A conta de energia elétrica voltou a pressionar o orçamento das famílias na primeira quinzena de julho. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a tarifa residencial subiu 3,03% e foi o principal fator de alta dos preços no período.
Mesmo com esse avanço, a prévia da inflação registrou alta de apenas 0,06%, abaixo dos 0,41% observados em junho. O resultado foi influenciado principalmente pela queda dos preços dos alimentos consumidos em casa.
Queda dos alimentos compensou parte da alta da energia elétrica
Os alimentos para consumo no domicílio ficaram, em média, 1,14% mais baratos na primeira metade de julho. Entre os produtos que mais recuaram estão o tomate, com queda de 19,95%, a batata-inglesa, que caiu 10,03%, e o café moído, com redução de 3,13%. Em sentido contrário, itens como cebola e pão francês registraram aumento de preços.
Apesar do alívio nas compras do supermercado, o reajuste da energia elétrica reduziu parte desse efeito positivo. O aumento foi impulsionado pela bandeira tarifária amarela e por reajustes autorizados para concessionárias em diferentes capitais do país.
Outras despesas também continuaram pressionando o orçamento das famílias. As tarifas de água e esgoto tiveram reajustes em algumas cidades, enquanto o gás encanado apresentou recuo no período.

Quem costuma fazer refeições fora de casa também sentiu novos aumentos. Os preços das refeições em restaurantes avançaram 0,66%, e os lanches ficaram 0,30% mais caros, mostrando que parte dos serviços de alimentação segue em trajetória de alta, mesmo com a desaceleração da inflação.




