Bradock Show 13/01/26 – Emilinho Surita, Constantino, Juliana Leite e Dárcio Bracarense

Bradock Show (13/01/2026): programa debate prisão de Jair Bolsonaro, inquéritos no STF, articulação para 2026, reforma tributária e medidas sobre Pix

No dia 13 de janeiro de 2026, o programa Bradock Show, apresentado por Emilinho Surita e transmitido no YouTube e em emissoras citadas na atração, reuniu comentários de Rodrigo Constantino, Juliana Moreira Leite e Dárcio Bracarense sobre temas políticos e econômicos do noticiário, incluindo relatos sobre a prisão de Jair Bolsonaro, movimentações no STF, articulações eleitorais para 2026, medidas de fiscalização envolvendo Pix e repercussões internacionais relacionadas ao Irã e aos Estados Unidos.

Introdução

A edição abordou, em sequência, declarações atribuídas a Flávio Bolsonaro sobre as condições de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, pedidos de parlamentares para vistoria de cela, movimentações jurídicas no Supremo Tribunal Federal (STF), além de temas de economia (reforma tributária e regras de reporte de transações financeiras) e política internacional (Irã e anúncios do presidente dos EUA, Donald Trump).

Ao longo do programa, os participantes apresentaram avaliações e interpretações próprias, com críticas e comparações a casos anteriores, e comentaram impactos políticos e econômicos das medidas discutidas.


Condições de prisão de Jair Bolsonaro e pedidos de vistoria

Flávio Bolsonaro relata “tortura psicológica” e restrições de visita

O programa repercutiu declarações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, mencionando “tortura psicológica” e condições como:

  • barulho constante de ar-condicionado;
  • visitas limitadas a 30 minutos, duas vezes por semana;
  • pedido por “prisão domiciliar humanitária”, sob argumento de necessidade de cuidados contínuos.

Pedido de Magno Malta e críticas ao tratamento prisional

Foi mencionado que o senador Magno Malta buscou autorização junto à Polícia Federal para vistoriar a cela. Os comentaristas compararam, em suas análises, a situação relatada com a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2018–2019 (quando Lula ficou detido em sala na Superintendência da PF em Curitiba), citando diferenças de rotina e regras de visitação.


STF: recursos, precedentes e hipótese de inquérito por vazamentos

Decisão de Alexandre de Moraes sobre recurso da defesa

O programa afirmou que o ministro Alexandre de Moraes (STF) teria negado recurso da defesa de Jair Bolsonaro, com referência a um precedente atribuído ao STF em 2012, citado no debate como ligado ao julgamento da Ação Penal 470 (caso “Mensalão”). Na conversa, os participantes sustentaram que o precedente teria sido invocado para discutir enquadramento penal (diferenças entre coautoria e associação criminosa), e que o ministro teria considerado o recurso “incabível”.

Nota de precisão (contexto público): a Ação Penal 470 foi julgada pelo STF em 2012 e envolveu debates sobre tipificações penais, incluindo formação de quadrilha (à época, artigo 288 do Código Penal; depois reformulado como associação criminosa). O programa, porém, não detalha peças processuais específicas além de citar o precedente.

STF cogita apurar suposta quebra de sigilo de ministros

Outro tema foi a hipótese de abertura de apuração para investigar suposta quebra de sigilo fiscal/bancário de ministros do STF, com menção à Receita Federal e ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Os participantes interpretaram o episódio como disputa institucional e comentaram reportagens sobre contratos e operações financeiras envolvendo ministros e familiares.


Articulação da direita para 2026: apoio de Milei e cenário com Tarcísio e Zema

Declaração de Milei e interação em redes sociais

A atração disse que o presidente da Argentina, Javier Milei, teria declarado apoio à família Bolsonaro e “curtido” publicação do canal do programa sobre uma aliança com Flávio Bolsonaro.

Tarcísio, Zema e negociações políticas

O programa também discutiu:

  • a expectativa de posicionamento do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sobre 2026;
  • sugestão atribuída a Ciro Nogueira (PP) de que Romeu Zema (governador de Minas Gerais) poderia ser vice em uma chapa, com menção a acenos ao “centro”.

Os comentaristas divergiram sobre o grau de apoio público de Tarcísio e sobre como o campo conservador deveria se organizar para o pleito.


Lulinha e investigação no caso do INSS: pedido de prisão preventiva citado no programa

O programa afirmou que Luiz Cláudio Lula da Silva (Lulinha) teria viajado para Madri em meio a investigação da Polícia Federal relacionada a um suposto esquema envolvendo o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Foi citado que um advogado identificado como “Chiquinho” teria pedido ao ministro André Mendonça (STF) a prisão preventiva e/ou medidas cautelares, alegando risco à aplicação da lei penal.

Os participantes trataram o pedido como estratégia para evidenciar “duplo padrão” em comparação com outras decisões judiciais mencionadas no debate.


Economia: reforma tributária, comitê gestor do IBS e “Big Brother fiscal”

Reforma tributária: CBS e IBS e comitê gestor

O programa afirmou que a reforma tributária “entrou em vigor” em 1º de janeiro, e citou a consolidação de tributos em dois principais (CBS e IBS), além da sanção do Comitê Gestor do IBS, descrito pelos participantes como estrutura de grande centralização de dados e arrecadação.

Nota de contexto (público): a reforma tributária do consumo foi aprovada por emenda constitucional em 2023 (Emenda Constitucional nº 132/2023) e sua regulamentação vem sendo discutida e aprovada por leis complementares. O IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) é de competência compartilhada entre estados e municípios, e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) é federal.

Debate sobre notas fiscais, adaptação e prazos

Na conversa, foram citados marcos de transição (incluindo 2026 como “ano de treino” e 2027 como início de cobrança plena, conforme interpretação apresentada no programa), com alerta de impacto para autônomos e empresas em adaptação de emissão fiscal.


Pix e reporte de movimentações: justificativa de combate ao crime e críticas no programa

Regras de reporte e menções a instruções normativas

O programa afirmou que, a partir de fevereiro, fintechs e instituições de pagamento deveriam reportar à Receita movimentações mensais acima de determinados valores, e debateu o tema como ampliação de fiscalização sobre transações via Pix.

Foi exibido trecho de fala do deputado Nikolas Ferreira, que atribuiu à Receita Federal mudanças normativas envolvendo instituições de pagamento, citando a Instrução Normativa RFB nº 2.278/2025 e referência a regras de reporte previstas em norma anterior (mencionada no vídeo como de 2015), com o argumento de que o monitoramento retornaria de forma “disfarçada”.

Nota de precisão (contexto público): a Receita Federal regula obrigações acessórias de prestação de informações por meio de instruções normativas. A caracterização de “monitoramento” e seus limiares práticos depende do conteúdo exato das normas e da forma de fiscalização (ex.: e-Financeira e declarações acessórias), ponto que foi tratado no programa sob perspectiva crítica dos comentaristas.


Política internacional: Irã, nota do Itamaraty e tarifa anunciada por Trump

Execução no Irã e posição do Itamaraty

O programa afirmou que o Irã teria marcado a execução de um manifestante e citou números de mortos e presos em repressões desde dezembro (dados apresentados sem detalhamento de fonte no debate). Sobre o Brasil, foi dito que o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) teria defendido “diálogo pacífico” e que caberia aos iranianos decidir seu futuro. Os participantes criticaram a linha diplomática mencionada.

Tarifa de 25% e impacto em exportações brasileiras ao Irã

Também foi comentado anúncio atribuído ao presidente dos EUA, Donald Trump, de tarifa de 25% a países que façam negócios com o Irã. O programa citou que o Brasil teria exportado US$ 2,9 bilhões ao Irã em 2025 (com predominância de milho e soja) e discutiu se o governo brasileiro adotaria postura pragmática para evitar prejuízos ao agronegócio.


Principais pontos (resumo)

  • Prisão de Jair Bolsonaro: Flávio Bolsonaro relatou condições que classificou como “tortura psicológica”; Magno Malta teria pedido vistoria da cela.
  • STF: debate sobre negativa de recurso por Alexandre de Moraes e referência a precedente do STF no julgamento da AP 470 (Mensalão); comentaristas analisaram possibilidade de inquérito por suposta quebra de sigilo envolvendo Receita e Coaf.
  • Eleições 2026: programa discutiu apoio de Javier Milei aos Bolsonaro e especulações sobre Tarcísio de Freitas e Romeu Zema.
  • Caso INSS: foi citado pedido de prisão preventiva de Lulinha e viagem para a Espanha em meio a investigação.
  • Reforma tributária: debate sobre CBS/IBS, comitê gestor e possíveis impactos para contribuintes e empresas no período de transição.
  • Pix e fiscalização: discussão sobre normas da Receita e ampliação de obrigações de informação por instituições de pagamento.
  • Irã e EUA: crítica à posição diplomática brasileira e debate sobre possível tarifa norte-americana e efeitos no comércio Brasil–Irã.

Conclusão

A edição de 13/01/2026 do Bradock Show reuniu comentários sobre temas jurídicos, políticos, econômicos e internacionais, com foco em relatos sobre a prisão de Jair Bolsonaro, movimentações no STF e impactos de mudanças regulatórias e tributárias na economia. No campo externo, o programa discutiu a repressão no Irã, a postura do Itamaraty e potenciais efeitos de medidas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos.

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