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Rogério Marinho articula ofensiva para impedir Alcolumbre no Senado

Rogério Marinho articula ofensiva para impedir Alcolumbre no Senado
Foto: Ton Molina/Agência Senado

Rogério Marinho entrou na disputa para barrar a recondução de Davi Alcolumbre à presidência do Senado. Ao lado de Tereza Cristina, o senador do PL articula uma estratégia para reunir votos da direita e do Centrão e construir uma candidatura capaz de derrotar o atual comando da Casa em fevereiro de 2027.

A movimentação prevê que os dois parlamentares atuem inicialmente em frentes distintas, buscando apoio em diferentes grupos políticos. Depois, a intenção é unificar as forças em torno de um único nome para enfrentar Alcolumbre.

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(Foto: Reprodução/Estadão)

Rogério Marinho aposta na oposição para conquistar votos

Oficializado pelo PL em 4 de novembro, Marinho concentra sua articulação entre parlamentares da oposição conservadora. Entre suas principais bandeiras estão a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, limites às decisões monocráticas e mudanças nas competências do Supremo Tribunal Federal (STF).

Tereza Cristina, por sua vez, aposta no diálogo com partidos do Centrão e na busca por apoio da bancada feminina. Uma eventual vitória também abriria caminho para a eleição da primeira mulher à presidência do Senado.

Rogério Marinho e Tereza Cristina calculam votos contra Alcolumbre

A eleição exige pelo menos 41 votos entre os 81 senadores. Pelas estimativas apresentadas na reportagem, Marinho teria inicialmente 32 apoios, enquanto Tereza Cristina partiria de uma base entre 12 e 15 parlamentares.

A soma indica potencial para formar maioria, mas a transferência de votos não é garantida. Como a votação é secreta, os aliados não têm como assegurar que todos os apoiadores de um candidato votarão no outro.

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Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O professor Rubens Beçak, especialista em Teoria Geral do Estado, alertou que a desistência de um dos nomes em favor do outro pode acabar beneficiando Alcolumbre.

A negociação também envolve a possibilidade de dividir espaços na Mesa Diretora e em comissões estratégicas, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A escolha do candidato que liderará a chapa dependerá da capacidade de ampliar os apoios e consolidar uma aliança competitiva.

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Marco Antonio Costa
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