O governo federal formalizou interesse na compra de até 20 novos caças Gripen, fabricados pela empresa sueca Saab, mesmo após o Ministério da Defesa sofrer um contingenciamento de quase R$ 4,5 bilhões. A manifestação foi feita pelo ministro da Defesa, José Mucio, em carta enviada ao ministro da Defesa da Suécia, Pål Jonson. Caso a negociação avance, a frota brasileira passa de 36 para 56 aeronaves.
Aumento da frota faz parte de plano de modernização
A possível aquisição integra o processo de modernização da aviação de combate brasileira, iniciado ainda no fim da década de 1990. Após uma concorrência que durou mais de 10 anos, a Força Aérea Brasileira (FAB) escolheu o caça Gripen em 2013 e assinou o contrato para 36 aeronaves no ano seguinte. Na época, a estimativa da FAB apontava a necessidade de cerca de 120 caças avançados para atender plenamente às demandas do país.

Além da compra das aeronaves, o acordo entre Brasil e Suécia incluiu transferência de tecnologia, treinamento de engenheiros brasileiros e participação nacional em etapas da produção. Segundo a Saab, o desempenho dos aviões já entregues tem sido bem avaliado.
A empresa se declarou pronta para iniciar novas negociações caso o Brasil confirme o interesse.
Programa ainda enfrenta desafios de execução do governo
A ampliação da frota ocorre enquanto o projeto segue sob acompanhamento em relação a custos e cronograma. Dados da própria FAB indicam que cerca de 60% dos recursos previstos para o programa já foram desembolsados, enquanto 11 dos 36 caças contratados haviam sido entregues até março deste ano. Parte dos custos adicionais está ligada ao desenvolvimento das versões Gripen E e Gripen F.
Nesta semana, a Saab apresentou na cidade de Linköping o primeiro Gripen F, versão de dois lugares desenvolvida com participação de engenheiros brasileiros. A expectativa é que oito aeronaves desse modelo sejam incorporadas pela FAB.




