Facções dominam 88% das prisões e mostra fragilidade em segurança do governo

Facções criminosas dominam prisões no governo Lula
(Foto: Reprodução)

PCC e Comando Vermelho aparecem em quase 9 de cada 10 prisões realizadas desde 2022

O avanço das facções criminosas segue como um dos maiores desafios da segurança pública no Brasil. Um levantamento feito pelo GloboNews obtido por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) mostra que 88% das mais de duas mil prisões realizadas pela Polícia Federal desde 2022 envolvem integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV). Na prática, quase nove em cada 10 presos capturados em operações federais têm ligação com os dois grupos criminosos.

Os números revelam a dimensão do problema enfrentado pelas autoridades. Segundo a apuração, 81% das investigações relacionadas às facções estão ligadas ao tráfico de drogas, principal fonte de receita dos grupos. Além disso, os inquéritos apontam envolvimento em crimes financeiros, lavagem de dinheiro e até delitos ambientais. Ao todo, mais de 20 organizações criminosas e milícias aparecem nos registros analisados, mas PCC e Comando Vermelho concentram a maior parte das ocorrências.

Lula reacende debate por censura e liberdade de expressão
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Governo tenta reagir ao crescimento de facções criminosas

Diante da crescente preocupação da população com a violência, o governo federal lançou neste ano o programa “Brasil contra o Crime Organizado”. A iniciativa prevê investimento direto de R$ 1,06 bilhão no Orçamento de 2026 e mais R$ 10 bilhões em financiamentos do BNDES para estados que aderirem ao plano. Paralelamente, o Palácio do Planalto busca apoio para aprovar a PEC da Segurança Pública, proposta que amplia a participação da União no combate ao crime organizado.

O debate ganhou novo capítulo após o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. A decisão ocorreu poucos dias depois de uma visita do senador Flávio Bolsonaro a Washington. Enquanto isso, o governo federal mantém o entendimento de que as facções atuam prioritariamente por interesses financeiros. O cenário reforça a pressão sobre a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva para apresentar resultados concretos em uma área que continua entre as maiores preocupações dos brasileiros, que é a segurança.

Flávio Bolsonaro tenta aproximação com Trump para virar jogo
(Foto: Reprodução/X)
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Marco Antonio Costa

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