O Partido Liberal (PL) oficializou nesta quarta-feira (4) a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal. Ex-ministro do Desenvolvimento Regional no governo Jair Bolsonaro e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), Marinho terá como principal adversário o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição com apoio de partidos da base governista e de outras siglas.
O lançamento da candidatura ocorreu em Brasília. Marinho afirmou que recebeu o apoio de 33 senadores presentes à reunião. O PL pretende ampliar a articulação com parlamentares da oposição e buscar votos de integrantes de partidos que já declararam apoio a Alcolumbre.

PL tenta reunir oposição contra Alcolumbre com Rogério Marinho
Entre os participantes do encontro estavam os senadores Magno Malta (PL-ES) e Marcos Pontes (PL-SP), além de Carlos Bolsonaro (PL-SC) e Deltan Dallagnol (Novo-PR), ambos eleitos para o Senado. Também participaram deputados federais e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Alcolumbre já conta com o apoio anunciado de União Brasil, PDT, PT, MDB, PSD e PP. A articulação do PL busca atrair parlamentares que não estejam alinhados à decisão de suas legendas e ampliar o número de votos para a disputa.
O atual presidente do Senado também tem o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que defende sua recondução ao comando da Casa.

Tereza Cristina também aparece como alternativa
Outra possibilidade da oposição é a candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo Bolsonaro. Ela foi sondada por Flávio Bolsonaro para ocupar a vaga de vice em sua chapa presidencial, mas demonstrou interesse em disputar a presidência do Senado.
Marinho afirmou que pretende construir uma aliança com a parlamentar para evitar a divisão de votos da oposição. “Tereza é nossa parceira, está do mesmo lado, comungamos das mesmas bandeiras e dos mesmos propósitos e juntos faremos o possível para derrotarmos o atual presidente”, declarou.
A eleição para a presidência do Senado será realizada em fevereiro de 2027, na abertura da próxima sessão legislativa. O resultado definirá quem comandará a Casa pelos próximos 2 anos.




