No Show da Manhã 02/03/2026, apresentado por Paula Marisa no canal Fio Diário, o programa começou com um apelo por doações às vítimas das enchentes em Minas Gerais e seguiu para a análise das manifestações nacionais convocadas por Nikolas Ferreira, com debate sobre pautas como “Fora Lula”, críticas ao STF e o caso Banco Master. Ao longo da transmissão, Steh Papaiano, Ricardo Ventura e Adrilles Jorge comentaram a cobertura da imprensa, a estratégia de mobilização da direita para 2026 e a defesa, feita no programa, de pedidos de impeachment de ministros. Na segunda metade, a pauta migrou para o cenário internacional envolvendo Irã, EUA e Israel, com exibição de falas de Lula, e terminou com discussões sobre enchentes, vaquinhas, e a notícia de representação de Érica Hilton contra Nikolas.
Para contexto institucional citado no episódio, o procedimento de impeachment de ministros do STF é previsto na legislação e depende de tramitação no Senado; uma referência geral pode ser consultada no Senado Federal (explicações e matérias sobre impeachment no âmbito da Casa). A cobertura completa do programa integra a agenda de debates acompanhada pelo Portal Fio Diário.
Abertura do Show da Manhã 02/03/2026: enchentes em MG, vaquinha e início da pauta política
Na abertura, Paula Marisa explicou que estava conduzindo o programa enquanto Marco Antônio (“Superman”) retornava de viagem após participação em manifestação. Ela relatou estar rouca e cansada, citou mensagens do chat com audiência de várias cidades e destacou solidariedade a Juiz de Fora e à Zona da Mata mineira, mencionando também o histórico recente do Rio Grande do Sul com enchentes.
Em seguida, Paula chamou Steh Papaiano e Ricardo Ventura para a bancada. Steh comentou o desgaste físico pós-ato, e Ventura cumprimentou o público. Paula então pediu likes e divulgou, com detalhes, formas de doação (vaquinha e pontos de coleta), listando itens solicitados para ajuda humanitária.
Trechos do episódio
- [00:15] “sou paula marisa… substituir… marco antônio… após a manifestação” — ver trecho
- [02:55] “divulgar a vaquinha… doações… cruz vermelha… juiz de fora” — ver trecho
Show da Manhã 02/03/2026: ato na Paulista, “Fora Lula”, STF e Banco Master na reportagem exibida
Na sequência, o programa exibiu um trecho de reportagem sobre a manifestação na Avenida Paulista. O narrador descreveu a concentração, citou Nikolas Ferreira como convocador e destacou a presença de Flávio Bolsonaro em um evento do tipo após o anúncio de sua pré-candidatura. Também foram mencionados Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Valdemar Costa Neto e Silas Malafaia, além de uma tentativa de conexão de Eduardo Bolsonaro por telão.
A reportagem apontou que, diferentemente de protestos do ano anterior, a defesa de Jair Bolsonaro não aparecia como foco formal dos motes, e registrou críticas a Lula, ao Banco Master e a ministros do STF, “com implicações” ligadas ao caso do banco, segundo o texto lido no vídeo.
Trechos do episódio
- [07:12] “primeira aparição… Flávio Bolsonaro… críticas ao Lula… banco master… STF” — ver trecho
Manifestação, 8 de janeiro e formato dos atos: análises de Steh e Ricardo Ventura
Após o vídeo, Paula perguntou a Steh se, mesmo com o foco formal em “Fora Tóffoli, Fora Moraes, Fora Lula”, o ato também se conectava à pauta de liberdade de Jair Bolsonaro e dos presos do 8 de janeiro. Steh respondeu que, na leitura dela, sim, citando inclusive a presença de um “bonecão” com a frase “libertem o Bolsonaro”. Ela avaliou discursos de Nikolas, Eduardo e Flávio, e disse que a manifestação funcionou como um “fio” entre protesto e agenda político-eleitoral.
Steh também criticou o modelo de um único trio elétrico, afirmando sentir falta do formato de grandes protestos do impeachment, com mais carros e maior circulação. Na visão dela, o desenho do ato poderia ser repensado para ficar “mais manifestação” e “menos ato político eleitoral”.
Ricardo Ventura, por sua vez, disse ter se surpreendido com o que chamou de cobertura “mostrando a realidade”, com imagens amplas e menção às pautas. Ele afirmou que, na percepção dele, portais e jornalistas estariam “se corrigindo” por receio de perda de credibilidade e impacto financeiro. Ventura também ponderou que múltiplos palcos podem ampliar a sensação de grandeza, mas aumentam o risco de falas desalinhadas virarem recorte contra o movimento, defendendo “ordem unida”.
Falas
- Steh Papaiano: “pela lógica… sim… pela liberdade do Bolsonaro… pelos presos políticos”
- Ricardo Ventura: “eles mostraram a realidade… eu nunca vi isso”
Trechos do episódio
- [09:03] “sim… pela liberdade do bolsonaro… presos políticos… fora Moraes” — ver trecho
- [13:15] “mostraram a realidade… magnitude… pautas reais… não era só Bolsonaro” — ver trecho
Pauta “objetiva” e críticas a discursos eleitorais: entrada de Adrilles Jorge
Paula comentou que, na avaliação dela, a direita não estaria separando comício e manifestação e que pautas econômicas e de corrupção tendem a aglutinar mais gente. Em seguida, chamou Adrilles Jorge, que classificou as manifestações como “voluptuosas” e disse ver um passo importante ao priorizar uma pauta objetiva, citando “Fora Tóffoli” e “Fora Alexandre Moraes” e a defesa de impeachment de ministros.
Adrilles também criticou falas de políticos que, segundo ele, teriam usado o ato para campanha (violência, fome, realizações estaduais), sem enfrentar o que chamou de “ditadura do Judiciário” e os inquéritos. Ele afirmou que organizadores deveriam dar ao público “aquilo que o povo quer” e reforçou que, no entendimento dele, a pauta central deveria ser a pressão institucional por impeachment.
Trechos do episódio
- [24:42] “pauta objetiva… fora Toffoli… fora Alexandre Moraes… impeachment” — ver trecho
Discurso de Flávio Bolsonaro e leitura do programa sobre impeachment no Senado
O programa exibiu um trecho do discurso de Flávio Bolsonaro, no qual ele afirmou ser favorável ao impeachment de ministro do Supremo que “descumpra a lei”, dizendo que isso não ocorreria por falta de maioria no Senado. No mesmo trecho, Flávio declarou que o alvo não seria o STF como instituição, mas práticas que, segundo ele, estariam destruindo a democracia “a pretexto de defendê-la”, e mencionou que a imprensa teria virado alvo dos mesmos métodos.
Paula comentou que matérias da manhã diziam que Flávio não teria sido incisivo, e Ricardo Ventura respondeu que viu uma comunicação “não agressiva” e, ao mesmo tempo, “contundente”. Ventura reforçou a distinção entre instituição e indivíduos e disse que, na leitura dele, o discurso buscou sustentar a ideia de impeachment como cumprimento da lei e como resposta a uma demanda popular.
Trechos do episódio
- [29:08] “favoráveis ao impeachment… falta maioria no senado… alvo nunca foi o supremo” — ver trecho
- [31:24] “comunicação não agressiva… contundente… diferença entre STF e pessoas” — ver trecho
Nikolas Ferreira cita Tóffoli, inquérito das fake news e Banco Master; debate sobre “efeito dominó”
Na sequência, Paula introduziu o trecho do discurso de Nikolas Ferreira sobre Dias Toffoli. No vídeo, Nikolas afirmou que Toffoli teria iniciado o inquérito das fake news e citou a existência de contrato milionário envolvendo a esposa de ministro e o Banco Master. Ele também disse que, se “derrubar um”, cairiam outros, mencionando Alexandre de Moraes e defendendo que a pressão não pararia em um único nome.
Paula retomou a discussão sobre a origem do inquérito e comentou o que chamou de dinâmica interna no STF, além de citar a tese de que “derrubar um” abriria espaço para nova indicação presidencial. Steh Papaiano respondeu que o discurso de Nikolas foi “ponto alto” por nomear autoridades e por retomar uma linha do tempo, e afirmou que o momento seria propício para discutir impeachment, citando o custo político para senadores e a necessidade de quórum elevado.
Trechos do episódio
- [35:44] “fora Tóffoli… inquérito das fake news… contrato… banco master” — ver trecho
- [38:41] “momento favorável… impeachment… efeito dominó… didático” — ver trecho
Unidade da direita, Centrão e 2026: debate com Adrilles e foco em mobilização
Paula trouxe uma manchete sobre tentativa de demonstrar unidade no ato e perguntou a Adrilles sobre a presença de governadores e o cenário eleitoral. Adrilles disse ver com bons olhos a unidade e afirmou que Flávio seria, na visão dele, quem melhor dialoga com o Centrão, ressaltando que governos não se sustentariam sem negociação com forças políticas do Congresso.
Na leitura de Adrilles, tanto o tom mais moderado de Flávio quanto a postura mais incisiva de Nikolas deveriam ter sido acompanhados por outros políticos em “uníssono”. Ele também respondeu a um superchat sobre por que as ruas não lotariam como na época do impeachment de Dilma, atribuindo a queda de adesão ao medo, ao desencanto e à percepção de instrumentalização eleitoral dos atos.
Ricardo Ventura complementou defendendo “pauta única” e comunicação didática, sugerindo ligar denúncias a efeitos concretos no cotidiano (saúde, segurança, transporte, custo de vida), e insistiu que engajamento seria um processo, com cobrança política e participação eleitoral.
Trechos do episódio
- [44:23] “Flávio… melhor diálogo com o centrão… discurso uníssono” — ver trecho
- [52:49] “medo… desencanto… comício… foco em corrupção” — ver trecho
- [57:36] “pauta única… ligação com a minha vida… didático” — ver trecho
Carta atribuída a Bolsonaro, críticas internas e o caso Marcos Pollon
Na parte seguinte, Paula apresentou uma notícia sobre uma carta atribuída a Jair Bolsonaro, divulgada por Michele Bolsonaro, na qual ele lamentaria críticas internas e defenderia que apoios fossem construídos por “diálogo e convencimento”. Paula destacou que a carta mencionaria o silêncio de Michele por questões familiares e também trataria de disputas regionais, citando Marcos Pollon como pré-candidato ao Senado.
Steh Papaiano disse considerar “esquisito” o movimento de desgaste interno e afirmou que ataques pessoais a Michele seriam ruins para a unidade. Ela defendeu que divergências políticas não deveriam se transformar em ataques “abaixo da linha da cintura” e disse ver tentativa de “autoimplosão” por disputas eleitorais, reforçando que diferentes atores podem atuar com estratégias distintas, mas convergindo para objetivos comuns.
Trechos do episódio
- [01:08:14] “carta… críticas à michele… apoio… marcos pollon… senado” — ver trecho
- [01:11:25] “auto implodir… ataques… michele… foco no objetivo comum” — ver trecho
Virada internacional: Irã, EUA e Israel; falas de Lula e reação dos comentaristas
O programa mudou de tema para o noticiário internacional e exibiu uma manchete sobre ação de inteligência envolvendo reunião de líderes iranianos. Paula contextualizou que o episódio teria relação com escalada de conflito e mencionou o atentado contra Donald Trump como elemento citado no debate. Adrilles Jorge afirmou que haveria conflitos “sem ambiguidade” e descreveu o regime iraniano como ditatorial, defendendo que remover ditadores poderia ser entendido como dever moral, segundo a argumentação dele.
Na sequência, Paula exibiu um vídeo de Lula pedindo “tranquilidade”, “paz” e foco em combate à fome e à violência contra mulheres. Steh Papaiano analisou que Lula transformaria conceitos em narrativa, citou o Irã como financiador de grupos armados (mencionando Hamas, Hezbollah e Houthis) e falou sobre sanções, crise econômica e crise hídrica no país. Adrilles voltou a criticar a fala de Lula, dizendo que ela seria incoerente com a situação descrita no programa sobre o regime iraniano. Ricardo Ventura sugeriu usar a própria retórica de Lula (“paz”, “mulheres”, “fome”) para argumentar contra regimes que, segundo ele, produzem opressão, defendendo expor contradições em vez de “debater a lógica do adversário”.
Trechos do episódio
- [01:18:59] “conflitos… sem ambiguidade… regime iraniano… ditatorial” — ver trecho
- [01:32:03] “o mundo precisa de paz… acabar com a fome… violência contra as mulheres” — ver trecho
- [01:33:06] “Irã… proxy… grupos… sanções… crise hídrica… comemoração” — ver trecho
- [01:41:33] “usar a própria narrativa… paz e fome… para justificar derrubar regimes” — ver trecho
Enchentes, vaquinha e embate Nikolas x Érica Hilton; encerramento com vinheta sobre Moraes
Já na reta final, o programa exibiu outra fala de Lula, em que ele criticou “pirotecnia através do celular” e “meme” na política. Paula relacionou a declaração ao contexto de enchentes e à atuação de Nikolas Ferreira na divulgação de vaquinha. Em seguida, ela apresentou a notícia de que Érica Hilton teria acionado a PGR contra Nikolas, alegando que ele teria atrapalhado resgates ao gravar vídeo em Ubá (MG). Ricardo Ventura respondeu sugerindo que a reação deveria ser mostrar resultados práticos (arrecadação e ajuda) e comparar com o que, segundo ele, os críticos teriam feito.
Paula leu superchats finais, comentou a percepção de mudança na cobertura da mídia e encerrou com despedidas. Ao fim, o programa exibiu uma vinheta em formato de lista com ações atribuídas a Alexandre de Moraes, incluindo decisões e medidas citadas na montagem.
Trechos do episódio
- [01:44:51] “pirotecnia… celular… meme… vamos desmascarar” — ver trecho
- [01:50:05] “Erica Hilton aciona pgr… contra nicolas… vídeo em área de enchente” — ver trecho
- [02:08:07] “montagem lista ações atribuídas a Alexandre de Moraes” — ver trecho
Ao longo do Show da Manhã 02/03/2026, a bancada descreveu as manifestações como um marco de mobilização com foco em críticas ao governo Lula, ao STF (com destaque para Toffoli e Moraes) e ao caso Banco Master, além de discutir estratégias eleitorais para 2026 e a necessidade de comunicação mais didática com o público. O programa também conectou a pauta doméstica ao cenário internacional, com comentários sobre Irã, EUA e Israel e a repercussão de falas de Lula. No encerramento, voltou ao tema das enchentes em Minas e ao embate político envolvendo Nikolas Ferreira e Érica Hilton. A cobertura e os desdobramentos seguem no Portal Fio Diário, que acompanha a agenda política e os debates do período.




