A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a pressão sobre a Câmara dos Deputados contra a proposta que prevê o fim da escala 6×1. Parlamentares ligados ao agronegócio afirmam que a redução da jornada de trabalho pode provocar aumento nos custos de produção, impacto na cadeia de alimentos e dificuldades operacionais em setores que dependem de funcionamento contínuo.
O presidente da FPA, Pedro Lupion relata que representantes da indústria e da agroindústria vêm relatando preocupação com os efeitos financeiros da proposta. Segundo ele, novos encargos trabalhistas tendem a ser repassados ao consumidor final, pressionando preços e inflação.
A comissão especial que analisa a PEC deve votar o parecer do relator, Léo Prates, após adiamento causado por pedido de vista. O texto reduz gradualmente a jornada semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial.
Agro e indústria defendem regras diferenciadas
Entre as principais preocupações do setor estão atividades consideradas essenciais, como frigoríficos, usinas e cadeias de proteína animal. Segundo representantes do agro, a necessidade de novas contratações para compensar a redução da jornada pode elevar significativamente os custos operacionais.

Entidades empresariais também argumentam que a mudança pode gerar perda de competitividade e ampliar a informalidade. Levantamentos da Confederação Nacional da Indústria indicam que o fim da escala 6×1 poderia elevar os custos das empresas brasileiras em até R$ 267 bilhões por ano.
Nos bastidores, parlamentares ligados ao setor produtivo avaliam que o tema ganhou força em meio ao calendário eleitoral e defendem que mudanças estruturais nas relações de trabalho sejam discutidas de forma mais gradual. A proposta segue dividindo Congresso, empresários e sindicatos em uma das principais disputas econômicas e trabalhistas de 2026.




