O governo brasileiro acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O pedido foi apresentado nesta segunda-feira (27) e marca o início de uma disputa internacional para tentar reverter as cobranças anunciadas pelo governo norte-americano.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, as medidas violam regras do comércio internacional e não são compatíveis com os acordos firmados pelos Estados Unidos na OMC. Nesta primeira etapa, Brasil e EUA terão um período de consultas para tentar chegar a um acordo antes que o caso avance para um painel de julgamento.
Tarifas atingem setores importantes da economia brasileira
Uma das medidas impôs uma tarifa extra de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação que analisou temas como comércio digital, pagamentos eletrônicos, combate à corrupção, propriedade intelectual, mercado de etanol e desmatamento ilegal.
A segunda decisão acrescentou uma tarifa de 12,5% sobre produtos nacionais depois de uma investigação sobre o combate ao trabalho forçado. As duas cobranças podem ser somadas em alguns casos.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o tarifaço alcança cerca de US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras para os Estados Unidos, o equivalente a 16,5% de tudo o que o país vende ao mercado americano. Entre os produtos afetados estão máquinas e equipamentos, madeira, calçados, móveis, roupas, gorduras e óleos. O governo afirma que vai buscar a revisão das medidas por meio das regras da OMC.





