Após extinguir imposto em ano eleitoral, Lula admite reavaliar volta da “taxa das blusinhas”

Lula avalia voltar com "taxa das blusinhas"
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A possibilidade de retorno da chamada “taxa das blusinhas” voltou ao centro do debate poucos dias após o governo federal suspender a cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50 (R$ 250). Em declaração nesta semana, o Ministério da Fazenda admitiu que a medida poderá ser reavaliada caso sejam identificados impactos considerados negativos para o mercado nacional.

Lula faz movimento eleitoreiro

A cobrança de 20% sobre remessas internacionais de pequeno valor foi zerada por meio de medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 12 de maio. A decisão foi anunciada a cerca de cinco meses das eleições presidenciais de outubro e ocorreu após meses de críticas de consumidores e desgaste político em torno do tributo, que havia sido implementado em 2024.

Lula tenta medidas para frear rejeição
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, a suspensão não impede uma futura rediscussão do tema. De acordo com ele, o governo vai acompanhar os efeitos da medida e Lula pode voltar a analisar a cobrança caso haja o que classificou como um “desarranjo” no setor.

A sinalização ocorre enquanto a medida provisória que extinguiu o imposto ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. Embora a equipe econômica afirme confiar na aprovação do texto, a possibilidade de revisão mantém incertezas sobre a permanência da isenção anunciada neste mês.

O debate em torno da tributação de compras internacionais ganhou forte repercussão desde a criação da taxa, especialmente entre consumidores que utilizam plataformas estrangeiras de comércio eletrônico. Agora, a admissão de que a cobrança pode voltar reacende questionamentos sobre a estabilidade da medida eleitoreira de Lula e amplia a pressão política sobre o governo em um período pré-eleitoral.

Caso avance, qualquer mudança dependerá de nova discussão institucional, mantendo o tema sob atenção do Congresso, do setor varejista e dos consumidores nos próximos meses.

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Marco Antonio Costa

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