O vereador Carlos Bolsonaro (PL) voltou a defender maior unidade entre lideranças da direita ao comparar a repercussão de dois casos recentes que atingiram nomes de peso da política nacional. Em publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (19), ele afirmou que setores da esquerda permaneceram em silêncio diante das investigações envolvendo o senador Jaques Wagner (PT), enquanto aliados do campo conservador fizeram críticas públicas ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
A declaração ocorre em meio às investigações sobre o caso Banco Master, que alcançaram Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado. Carlos utilizou o episódio para questionar o comportamento de políticos de direita após a divulgação de mensagens e áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro.

Segundo o vereador, a diferença de postura entre os dois grupos políticos enfraquece o campo conservador em períodos eleitorais.
“O jogo se repete toda a eleição”, escreveu Carlos, ao defender maior alinhamento entre lideranças de direita.
Carlos Bolsonaro repercute falta de união entre aliados
A publicação também amplia o desgaste entre integrantes do PL e do Partido Novo. Carlos citou indiretamente o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que se tornou um dos principais críticos de Flávio Bolsonaro após a divulgação do material relacionado a Vorcaro.
No início do mês, o vereador já havia apontado Zema como uma das lideranças que estariam atuando contra o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O episódio também motivou manifestações do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), que chegou a defender o rompimento da aliança entre o PL e o Novo na disputa presidencial.
A crítica mais contundente partiu justamente de Zema. Ao comentar o caso envolvendo Flávio Bolsonaro, o governador afirmou que cobrar recursos de empresários seria incompatível com o discurso adotado pela direita contra práticas atribuídas ao PT.
Apesar disso, dias depois, Zema declarou que o episódio era uma “página virada”, mas as declarações continuam gerando repercussão entre aliados do ex-presidente e aprofundando divergências dentro do campo conservador às vésperas da corrida eleitoral de 2026.




