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Saúde no Brasil desperdiça até R$ 360 bilhões por ano, diz estudo

Saúde no Brasil desperdiça até R$ 360 bilhões por ano, diz estudo
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O sistema de saúde no Brasil desperdiça entre R$ 240 bilhões e R$ 360 bilhões por ano, segundo estimativa da Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Fesaúde) e do Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Estabelecimentos de Saúde do Estado de São Paulo (SindHosp). O cálculo considera parâmetros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aplicados aos gastos do setor no país.

O levantamento integra o documento “Os 5 Inegociáveis da Saúde: Uma Agenda para as Lideranças Políticas Brasileiras 2027-2030”, apresentado em 14 de setembro, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a assessores de saúde de campanhas presidenciais.

Ineficiências concentram maior parcela do desperdício na Saúde no Brasil

De acordo com o estudo, entre R$ 100 bilhões e R$ 150 bilhões são desperdiçados anualmente em razão do uso inadequado de tecnologias, compras ineficientes e falhas na operação dos serviços.

Outros R$ 89 bilhões a R$ 133 bilhões estão relacionados a exames e procedimentos desnecessários, cuidados de baixo valor, eventos adversos evitáveis e diferenças no tratamento de casos semelhantes. Já fraudes, corrupção, judicialização evitável, abusos e burocracia representam entre R$ 51 bilhões e R$ 77 bilhões.

O setor de saúde movimenta cerca de R$ 1,19 trilhão por ano, equivalente a 9,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Segundo as entidades, uma redução de 20% no desperdício potencial poderia liberar entre R$ 48 bilhões e R$ 72 bilhões por ano.

Repetição de exames também aparece entre os problemas

O levantamento aponta ainda que a falta de compartilhamento de resultados entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e a saúde suplementar contribui para a repetição de exames de imagem e laboratoriais. O custo estimado desse problema fica entre R$ 15 bilhões e R$ 25 bilhões por ano.

As estimativas foram apresentadas como parte de uma agenda para o período de 2027 a 2030, com propostas voltadas à discussão sobre eficiência e gestão dos recursos destinados à saúde no Brasil.

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Marco Antonio Costa
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