Destaques
- Alex Honnold fará uma tentativa de free solo no Taipei 101, em transmissão ao vivo pela Netflix, com início anunciado para 20h (ET)(horário do leste dos EUA).
- O Taipei 101 tem 101 andares e cerca de 1.667 pés (≈508 metros); sua fachada com paredes de vidro e balcões altera as variáveis técnicas da escalada.
- A iniciativa combina apelo esportivo e de espetáculo, reacendendo debates sobre risco, responsabilidade editorial e possíveis efeitos imitativos.
- Fontes principais da cobertura: The Independent e a revista Climbing, com informações sobre o evento e a preparação do atleta.
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“Skyscraper Live”: Alex Honnold tenta “free solo” no Taipei 101 ao vivo na Netflix
O evento “Skyscraper Live” terá Alex Honnold escalando o Taipei 101 — um arranha-céu de 101 andares e cerca de 1.667 pés (≈508 metros) — sem cordas e sem equipamentos de segurança, em transmissão ao vivo pela Netflix. A cobertura e as informações iniciais foram reportadas por The Independent e pela revista Climbing.
Quem é Alex Honnold e por que esse desafio chama tanta atenção
Com 40 anos, Alex Honnold é um escalador profissional conhecido mundialmente, em especial pela ascensão sem cordas de El Capitan (2017), retratada no documentário vencedor do Oscar “Free Solo”. O feito no Taipei 101 desloca a imagem do free solo das paredes rochosas para um ambiente urbano, com superfícies e formas arquitetônicas diferentes, o que altera as variáveis técnicas e psicológicas do desafio.
Por que o Taipei 101 é um alvo tão ambicioso
O Taipei 101 já foi o edifício mais alto do mundo até 2010, quando foi superado pelo Burj Khalifa — um ícone arquitetônico e turístico que, pela reconhecibilidade, funciona como palco ideal para uma transmissão global. Sua fachada é composta por muitas áreas envidraçadas (paredes cortina) e balcões que estreitam rumo ao topo, características que mudam a dinâmica técnica em comparação com escaladas em rocha natural.
Há precedentes de escaladas urbanas no prédio: o escalador francês Alain Robert já realizou ascensões no Taipei 101, porém utilizando cordas — o que cria um contraste com a tentativa anunciada por Honnold.
Preparação e vida pessoal: o “free solo” na fase de marido e pai
Fontes indicam que Honnold se preparou especificamente para o evento na Netflix. Hoje marido e pai de dois filhos, residente em Las Vegas, sua vida pessoal adiciona uma camada de interesse público: a escolha por uma escalada ao vivo em alto risco levanta questões sobre limites individuais e responsabilidade familiar. A revista Climbing destaca esse aspecto da preparação direcionada para o evento.
Reações divididas e o debate sobre “o maior de todos”
A tentativa gerou reações mistas. Parte do público aponta ceticismo e recorda feitos urbanos anteriores — por exemplo, Dan Goodwin, que teria feito uma ascensão da CN Tower, em Toronto, em 1986, sem equipamentos — enquanto outros consideram a transmissão ao vivo como um possível marco de audiência. A falta de critérios unificados para “recordes” em escalada urbana (tipo de superfície, rota, pausas, equipamento) alimenta o debate sobre legitimidade da narrativa.
Segundo relatórios, Honnold vê a tentativa como possivelmente “o maior free solo urbano de todos” — uma formulação que sugere busca por singularidade e recorde.
O que a Netflix ganha com um evento ao vivo desse tipo
A Netflix tem aumentado investimentos em conteúdo ao vivo que gere “momentos”: transmissões em que os espectadores são incentivados a assistir em tempo real. Eventos assim podem aumentar retenção, gerar picos de audiência e promover conversas em redes sociais. A cobertura com atualizações ao vivo foi sinalizada por The Independent.
Esporte, risco e responsabilidade: onde termina a escolha individual e começa o dever público?
Embora adultos possam legalmente assumir riscos, transformar uma atividade potencialmente fatal em espetáculo com alcance global reaviva perguntas éticas e práticas: como comunicar risco sem glamourizá-lo? Como evitar incentivos imitativos? A cobertura jornalística responsável deve contextualizar preparo, limite de replicabilidade e destacar que se trata de uma modalidade para praticantes extremamente qualificados.
O que está em jogo para Honnold: legado, limites e reputação
A imagem de Honnold, consolidada após Free Solo, depende de combinação entre preparo metódico e desempenho. Uma tentativa ao vivo altera a dinâmica de controle narrativo e pode ser interpretada como inovação esportiva, marketing ou ambos. A preparação relatada pela imprensa (por exemplo, Climbing) atesta profissionalismo, mas críticos podem questionar se isso basta para justificar um ao vivo sem margem de edição.
Taipei 101: símbolo urbano, vitrine global
O prédio funciona como símbolo local e vitrine global: por um lado, atrai atenção turística e cultural; por outro, sua associação a risco extremo pode gerar debates sobre imagem pública e mensagens transmitidas. O valor simbólico de ter sido o edifício mais alto do mundo até 2010 torna-o um palco de alto impacto para produções em streaming.
Como acompanhar e o que esperar da transmissão
A transmissão está vinculada à Netflix, com início anunciado para 20h (ET). A cobertura prevista inclui atualizações ao vivo, e é esperado que a produção ofereça contexto técnico e explicações para o público leigo, embora detalhes de formato dependam da equipe da própria Netflix.
O que acontece depois: impacto e precedentes
Independentemente do resultado — sucesso, interrupção técnica ou polêmica — o evento pode influenciar a indústria de mídia. Um desfecho bem-sucedido e audiência alta podem abrir espaço para mais eventos ao vivo de risco; controvérsia pode deslocar o debate para responsabilidade editorial e critérios claros para tais transmissões.
Fontes e Referências
Perguntas Frequentes
A transmissão será realmente ao vivo na Netflix?
Sim. A cobertura divulgada por The Independent indica que a Netflix fará atualizações ao vivo durante o evento, com início previsto para 20h (horário do leste dos EUA).
Honnold usará qualquer equipamento de segurança?
O anúncio descreve a tentativa como free solo, ou seja, sem cordas nem equipamentos de segurança. Fontes jornalísticas reportam a intenção anunciada, e a produção afirma cobertura ao vivo — detalhes operacionais são de responsabilidade da equipe e das autorizações locais.
Há risco de isso incentivar imitação?
Especialistas em comunicação de risco alertam que transmissões de alto risco podem ter efeitos imitativos entre espectadores despreparados. A reportagem e a cobertura responsável devem enfatizar que se trata de um feito para atletas altamente treinados e não um desafio replicável pelo público em geral.
Onde posso ler as reportagens originais?
As matérias citadas neste texto estão disponíveis em The Independent e em Climbing.
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