Capital One adquire Brex, fintech brasileira, por US$ 5,15 bilhões

Pedro Franceschi e Henrique Dubugras/Brex | Imagem: divulgação
Pedro Franceschi e Henrique Dubugras/Brex | Imagem: divulgação

Destaques

  • Brex, fundada por brasileiros, foi adquirida pela Capital One por US$ 5,15 bilhões (50% em dinheiro e 50% em ações).
  • O valor da venda (US$ 5,15 bi) é bem inferior ao pico de valuation de US$ 12,3 bilhões em 2021.
  • A operação combina tecnologia de gestão de despesas e cartões corporativos da Brex com escala e análise de crédito da Capital One.
  • Esperança de continuidade: Pedro Franceschi deve seguir à frente da Brex após o fechamento, previsto para 2026.

 

Tempo de leitura estimado: 6 minutos

 

 

Introdução

A venda da Brex para a Capital One foi anunciada em 22 de janeiro de 2026. O acordo, avaliado em aproximadamente US$ 5,15 bilhões, combina pagamento em dinheiro e ações (50%/50%). Reportagens e apurações sobre o negócio foram publicadas por veículos como InfoMoney e CNN Brasil, com análises complementares em Desbugados e NeoFeed.

 

Brex startup brasileira: o que se sabe sobre a venda para a Capital One e os números do negócio

A aquisição coloca a Brex em um novo capítulo após anos de crescimento acelerado. O valor divulgado é de US$ 5,15 bilhões, com estrutura de pagamento 50% em dinheiro e 50% em ações, segundo o InfoMoney. A cobertura da CNN Brasil contextualiza que a transação ocorre bem abaixo do pico de valuation alcançado em 2021.

 

Estrutura do negócio e leitura estratégica

O acordo evidencia a mudança do mercado: juros mais altos e exigência por lucratividade reduziram valuations de fintechs. Para a Capital One, a aquisição significa acesso a tecnologia focada em empresas em crescimento; para a Brex, significa acesso à capacidade de financiamento, escala regulatória e análise de crédito de um banco tradicional. Essas interpretações aparecem em apurações do InfoMoney e do Desbugados.

 

Continuidade da liderança

A CNN Brasil informou que Pedro Franceschi deve continuar à frente da Brex dentro da estrutura da Capital One após o fechamento, previsto para 2026 — sinal comum em aquisições que buscam preservar o “DNA” do produto.

 

Quem são os fundadores Henrique Dubugras e Pedro Franceschi e como nasceu a Brex

A Brex foi fundada em 2017 por Henrique Dubugras e Pedro Franceschi, empreendedores brasileiros com histórico em pagamentos. Antes da Brex, ambos cofundaram a Pagar.me, vendida para a Stone em 2016. Perfis e relatos sobre essa trajetória estão disponíveis em fontes como Remessa Online e a cobertura da CNN Brasil.

 

A ideia surgiu enquanto os fundadores estudavam em Stanford, ao identificarem dificuldades que startups enfrentavam para obter crédito em bancos tradicionais. O projeto atraiu apoio de investidores notáveis do ecossistema de tecnologia, como Peter Thiel e Max Levchin, conforme registrado por Remessa Online e coberto pelo InfoMoney.

 

Afinal, a Brex é brasileira ou americana? Entenda o rótulo de “startup brasileira”

O rótulo de “startup brasileira” decorre dos fundadores e da origem empreendedora; juridicamente e operacionalmente, a Brex é uma empresa americana, sediada em San Francisco, com foco no mercado dos EUA. Explicações detalhadas constam em textos como o do Remessa Online, na cobertura da CNN Brasil e na página da Wikipedia.

 

A empresa manteve um time no Brasil — cerca de 100 funcionários em um total de ~1.000 colaboradores, conforme apurado pelo InfoMoney — mas sem operações comerciais direcionadas ao público brasileiro.

 

O que a Brex faz: cartões corporativos, gestão de despesas e pagamentos com apoio de IA

A plataforma da Brex integra cartões corporativos, gestão de despesas, controles em tempo real e automação com apoio de inteligência artificial. O Remessa Online descreve produtos e características-chave:

 

  • Cartões corporativos com limites elevados e emissão virtual rápida, avaliação baseada em fluxo de caixa.
  • Gestão de despesas com relatórios, integrações com ERPs e controles em tempo real.
  • Serviços bancários corporativos, rendimento de caixa reportado (4,88% em produtos de caixa) e ferramentas para pagamentos e viagens.
  • Automação para pagamentos, recebíveis e conformidade, com camadas de IA para reduzir fricções.

 

O foco em gestão de despesas e compliance ajuda a explicar o interesse de um banco tradicional: serviços recorrentes e alto volume transacional geram fidelização e oportunidades de cross-sell, conforme apontado pelo InfoMoney.

 

Base de clientes e expansão internacional: 30 mil empresas e licença na União Europeia

A Brex afirma atender cerca de 30 mil empresas, incluindo clientes como DoorDash, Robinhood e Anthropic, operando em mais de 50 países, de acordo com o InfoMoney e a CNN Brasil.

 

Na Europa, a empresa obteve licenciamento via Holanda e apresentava planos para o Reino Unido, movimento citado pelo InfoMoney e comentado por Desbugados.

 

Receita, crescimento e investidores: o que os números indicam

Dados públicos e apurações indicam que a Brex reportou mais de US$ 500 milhões em receita recorrente anual (ARR) em meados de 2023, com crescimento ~50% ano a ano, conforme o Remessa Online. O quadro de pessoal rondava ~1.000 funcionários, com cerca de 100 no Brasil (InfoMoney).

 

Entre os investidores que financiaram a expansão estão nomes como Tiger Global, Y Combinator, GIC e Ribbit Capital, citados pelo InfoMoney.

 

Por que a Capital One comprou a Brex: escala, análise de crédito e avanço em pagamentos corporativos

A aquisição responde a uma lógica complementar: bancos têm capital, compliance e capacidade de análise de risco; fintechs têm produto ágil e tecnologia de experiência. Para a Capital One, a compra acelera presença no segmento B2B e em pagamentos empresariais, aproveitando clientes e licença internacional já conquistada pela Brex (Desbugados e InfoMoney).

 

A queda do valuation: de US$ 12,3 bilhões em 2021 para US$ 5,15 bilhões em 2026

A Brex foi avaliada em US$ 12,3 bilhões em 2021 e agora é vendida por US$ 5,15 bilhões, conforme apurado por InfoMoney, CNN Brasil e análises do NeoFeed.

 

Esse movimento reflete principalmente: mudança na precificação do risco, busca por fundamentos (margens e eficiência) e processos de consolidação em que grandes instituições absorvem tecnologia e base de clientes.

 

Impactos para o ecossistema de startups e para empreendedores brasileiros

A história da Brex simboliza sucesso de empreendedores brasileiros no exterior e levanta debates sobre por que empresas com grande potencial acabam estruturando-se fora do Brasil para acessar capital e previsibilidade regulatória. Matérias do Remessa Online e da CNN Brasil exploram essa narrativa.

 

A presença de ~100 funcionários no Brasil indica que o país segue competitivo em talento técnico; o desafio é converter essa vantagem em mais empresas sediadas localmente.

 

O que muda para clientes e para o mercado: integração e próximos passos em 2026

Após o anúncio (22/01/2026), os próximos passos incluem aprovações regulatórias e o processo de integração. Segundo a cobertura, Pedro Franceschi deve permanecer liderando a operação da Brex dentro da Capital One durante e após a integração (CNN Brasil).

 

Para clientes, normalmente há duas expectativas: ganhos potenciais (maior estabilidade de funding, expansão de serviços e reforço de compliance) e riscos (mudanças em políticas comerciais, ajustes de preço ou reestruturações).

 

Conclusão

A venda da Brex por US$ 5,15 bilhões é ao mesmo tempo um marco de sucesso para os fundadores e um retrato do ambiente atual de capital: mais seletivo e orientado a fundamentos. A execução da integração entre Capital One e Brex definirá se a operação será um caso de aceleração tecnológica ou se enfrentará choques culturais e burocráticos que reduzam o valor estratégico.

 

Fontes e Referências

 

Perguntas Frequentes

A Brex é uma empresa brasileira?

Juridicamente e operacionalmente, a Brex é americana, sediada em San Francisco. O rótulo “startup brasileira” refere-se aos fundadores e à origem empreendedora. Fontes: Remessa Online, InfoMoney.

 

O que muda para clientes da Brex?

A curto prazo, a expectativa é de continuidade com possibilidade de ganhos (maior estabilidade financeira e expansão de serviços) e riscos (ajustes de política comercial, preços ou reestruturação). A integração requer atenção porque produtos de pagamentos e gestão de despesas impactam a rotina financeira dos clientes.

 

Por que o valuation caiu tanto desde 2021?

Principais razões: mudança na precificação do risco com juros mais altos, maior exigência por governança e rentabilidade, e ajuste geral de valuations no setor de fintechs. A diferença entre US$ 12,3 bi (2021) e US$ 5,15 bi (2026) foi amplamente comentada em análises do NeoFeed e do InfoMoney.

 

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