentarista afirmou que “formalmente” ele não seria investigado e criticou o procedimento como “pesca probatória”.
Após o trecho, Rafael contestou a leitura exibida, comentou que “Lulinha” teria ido à Espanha e afirmou que órgãos como Polícia Federal, Receita, TCU e Banco Central atuariam com continuidade institucional. Ele também mencionou, como análise, a presença histórica de agências de inteligência estrangeiras em Brasília e disse que o tema teria potencial de repercussão eleitoral.
Trechos do episódio
- [33:30] “isso sim tem cara de pesca promotória” — ver trecho
Críticas ao STF/TSE, “inquérito das fake news” e vídeos de Gilmar Mendes
Na continuidade, Marco e Rafael ampliaram críticas institucionais, mencionando o STF, o TSE e o CNJ, além de comentar o que chamaram de concentração de poder e medo de questionar decisões judiciais. Em seguida, Marco exibiu trechos de fala do ministro Gilmar Mendes, em que ele criticou a cobertura da mídia, mencionou a Lava Jato e defendeu a importância do chamado “inquérito das fake news” para a “defesa da democracia”.
Logo após os vídeos, Marco apresentou Rodrigo Constantino como convidado por vídeo. Constantino comentou o papel de Gilmar Mendes nos bastidores e disse que o ministro teria atuação relevante no que chamou de “sistema”, além de retomar críticas à postura do STF em temas recentes citados no programa.
Trechos do episódio
- [47:34] “da importância histórica do assim chamado inquérito das fake news” — ver trecho
Direita, impeachment de ministros e disputas internas: debate com Constantino e Fontana
Marco perguntou se existiria uma “direita” que não critica o STF e não prioriza impeachment de ministros. Rafael respondeu que não consideraria direita quem não defendesse impeachment e citou, no programa, a situação de presos e exilados políticos como parte do contexto que justificaria enfrentamento institucional.
Marco também comentou conflitos internos e disse ver “autofagia” entre grupos e influenciadores. Constantino respondeu afirmando que ataques online atingiriam menos do que parece, mas que o ponto sensível seria o apoio dado por figuras públicas a determinados grupos. Ele citou incoerências no debate interno e defendeu foco em união política, mencionando nomes como Flávio Bolsonaro, Nicolas Ferreira e o Partido Novo como referências de estratégia eleitoral e comunicação.
Na mesma sequência, Constantino disse compreender que lideranças possam modular o tom contra o STF por cálculo eleitoral, mas defendeu que a pressão por impeachment não deveria ser adiada quando surgissem “janelas de oportunidade”, conforme sua leitura.
Trechos do episódio
- [54:15] “não defende o impeachment de ministros do STF” — ver trecho
Antissemitismo, livros de Constantino e referências à China
Em seguida, Marco trouxe a pauta editorial de Constantino e perguntou sobre o livro “Judeufobia”. Constantino explicou que, além desse título, lançaria “Ainda Não Tem Uma Tempestade”, descrito por ele como um diário da luta contra o câncer em 2025, com reflexões religiosas. Sobre “Judeufobia”, disse que buscou discutir origens e causas do antissemitismo e alertou para o que chamou de recrudescimento do tema em diferentes espectros políticos.
Rafael elogiou a produtividade de Constantino, comentou que ataques a judeus poderiam “respingar” em cristãos e citou leituras religiosas. Constantino também indicou o livro de Rafael Fontana sobre China, dizendo considerar relevante a descrição do regime chinês por quem viveu no país.
Trechos do episódio
- [01:07:57] “eu retrato a minha luta contra o câncer” — ver trecho
The Economist, pressão internacional e debate sobre palestras pagas a ministros
Já na parte final do bloco com Constantino, Marco exibiu um trecho sobre reportagem da The Economist, lida no programa como crítica à crise no STF. Constantino comentou que a revista teria descrito uma relação “over-cosy” entre ministros e elites políticas e empresariais e citou, como reforço, menções a outros veículos internacionais e a sanções externas discutidas no programa.
Como referência externa citada no debate, a reportagem mencionada no programa é: The Economist — “Brazil’s high court is caught up in a vast scandal”.
Na sequência, Marco introduziu a discussão sobre cachês de palestras e transparência. Rafael afirmou considerar “anormal” ministro do STF receber cachê e disse que valores poderiam aparecer em meio a disputas internas.
Trechos do episódio
- [01:27:25] “a revista britânica economist publicou um texto falando sobre a crise” — ver trecho
Banco Master de novo: Hugo Motta em vídeo e reações no estúdio
O programa exibiu um vídeo de Hugo Motta dizendo que, em 2025, não instalaria novas CPIs, citando o limite regimental de cinco e a existência de diversos pedidos protocolados. No mesmo trecho, Motta afirmou que órgãos de controle e o STF estariam apurando o caso e avaliou haver “exagero” da mídia em críticas ao ministro Dias Toffoli.
Após o vídeo, Constantino rebateu a fala, criticou o que chamou de boicote a CPIs e defendeu uma CPMI exclusiva para o Banco Master. Marco e Rafael também comentaram valores e contratos citados no debate e mencionaram repercussões em Brasília, incluindo referências a Daniel Vorcaro e a eventos sociais descritos no programa como parte do contexto político.
Trechos do episódio
- [01:36:25] “eu decidi ao longo de dois mil e vinte e cinco não instalar nenhuma cpi” — ver trecho
Trump, reação democrata e encerramento com superchats e VTs
Na reta final, Marco introduziu um trecho sobre o discurso de Donald Trump e exibiu comentário de Demétrio Magnoli, que avaliou o pronunciamento como um caso singular de degradação do “Estado da União” e disse que Trump teria levado o partidarismo a um patamar em que o outro partido seria tratado como “inimigo”.
Constantino respondeu dizendo que Trump teria exposto a postura dos democratas ao não se levantarem em pontos que ele considerou consensuais. Após a saída de Constantino, Rafael comentou técnica de oratória e repercussão do discurso, e Marco seguiu com reflexões sobre polarização, leitura de superchats, avisos de programação e encerramento. Ao final, entrou uma locução com tom de convocação política e, em seguida, VTs com trechos de sessão no STF e falas não integralmente identificadas no material fornecido.
Trechos do episódio
- [01:46:01] “Donald Trump levou o partidarismo a um ponto muito além” — ver trecho
Ao concluir, o Show da Manhã 27/02/2026 reuniu relatos sobre a comissão envolvendo “Lulinha”, discussões regimentais sobre CPI/CPMI do Banco Master, críticas à atuação do STF/TSE e projeções eleitorais para 2026, além de um bloco internacional sobre o discurso de Trump. A edição também manteve espaço para apelos de doação às enchentes em Minas Gerais e para divulgação de livros e projetos citados pelos convidados. Acompanhe outras coberturas no Portal Fio Diário.




