Os programas anunciados pelo governo federal para entregadores de aplicativos seguem sendo alvo de críticas de parte da categoria. Trabalhadores afirmam que as medidas foram apresentadas em um momento de forte debate político e dizem que o principal problema da profissão continua sem solução: a baixa remuneração pelas entregas.
Entre as iniciativas está uma linha de crédito de cerca de R$ 4 bilhões destinada ao financiamento de motos e bicicletas elétricas para entregadores e mototaxistas. O programa começou a operar nesta semana, após o lançamento ter sido adiado por questões operacionais.
Entregadores dizem que crédito não resolve principal problema
Representantes de associações da categoria afirmam que facilitar o acesso ao crédito não resolve a situação de quem enfrenta dificuldades para obter renda suficiente com as corridas. Segundo eles, muitos profissionais não têm condições de assumir novos financiamentos enquanto os valores pagos pelas plataformas permanecem baixos.

Outro ponto de insatisfação envolve a tentativa do governo de regulamentar a atividade. Lideranças dos entregadores afirmam que temas considerados prioritários, como remuneração mínima, jornada de trabalho e maior proteção aos trabalhadores, não avançaram durante as negociações. A proposta acabou não sendo aprovada pelo Congresso.
Com a campanha eleitoral em andamento, o governo busca ampliar o diálogo com os profissionais de aplicativos. Parte da categoria, porém, afirma que as medidas anunciadas até agora não atendem às principais reivindicações e defende políticas voltadas ao aumento da renda, em vez da ampliação do acesso ao crédito.




