Bradock Show (15/01/2026): transferência de Bolsonaro, liquidação da Reag e novas conexões no caso Banco Master dominaram o debate
No programa “Bradock Show” exibido em 15 de janeiro de 2026, com apresentação de Emilinho Surita e participação de Silvio Navarro, Dárcio Bracarense e Cristina Graeml, foram discutidas atualizações sobre a transferência de Jair Bolsonaro para o complexo prisional da Papuda (DF), a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos pelo Banco Central e desdobramentos do caso Banco Master, além de investigações da Polícia Federal e movimentações para a disputa presidencial.
Introdução
A edição do “Bradock Show” desta quinta-feira (15/01/2026) concentrou-se em temas políticos, jurídicos e de segurança pública que vêm ganhando repercussão em Brasília e na imprensa nacional. Entre os assuntos abordados estiveram decisões atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes (STF), ações do Banco Central do Brasil (BCB), reportagens citadas de veículos como Metrópoles e CNN, além de operações da Polícia Federal envolvendo fraudes em licitações.
Ao longo do programa, os participantes apresentaram análises e interpretações sobre os fatos, com ênfase em conexões políticas e institucionais associadas aos casos mencionados.
Transferência de Jair Bolsonaro para a Papuda e decisão atribuída a Alexandre de Moraes
O que foi relatado no programa
Os participantes afirmaram que Jair Bolsonaro foi transferido da custódia da Polícia Federal para a “Papudinha” (referência comum ao Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal), por determinação atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o que foi dito no debate:
- Bolsonaro ficaria em cela separada de Anderson Torres e Silvinei Vasques (nomes citados no programa).
- Teria sido autorizada uma visita excepcional de familiares por três horas após a transferência.
- Os comentaristas avaliaram que o novo local teria espaço físico maior, o que permitiria mais mobilidade e eventual suporte de profissionais de saúde.
Pontos de comparação levantados pelos comentaristas
Silvio Navarro e Cristina Graeml compararam as condições relatadas no caso de Bolsonaro com o período de prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, citando que Lula teria permanecido em sala especial na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba e recebido visitas e entrevistas durante o período.
Nota de precisão (contexto público): Lula ficou preso em Curitiba entre abril de 2018 e novembro de 2019, após condenações na Operação Lava Jato que posteriormente foram anuladas pelo STF, com reconhecimento de incompetência territorial da 13ª Vara Federal de Curitiba e discussão sobre imparcialidade. As regras de visita e entrevistas no período foram objeto de decisões judiciais específicas.
Banco Central liquida Reag Investimentos e programa associa caso ao Banco Master e a investigações
Liquidação e alegações discutidas
O programa informou que o Banco Central teria determinado a liquidação da Reag Investimentos, citando “graves violações ao sistema financeiro”. Os debatedores relacionaram a medida a investigações que, segundo eles, envolveriam:
- fundos e operações associados ao Banco Master;
- suspeitas de lavagem de dinheiro e menções à facção criminosa PCC (afirmação atribuída aos comentaristas com base em investigação mencionada).
Também foi citado que o Diário do Poder teria publicado informação sobre visita do fundador da Reag, João Carlos Mansur, ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, “11 dias antes da operação”.
Nota de precisão (enriquecimento): O Banco Central do Brasil pode decretar regimes como intervenção ou liquidação extrajudicial de instituições sob sua supervisão, conforme legislação e normas do Sistema Financeiro Nacional. Detalhes e motivação formal dependem de atos públicos e processos administrativos.
Reportagem citada sobre Toffoli, resort e ligação com J&F via fundo ligado à Reag
O que foi dito no programa
Os participantes citaram reportagem do Metrópoles afirmando que um resort ligado à família do ministro Dias Toffoli (STF) teria sido adquirido por advogado que atuaria para os irmãos Batista (J&F), por meio de um fundo associado à Reag. O programa também relembrou que Toffoli teria suspendido multa bilionária da J&F em 2023.
Os debatedores defenderam, em suas análises, que haveria conflito de interesses e argumentaram que Toffoli não deveria atuar em processos relacionados ao tema.
Nota de precisão (enriquecimento): Regras de impedimento e suspeição de magistrados estão previstas no Código de Processo Civil (CPC) e em normas internas do Judiciário. No STF, pedidos de impedimento costumam ser analisados no âmbito regimental e processual próprio.
Caso “Guga Lima” e relações políticas na Bahia citadas pelos debatedores
O que o programa atribuiu ao noticiário
O programa afirmou que Augusto “Guga” Lima seria um nome que “preocupa o Planalto” no contexto do caso Banco Master, com base em publicação atribuída ao Metrópoles. Foi citado que ele teria relação histórica com Jaques Wagner e Rui Costa (PT) no ambiente político da Bahia e que:
- teria sido preso com R$ 1,6 milhão em espécie e depois solto;
- prestaria depoimento à Polícia Federal no fim de janeiro;
- teria envolvimento com o “Credcesta” (produto de crédito consignado), citado como relevante nos negócios relacionados.
Os comentaristas discutiram hipóteses sobre o impacto político das conexões e mencionaram reunião em Brasília com autoridades (Lula, ministros e dirigentes), sugerindo que o tema seria sensível.
Smart TVs em presídios federais e negativa de TV a Bolsonaro: debate sobre critérios
O que foi mencionado
O programa afirmou que o governo federal teria anunciado a entrega de 40 smart TVs para presídios federais dentro de um programa de cinema, enquanto um pedido de TV para Jair Bolsonaro teria sido negado, com justificativa de risco de acesso à internet.
Os participantes apresentaram críticas ao que entenderam como disparidade de critérios. Também discutiram o tema à luz do que classificaram como diferentes padrões de tratamento a presos.
Nota de precisão (enriquecimento): A administração penitenciária federal é vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e decisões sobre itens permitidos a custodiados podem envolver regras internas, direção da unidade, sistema penitenciário e deliberações judiciais em casos específicos.
Operação da PF citada: nova fase da “Coffee Break” e ex-nora de Lula
O que foi relatado no programa
Foi mencionada uma nova fase de operação da Polícia Federal chamada “Coffee Break”, investigando fraudes em licitações de materiais educacionais e supostos desvios de recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). Entre os citados estaria Carla Ariane Trindade, apontada como ex-mulher de Marcos Cláudio (filho do presidente Lula).
Os comentaristas associaram o caso a suspeitas de:
- contratos direcionados e superfaturamento;
- intermediação junto ao FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).
Nota de precisão (enriquecimento): O FNDE é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação, responsável por políticas e repasses, incluindo programas de apoio a estados e municípios. O Fundeb é um fundo contábil de financiamento da educação básica, com regras constitucionais e legislação complementar.
Novo ministro da Justiça e reunião com STF, PGR e PF
O que foi dito no programa
O programa tratou da nomeação de Wellington Lima e Silva como novo ministro da Justiça e Segurança Pública, destacando que ele teria defendido “ação de Estado contra o crime organizado” e participado de reunião com:
- o presidente Lula,
- Alexandre de Moraes (STF),
- Paulo Gonet (Procurador-Geral da República),
- Andrei Rodrigues (diretor-geral da Polícia Federal).
Os comentaristas analisaram criticamente a presença de integrantes do Judiciário em reuniões sobre segurança pública, apontando interpretações sobre integração institucional e efeitos práticos na política de combate ao crime.
Nota de precisão (enriquecimento): A Procuradoria-Geral da República (PGR) é o órgão de cúpula do Ministério Público Federal. A Polícia Federal é subordinada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. O STF integra o Poder Judiciário e não compõe formalmente a estrutura do Executivo.
Sigilo do Itamaraty sobre telegramas com os EUA que citam a JBS
Ponto discutido
O programa afirmou que o Itamaraty teria explicado à Câmara dos Deputados o motivo de colocar sigilo em telegramas envolvendo os Estados Unidos que citariam a JBS, alegando que a divulgação poderia prejudicar relações e negociações comerciais.
Também foi citado no debate que Joesley Batista atuaria como “embaixador informal” em interlocuções relacionadas a Estados Unidos e Venezuela, incluindo reunião em Caracas com Delcy Rodríguez e posterior reporte ao governo norte-americano (como descrito no programa).
Nota de precisão (enriquecimento): O Ministério das Relações Exteriores pode classificar documentos com graus de sigilo com base na Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) e normas correlatas, quando entende haver risco a interesses diplomáticos, negociações ou segurança institucional, dentro de prazos legais.
Cenário eleitoral 2026: Ratinho Jr., Caiado e Flávio Bolsonaro
O que foi mencionado
O programa afirmou que:
- o governador do Paraná, Ratinho Junior, teria encaminhado candidatura à Presidência pelo PSD, em diálogo com Gilberto Kassab;
- Ronaldo Caiado buscaria manter competitividade com discurso focado em segurança pública;
- Flávio Bolsonaro adotaria estratégia de moderação para atrair eleitorado de centro.
Os comentaristas discutiram a fragmentação do campo da direita e a dificuldade de convergência em torno de um único nome.
Principais pontos (resumo)
- Data do programa: 15/01/2026.
- Tema central: transferência de Jair Bolsonaro para unidade prisional no DF e repercussões políticas.
- Sistema financeiro: debate sobre liquidação da Reag Investimentos pelo Banco Central e conexões com o caso Banco Master.
- Judiciário: críticas e questionamentos (apresentados pelos comentaristas) sobre a participação de ministros do STF em casos e reuniões citadas.
- Polícia Federal: menção a nova fase da Operação Coffee Break envolvendo licitações e recursos do Fundeb/FNDE.
- Governo e presídios: discussão sobre entrega de smart TVs em presídios federais e negativa de TV a Bolsonaro.
- Diplomacia: sigilo do Itamaraty em telegramas com os EUA citando a JBS, segundo a narrativa trazida ao programa.
- Eleições 2026: movimentações de Ratinho Jr., Caiado e Flávio Bolsonaro no debate eleitoral.
Conclusão
O “Bradock Show” de 15 de janeiro de 2026 reuniu análises dos participantes sobre decisões judiciais e administrativas em curso, com destaque para a transferência de Jair Bolsonaro, a intervenção do Banco Central sobre a Reag Investimentos e conexões apontadas no noticiário envolvendo o caso Banco Master. Também foram discutidas operações da Polícia Federal relacionadas a licitações e educação, além de temas de diplomacia e articulações para as eleições presidenciais.
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