Jornalista Juliana Moreira Leite relata abordagem para produzir conteúdo sobre Banco Master e diz ter recusado proposta
Em vídeo publicado no canal Juliana Moreira Leite, apresentado por Juliana Leite, a jornalista afirmou ter sido procurada em dezembro por um intermediário que ofereceu um contrato para a produção de conteúdos críticos ao Banco Central do Brasil (BCB) e favoráveis ao Banco Master. Segundo ela, a proposta foi recusada e posteriormente seu nome passou a ser citado em reportagens de veículos como Globo, Estadão, Folha de S.Paulo e Revista Oeste, ao lado do influenciador Rony Gabriel, como pessoas que não teriam aceitado a oferta.
Introdução
A jornalista Juliana Moreira Leite, que disse atuar em diferentes veículos e projetos jornalísticos, apresentou em vídeo sua versão sobre uma abordagem recebida para a produção de conteúdos com direcionamento editorial relacionado ao Banco Master e ao Banco Central. No relato, ela descreveu como teria ocorrido o contato, quais eram as condições sugeridas, e como o caso ganhou repercussão após apurações jornalísticas e a divulgação de supostos documentos e cláusulas contratuais.
A seguir, os principais pontos apresentados por ela, com atribuição direta ao que foi declarado no vídeo.
Como teria ocorrido a abordagem, segundo a jornalista
Juliana Moreira Leite afirmou que, perto do Natal (indicando data aproximada em dezembro), recebeu contato de uma pessoa que se apresentou como representante de uma agência. Posteriormente, ela disse ter concluído que se tratava de uma estrutura ligada a influenciadores.
De acordo com seu relato:
- o intermediário teria dito que havia um “cliente” interessado em contratá-la por três meses;
- a proposta envolveria a produção de conteúdos a partir de pautas e textos fornecidos pela contratante;
- o objetivo seria publicar materiais com críticas ao Banco Central e defesa do Banco Master.
A jornalista afirmou que, ao identificar que o tema era o Banco Master, respondeu que não estaria disponível para produzir materiais favoráveis à instituição e encerrou a conversa.
Conteúdo enviado e estratégia descrita no vídeo
Ainda segundo a jornalista, o intermediário teria encaminhado um texto/roteiro que estaria sendo utilizado por influenciadores para produzir vídeos questionando o Banco Central e mencionando órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU).
Ela relatou que, em reação, publicou conteúdo próprio explicando aspectos do que chamou de “liquidação de banco”, e afirmou ter indicado, já naquela época, que influenciadores estariam sendo pagos para atacar o Banco Central.
Esclarecimento institucional (contexto técnico)
No Brasil, processos envolvendo intervenção e liquidação extrajudicial de instituições financeiras são conduzidos no âmbito do Sistema Financeiro Nacional, sob supervisão do Banco Central do Brasil. A liquidação extrajudicial é um instrumento previsto na legislação do setor (historicamente associada à Lei nº 6.024/1974, entre outras normas e regulamentações posteriores do BCB), aplicado quando uma instituição enfrenta graves problemas de solvência, gestão ou irregularidades, de acordo com critérios técnicos e regulatórios.
Menções a outros comunicadores e apuração jornalística
Juliana afirmou que entrou em contato com o comentarista e advogado Paulo Figueiredo Pavinato (conhecido como Pavinato), dizendo que ele já teria relatado anteriormente ter recusado uma proposta semelhante. Segundo ela, Pavinato teria obtido documentos, valores e nomes ligados à iniciativa e preparava uma reportagem, mas o material teria sido “barrado” (sem detalhar por quem ou por qual motivo).
No vídeo, Juliana também afirmou que, após novos desdobramentos, o influenciador Rony Gabriel teria procurado jornalistas como Andréia Sadi e Malu Gaspar (ambas profissionais do Grupo Globo). Ela declarou ter fornecido provas do contato recebido (como áudios e registros da recusa) para jornalistas de diferentes veículos.
Nomes citados e alegações sobre vídeos publicados
A jornalista disse que reportagens publicadas por diversos veículos teriam associado determinados influenciadores à divulgação de conteúdos semelhantes ao texto que ela afirma ter recebido. No vídeo, ela citou nomes que, segundo sua fala, foram identificados por jornalistas a partir da publicação de materiais com o mesmo teor.
Entre os nomes mencionados por ela estão: Cardoso, Mundo, Marcelo Renó, Firmino Cortada, Carol Dias e Luiz Bart (conforme pronunciado no relato).
A jornalista afirmou que não se considerava em posição de “acusar” formalmente essas pessoas, alegando não ter tido acesso a contratos delas e dizendo que sua participação no episódio se limitou à recusa da proposta.
Cláusula de confidencialidade e “negação pública”, segundo o relato
Juliana declarou que o intermediário teria mencionado que o tema passaria a ser “confidencial” e que haveria necessidade de assinatura de documentos. Ela também afirmou que o contrato recebido por Rony Gabriel conteria cláusula prevendo que, em caso de vazamento, os contratados deveriam negar publicamente o acordo, sob pena de multa.
Como a íntegra do documento não foi apresentada no transcript fornecido, o artigo registra a informação apenas como alegação feita pela jornalista no vídeo.
Repercussão, ataques e manifestações de apoio mencionadas
A jornalista disse que passou a receber críticas e ataques nas redes sociais após a divulgação do caso. Também afirmou ter recebido apoio de figuras públicas, citando o senador Magno Malta e o deputado federal Marcel van Hattem (nomes mencionados como contatos e apoio na semana descrita).
Principais pontos (resumo)
- Juliana Moreira Leite afirmou ter sido abordada em dezembro por um intermediário oferecendo um contrato de três meses para produzir conteúdos sobre Banco Master e Banco Central.
- Segundo ela, seriam conteúdos baseados em pautas e textos fornecidos pela contratante, com pedido de confidencialidade.
- A jornalista disse ter recusado a proposta e publicado conteúdo próprio criticando a iniciativa.
- Ela relatou ter compartilhado registros (áudios e mensagens) com jornalistas de veículos nacionais após a repercussão do caso.
- No vídeo, mencionou o influenciador Rony Gabriel como outra pessoa que teria recusado oferta semelhante.
- Citou nomes de influenciadores que, segundo ela, foram associados por reportagens à divulgação de conteúdo semelhante ao material que diz ter recebido.
Conclusão
No vídeo, Juliana Moreira Leite apresentou sua narrativa sobre uma proposta para produção de conteúdo direcionado envolvendo Banco Master e Banco Central, destacando que recusou a oferta e que o caso ganhou repercussão após publicações na imprensa e apurações jornalísticas. As alegações sobre valores, contratos e cláusulas foram atribuídas pela jornalista ao que diz ter recebido e ao que afirma ter sido obtido por terceiros, e não foram confirmadas de forma independente neste texto além do que consta no relato transcrito.
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