Os Estados Unidos anunciaram uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, alegando que o Brasil não adota medidas suficientes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho escravo em outros países. A cobrança se soma aos 25% já aplicados sobre parte das exportações nacionais, aumentando a pressão sobre o comércio entre os dois países.
A decisão foi tomada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que incluiu o Brasil em um grupo de 54 países considerados falhos na fiscalização de produtos ligados ao trabalho forçado. Segundo o órgão americano, a legislação brasileira não proíbe de forma direta a importação desses produtos para venda no mercado interno.
Brasil passa a estar entre os países mais afetados por nova tarifa
Com a nova cobrança, o Brasil continua entre os países mais atingidos pela política comercial do governo Donald Trump. Levantamento da Global Trade Alert mostra que a tarifa média sobre produtos brasileiros chega a 18,89%, ficando atrás apenas da China.

O governo brasileiro já esperava uma nova rodada de tarifas e tenta evitar que as cobranças sejam somadas integralmente. Integrantes do Ministério do Desenvolvimento defendem negociações com as autoridades americanas para reduzir os impactos sobre as exportações brasileiras.
A nova medida amplia a tensão comercial entre os dois países e pode aumentar a pressão sobre setores da economia que dependem das vendas para o mercado americano, enquanto seguem as negociações para tentar reverter ou reduzir as tarifas.




