O papa Leão XIV voltou a defender a posição tradicional da Igreja Católica sobre o aborto e afirmou que toda vida humana deve ser protegida desde a concepção até a morte natural. A declaração foi feita durante discurso a parlamentares da Espanha, em meio ao debate sobre propostas que buscam ampliar a proteção legal ao aborto no país.
A manifestação ocorre enquanto setores políticos espanhóis discutem mudanças na legislação e analisam iniciativas para incorporar o direito ao aborto à Constituição. Diante desse cenário, o pontífice reforçou que a defesa da vida não deve ser tratada apenas como uma questão religiosa, mas como um princípio fundamental da civilização.
“A sociedade deve reconhecer e proteger toda vida humana desde a concepção até o seu fim natural”, afirmou Leão XIV durante o encontro realizado em Madri.
Declaração ocorre durante discussão sobre mudanças na legislação espanhola sobre aborto
O discurso foi acompanhado de perto por representantes políticos e religiosos em um momento de forte polarização sobre o tema na Espanha. Enquanto o governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez avalia alterações legais relacionadas ao aborto, grupos pró-vida e defensores do direito à interrupção da gravidez disputam os holofotes.
Segundo o papa, a grandeza moral de uma sociedade pode ser medida pela forma como ela trata aqueles que se encontram em situação de maior fragilidade.

Papa cobra respostas para casos de abuso na Igreja
Além da questão do aborto, Leão XIV abordou os casos de abuso sexual envolvendo integrantes do clero espanhol. O líder da Igreja Católica pediu que bispos ampliem a escuta às vítimas.
Segundo o papa, sobreviventes desses crimes precisam perceber um compromisso efetivo da instituição com a reparação dos danos e com a criação de ambientes mais seguros. Ele classificou os abusos como atos inaceitáveis e defendeu medidas firmes para evitar novos casos.




