Envelhecer no Brasil também tem significado enfrentar um risco cada vez maior de perder o próprio patrimônio. Além dos golpes aplicados por criminosos, cresce o número de casos em que familiares tentam se aproveitar de idosos para obter dinheiro, imóveis ou outros bens, conforme apuração da Gazeta do Povo.
O problema vai desde empréstimos feitos sem autorização e transferências bancárias até pressão para assinar procurações, vender imóveis ou antecipar a divisão da herança. Em muitos casos, os abusos acontecem dentro da própria família, o que dificulta denúncias e a identificação das vítimas.
Golpes e abuso financeiro costumam acontecer em silêncio
O abuso financeiro normalmente começa de forma discreta. Um parente passa a controlar as contas do idoso, administra cartões bancários ou assume a movimentação do dinheiro. Com o tempo, esse controle pode abrir espaço para retiradas indevidas, venda de bens e outras decisões sem o consentimento da vítima.
Muitas pessoas idosas deixam de denunciar por medo de conflitos familiares, dependência emocional ou receio de perder o contato com filhos e netos. Em outros casos, sequer percebem que foram vítimas de um golpe ou de um abuso patrimonial.

Medidas de prevenção
Entre as recomendações estão manter o idoso informado sobre suas finanças, evitar entregar senhas e documentos pessoais a terceiros e acompanhar de perto movimentações bancárias e contratos. Também é importante buscar orientação jurídica antes de assinar procurações ou transferir imóveis e outros bens de alto valor.
Com o envelhecimento da população brasileira e o aumento do patrimônio acumulado por essa faixa etária, especialistas avaliam que a proteção financeira dos idosos deve ganhar ainda mais atenção nos próximos anos, tanto por parte das famílias quanto dos órgãos responsáveis pela fiscalização e pela defesa dos direitos dessa população.
Segundo informações da Gazeta do Povo.




