Bradock Show Especial 18/12/25 – Serrão, Constantino, Nikolas, Carol Sponza, Satiê e Douglas Garcia

Bradock Show (18/12/2025): cassações na Câmara, operação no INSS, indicação ao STF e PL da dosimetria dominam debate

Na edição de quinta-feira, 18 de dezembro de 2025, do programa Bradock Show (YouTube e TV), foram discutidas as cassações dos mandatos de Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro, desdobramentos da operação “Sem Desconto” sobre desvios no INSS, a articulação política em torno da indicação de Jorge Messias ao STF, além da aprovação do PL da dosimetria no Senado e a judicialização do tema no Supremo.

Introdução

O programa reuniu comentários do apresentador Sebastião “Serrão”, de Carol Sponza, Rafael Satiê, Douglas Garcia e do colunista Rodrigo Constantino, além de entrevista com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Os participantes analisaram decisões do Legislativo e do Judiciário, investigações em curso e o ambiente político com foco nas eleições de 2026, sempre a partir de leituras e interpretações apresentadas no debate.


Cassação de mandatos: Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro

Decisões atribuídas à Mesa Diretora da Câmara

No programa, foi noticiado que a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu cassar:

  • Alexandre Ramagem (PL-RJ), após condenação com trânsito em julgado no Supremo Tribunal Federal (STF), mencionada como relacionada a uma “suposta trama golpista” de 2022, com pena citada de 16 anos, 1 mês e 15 dias.
  • Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por acúmulo de faltas enquanto estaria nos Estados Unidos desde fevereiro, sem autorização, segundo a narrativa apresentada.

Argumentos jurídicos mencionados no debate

Rodrigo Constantino e Carol Sponza afirmaram que, no caso de Ramagem, a cassação deveria ser submetida ao Plenário, citando o art. 55 da Constituição Federal como base para sustentar que a Mesa Diretora não teria competência para declarar a perda de mandato nessa hipótese. No caso de Eduardo Bolsonaro, foi alegado que deveria haver ampla defesa e que haveria possibilidade de votações remotas no contexto atual.

Observação técnica (contextualização): o art. 55 da Constituição Federal prevê hipóteses de perda de mandato e procedimentos distintos conforme o caso, incluindo situações em que a decisão é do Plenário e outras em que há declaração pela Mesa, com garantias processuais.


Operação “Sem Desconto”: novas prisões e citações a vínculos políticos

Prisões e valores citados

O programa informou que a Polícia Federal (PF) deflagrou nova fase da operação “Sem Desconto”, com:

  • 52 mandados de busca e apreensão
  • 16 prisões preventivas
  • estimativa de desvios que “podem chegar a R$ 6,3 bilhões

Foram citadas prisões de Romeu Carvalho Antunes Filho e Eric Fidelis, identificados como filhos de ex-dirigentes ligados ao INSS, além de menções ao lobista conhecido como “careca do INSS”.

Menções ao entorno do governo e à família do presidente

Os comentaristas associaram, com base em informações atribuídas à investigação, transferências financeiras e relações pessoais a uma empresária citada como Roberta Luxinger, apontada no programa como “amiga” do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também foi dito que o presidente teria declarado que, se houvesse envolvimento de familiar, “poderia investigar”.

O programa ainda mencionou que o senador Weverton Rocha (PDT-MA) teria sido alvo de busca e apreensão autorizada pelo STF (por foro), com apreensão de bens e menção a uso compartilhado de aeronave com investigado.

Nota de precisão: o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Previdência Social. Em investigações com autoridades com foro, medidas podem depender de autorização do STF, conforme regras de competência.


Indicação de Jorge Messias ao STF e articulações no Senado

Telefonemas e “campanha” por votos

Foi relatado que o presidente Lula teria pedido a ministros e aliados que ligassem a senadores para pedir apoio à indicação de Jorge Messias (Advogado-Geral da União) ao STF, com resistências citadas no Senado, especialmente envolvendo Davi Alcolumbre e preferências por outros nomes.

Os comentaristas discutiram os critérios constitucionais para ministro do STF — notório saber jurídico e reputação ilibada — e criticaram, em tom analítico, a prática de articulação como “campanha”, segundo a leitura apresentada no programa.

Relação com sanções internacionais

Também foi mencionado que haveria, segundo reportagem citada no debate (atribuída ao portal Metrópoles), uma lógica de troca política envolvendo a retirada de sanções internacionais contra o ministro Alexandre de Moraes, com expectativa de apoio à indicação no Senado.

Contexto: a nomeação de ministro do STF é competência do Presidente da República, com aprovação do Senado Federal (art. 101 da Constituição). A sabatina ocorre na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), seguida de votação em plenário.


PL da dosimetria: aprovação no Senado e judicialização no STF

Resultado da votação e próximos passos

O programa informou que o PL da dosimetria foi aprovado no Senado por 48 votos a 25, com foco em redução de penas relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Foi dito que partidos de esquerda entraram com mandado de segurança no STF, direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, alegando vícios formais, inclusive sobre tramitação e bicameralismo.

Gleisi Hoffmann (PT) foi citada como tendo declarado que o presidente Lula vetaria o projeto. Os debatedores avaliaram que, em caso de veto, caberia ao Congresso analisar eventual derrubada.

Esclarecimento institucional:
Mandado de segurança é ação constitucional para proteger direito líquido e certo diante de ilegalidade/abuso de poder.
– A alegação de “violação do devido processo legislativo” é frequentemente usada em judicializações no STF, mas a admissão depende do caso concreto e da jurisprudência.

Repercussão internacional citada

Os participantes mencionaram reportagens atribuídas a veículos internacionais (Washington Post, La Nación e Reuters) sobre possíveis efeitos do projeto em condenações futuras, incluindo projeções sobre prisão domiciliar e redução de penas — sempre como leitura repercutida no programa, sem detalhamento do texto legislativo no transcript.


Entrevista com Nikolas Ferreira: estratégia eleitoral, base social e comunicação

Principais pontos defendidos pelo deputado

Na entrevista, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que não há “bala de prata” para a direita e listou prioridades:

  • foco em eleger maiorias na Câmara e principalmente no Senado (como contrapeso institucional);
  • fortalecimento de trabalho de base;
  • investimento em mídia e produção cultural alinhadas ao campo conservador;
  • construção de alianças políticas sem “puritanismo”, mantendo princípios.

Ele também comentou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, destacando desempenho em entrevistas e defendendo ampliação do diálogo com setores de centro e atores políticos diversos.

Resposta a críticas sobre “apoio tímido”

Nikolas Ferreira respondeu a críticas de que teria feito apoio “tímido” a determinadas pautas e candidaturas, citando participação em mobilizações e ações políticas sobre o tema do 8 de janeiro, além de argumentar que parte das críticas viria de um ambiente digital polarizado.


Saúde de Jair Bolsonaro e decisões judiciais sobre visitas e entrevistas

O programa afirmou que Michelle Bolsonaro teria relatado dificuldade para visitar Jair Bolsonaro por falta de resposta a uma petição, e que, posteriormente, Alexandre de Moraes autorizou:

  • visitas em dias fixos (citados como terças e quintas),
  • fisioterapia (em dias úteis, durante o “banho de sol”),
  • recebimento de cartas,
  • e uma entrevista ao portal Metrópoles.

Também foram mencionadas alegações sobre necessidade de cirurgia de hérnia, discutidas como tema de saúde e de tramitação de pedidos.


Ministério da Cultura: TCU aponta falhas em prestação de contas

No encerramento, foi relatado que o Tribunal de Contas da União (TCU) teria identificado acúmulo de 29,7 mil projetos sem análise de prestação de contas no Ministério da Cultura, com referência a R$ 22 bilhões em recursos sem verificação de destinação, além de controles em planilhas e risco de prescrição de cobranças.

O programa afirmou que o ministério teria respondido que os dados seriam preliminares e que gestões anteriores teriam “mascarado” o problema.

Nota de contexto: o TCU é o órgão responsável por fiscalizar a aplicação de recursos federais e pode determinar correções, responsabilizações e recomendações de governança, conforme auditorias.


Principais pontos (resumo)

  • Cassações de Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro foram atribuídas à Mesa Diretora da Câmara, com contestação jurídica citando o art. 55 da Constituição e garantias de defesa.
  • Operação “Sem Desconto” teve nova fase com buscas e prisões; o programa citou conexões políticas e repercussões envolvendo senador e pessoas do entorno do governo.
  • Debate sobre articulação para indicação de Jorge Messias ao STF, incluindo resistência no Senado e menção a pedidos de apoio.
  • PL da dosimetria aprovado no Senado (48×25) e judicializado por partidos de esquerda via mandado de segurança no STF; Lula teria indicado veto.
  • Entrevista com Nikolas Ferreira abordou estratégia eleitoral, alianças, comunicação e ambiente de polarização nas redes.
  • TCU teria apontado falhas de controle e prestação de contas no Ministério da Cultura, envolvendo valores bilionários.

Conclusão

A edição de 18/12/2025 do Bradock Show concentrou-se em eventos legislativos e judiciais com impacto direto no cenário político: cassações parlamentares, investigações sobre desvios no INSS, a tramitação do PL da dosimetria e articulações para uma vaga no STF. O programa também repercutiu apontamentos do TCU sobre governança no Ministério da Cultura e discutiu, em entrevista, estratégias de comunicação e alianças para 2026.

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