Mesmo sem conseguir formar uma aliança com partidos do Centrão, aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmam que a campanha presidencial seguirá competitiva. Após meses de negociações sem acordo, o PL oficializou uma chapa formada apenas por integrantes do partido e passou a defender que a ausência de coligações não compromete as chances do candidato.
As conversas envolveram legendas como PP, União Brasil, Republicanos, MDB, PSDB, Podemos e Cidadania, mas nenhuma delas aderiu à candidatura. Com isso, Flávio terá menos tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que reúne uma coligação mais ampla.
PL aposta em discurso direto ao eleitor de Flávio
Integrantes da campanha avaliam que o crescimento das redes sociais reduz a dependência das alianças tradicionais e do tempo de televisão. Segundo aliados, a estratégia será concentrar esforços na comunicação digital e em agendas pelo país para ampliar o alcance das propostas do candidato.

Nos bastidores, dirigentes do PL também afirmam que a neutralidade adotada por partidos do Centrão evita concessões políticas e preserva maior autonomia para a campanha. A avaliação é de que eventuais apoios podem surgir ao longo da disputa, especialmente em um possível segundo turno.
A definição da chapa sem o apoio das principais legendas do Centrão marca uma das diferenças entre as campanhas dos dois principais concorrentes ao Planalto. Enquanto Lula entra na disputa com uma coligação maior e mais tempo de propaganda, o PL aposta na força da militância, na presença digital e na identificação do eleitorado conservador para compensar a falta de alianças nacionais.




