A Polícia Federal concluiu que a aeronave da Voepass que caiu em Vinhedo (SP), em agosto de 2024, não reunia condições seguras para operar. O relatório final da investigação aponta que a empresa manteve o avião em atividade mesmo diante de falhas técnicas e problemas de manutenção considerados relevantes.
A investigação resultou no indiciamento de dirigentes e funcionários da companhia por suspeita de crimes relacionados ao acidente, que provocou a morte de 62 pessoas. As conclusões foram encaminhadas ao Ministério Público Federal, que decidirá sobre o eventual oferecimento de denúncia.

Falhas de manutenção da Voepass pesaram na conclusão
De acordo com a Polícia Federal, a apuração identificou irregularidades nos procedimentos de manutenção e no gerenciamento das condições de aeronavegabilidade do avião. O relatório sustenta que a aeronave operava sem atender aos requisitos de segurança exigidos para o transporte de passageiros.
As investigações também apontam que problemas técnicos já haviam sido registrados antes do acidente, mas a aeronave continuou realizando voos.
Caso segue para análise do Ministério Público
Com o encerramento do inquérito, caberá ao Ministério Público Federal analisar as provas reunidas e decidir se apresentará denúncia criminal contra os investigados.
O acidente da Voepass é considerado uma das maiores tragédias da aviação brasileira nos últimos anos e levou ao reforço da fiscalização sobre a manutenção de aeronaves e os procedimentos adotados pela companhia aérea.




