A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o parlamentar de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro pelos próximos 90 dias. A restrição foi determinada após Flávio divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo pai, o que o ministro considerou um descumprimento das regras impostas à prisão domiciliar do ex-presidente.
Em nota, a equipe de campanha classificou a medida como desproporcional e afirmou que a decisão interfere diretamente no período de articulações para as eleições. Segundo aliados, a proibição dificulta a comunicação entre pai e filho em um momento considerado importante para a definição da estratégia política.

Restrição para Flávio vale até depois do primeiro turno
A decisão impede que Flávio visite Jair Bolsonaro até depois do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Moraes também determinou que a defesa do ex-presidente esclareça, em até 48 horas, se ele autorizou a divulgação da carta publicada nas redes sociais.
Apesar das críticas da campanha, a determinação continua em vigor. O episódio amplia a disputa em torno das medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro e acrescenta um novo capítulo ao embate entre aliados do ex-presidente e o Supremo em meio ao calendário eleitoral.




