Os gastos de campanha de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) já ultrapassaram juntos R$ 122 milhões na corrida presidencial de 2026. A uma semana do primeiro turno, os dois candidatos já consumiram uma parcela significativa do teto de R$ 88,9 milhões estabelecido para cada candidatura pela Justiça Eleitoral. Os dados consideram despesas declaradas até 25 de setembro.
Lula aparece na frente em valores desembolsados, com R$ 65,68 milhões registrados. O montante corresponde a cerca de 74% do limite permitido, deixando aproximadamente R$ 23,2 milhões disponíveis para despesas até a votação de 4 de outubro.
Gastos de campanha concentram-se nas duas principais candidaturas
Flávio Bolsonaro declarou R$ 57,2 milhões em despesas, equivalente a pouco mais de 64% do teto. Com isso, o candidato ainda teria cerca de R$ 31,7 milhões disponíveis para utilizar até o fim do primeiro turno.
A diferença em relação aos demais concorrentes é significativa. Ronaldo Caiado (PSD) aparece em terceiro lugar, com R$ 24,54 milhões declarados, mas os dados dele são de 18 de setembro, enquanto os números de Lula e Flávio considerados no levantamento chegam a 25 de setembro.
Na sequência aparecem Romeu Zema (Novo), com R$ 4,32 milhões, Renan Santos (Missão), com R$ 1,28 milhão, e Augusto Cury (Avante), com R$ 440,1 mil em despesas. Os valores mostram uma distância expressiva entre as duas campanhas que concentram os maiores gastos e os demais candidatos.
Teto pode aumentar em caso de segundo turno
O limite de despesas foi mantido nos mesmos valores definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2022. Caso haja segundo turno, as candidaturas que avançarem poderão gastar até 50% a mais, o que representa aproximadamente R$ 44 milhões adicionais para cada campanha.
A legislação eleitoral prevê multa equivalente a 100% do valor excedente caso um candidato ultrapasse o teto. Dependendo das circunstâncias, a irregularidade também pode ser analisada como possível abuso do poder econômico.





