Bradock Show 26/01/26 – Emilinho Surita, Constantino, Sen. Marcio Bittar, Ju Leite e Karina Michelin


Bradock Show 26/01/26 – Emilinho Surita, Constantino, Sen. Marcio Bittar, Ju Leite e Karina Michelin

Em um episódio marcado por relatos de mobilização de rua e cobrança institucional, o Bradock Show reuniu o apresentador Emilinho Surita e comentaristas para ouvir o senador Márcio Bittar sobre a marcha “Acorda Brasil” e a crise de confiança entre Senado, STF e sociedade. O programa também repercutiu falas do deputado Nicolas Ferreira em entrevista, discutindo unidade da direita, espiritualidade e estratégia política para 2026. Outros temas sensíveis — como o caso Felipe Martins e a polêmica sobre sigilo médico envolvendo Jair Bolsonaro — apareceram como exemplos de disputa narrativa e tensão entre poderes.

Introdução

O episódio do Bradock Show analisado neste artigo concentrou-se em três eixos: (1) a mobilização popular simbolizada pela marcha “Acorda Brasil”; (2) o impacto político do escândalo envolvendo o Banco Master e a discussão sobre uma CPI; e (3) a leitura de participantes sobre o papel do Senado frente a denúncias e controvérsias que atingem ministros do STF.

Ao longo da conversa, Emilinho Surita conduziu perguntas ao senador Márcio Bittar, enquanto Rodrigo Constantino, Juliana Moreira Leite e Karina Michelin adicionaram questionamentos e análises. Em outro bloco, o programa exibiu e comentou trechos de uma entrevista de Nicolas Ferreira, que falou sobre governo, unidade interna do campo conservador e o impulso por trás da marcha.

Ficha do Programa

  • Programa: Bradock Show
  • Apresentação: Emilinho Surita
  • Participações (painel): Rodrigo Constantino, Juliana Moreira Leite, Karina Michelin
  • Convidado: Senador Marcio Bittar
  • Conteúdos em destaque: Marcha “Acorda Brasil”, Banco Master/CPI, críticas ao STF, caso Felipe Martins, comentários sobre sigilo médico e narrativa política
  • YouTube (episódio): https://www.youtube.com/watch?v=853K5eXjhJA

Márcio Bittar relata a marcha “Acorda Brasil” e diz ter participado “como cidadão”

A abertura do bloco com o senador é pautada por um relato pessoal: Márcio Bittar descreveu a decisão de entrar na marcha “Acorda Brasil” e o que viu ao longo do caminho. Segundo ele, foram 202 km percorridos, com condições difíceis e grande recepção popular. Emilinho Surita apresentou o tema como uma das pautas centrais do programa, antecipando a participação do parlamentar e a dimensão do ato.

Em seu testemunho, Bittar afirmou que mudou a própria agenda para integrar a caminhada e atribuiu a iniciativa a um impulso que ele descreveu como inspirado, associando diretamente a organização do movimento ao deputado Nicolas Ferreira. Em seguida, Surita pediu um esclarecimento direto sobre a natureza de sua participação — se como autoridade ou como indivíduo.

“Confirma que participou como cidadão” (síntese do bloco em que o senador responde ao apresentador). — Senador Marcio Bittar, senador.

Ao retomar o relato, o senador enfatizou as dificuldades climáticas e a presença de apoiadores. Também enquadrou a marcha como sinal de alinhamento político e social, afirmando que ela “mostra qual lado o Brasil está”, em sua leitura do momento.

Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:08:48: https://www.youtube.com/watch?v=853K5eXjhJA&t=528s

Senado, STF e “freios e contrapesos”: cobrança por reação após o recesso

A discussão avançou quando Rodrigo Constantino questionou se o Senado cumpriria seu papel constitucional de contrapeso institucional após o recesso, em meio a escândalos e denúncias envolvendo ministros do STF. A pergunta explicitou o foco no mecanismo de responsabilização e no custo político de pautar investigações ou medidas mais duras.

“Pergunta sobre a possibilidade de o Senado cumprir seu papel constitucional… após o recesso” (com referência a escândalos envolvendo ministros do STF). — Rodrigo Constantino, comentarista.

Na resposta, Márcio Bittar trouxe ao centro do debate a articulação de assinaturas para uma CPI do Banco Master, citando o número de 42 assinaturas como marco mencionado no programa. Ele também conectou a capacidade de reação do Senado ao calendário eleitoral, insistindo que 2026 tende a pressionar parlamentares, especialmente os que buscarão reeleição, a se tornarem mais sensíveis à opinião pública.

“Fala das 42 assinaturas para a CPI… e da importância da eleição de 2026 para o Senado.” — Senador Marcio Bittar, senador.

O senador delineou, assim, uma tese recorrente no episódio: a de que o “incentivo” para agir viria do eleitorado, com a proximidade das urnas alterando o cálculo político.

Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:19:12: https://www.youtube.com/watch?v=853K5eXjhJA&t=1152s

Chamando a experiência de rua para a conversa, Emilinho Surita destacou que Juliana Moreira Leite esteve em uma manifestação em São Paulo e a convidou a relatar a percepção do público. Juliana descreveu o clima e, ao entrar no tema do Banco Master, sustentou que escândalos financeiros e de bastidores atingem diretamente o cidadão comum — não apenas a elite política.

Na pergunta ao senador, ela ampliou o enquadramento: em vez de tratar como um episódio isolado, questionou como enfrentar uma corrupção que, em sua visão, atravessa partidos e instituições.

“Pergunta como lidar com a corrupção sistêmica envolvendo múltiplos partidos.” — Juliana Moreira Leite, comentarista.

Bittar, na resposta, concordou com o diagnóstico de amplitude e disse que o caso envolve “a República” como um todo, insistindo novamente na importância de 2026 como janela de mudança de comportamento no Senado, pela pressão sobre quem disputará reeleição.

“Reconhece que o escândalo envolve a República… e volta a destacar 2026.” — Senador Marcio Bittar, senador.

O bloco reforçou dois elementos: (1) o entendimento de que a crise é institucional, e (2) a leitura de que a via eleitoral seria o principal motor de correção de rota.

Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:23:14: https://www.youtube.com/watch?v=853K5eXjhJA&t=1394s

2026, impeachment e pragmatismo: Karina Michelin pressiona sobre saída política possível

No fechamento da entrevista com o senador, Karina Michelin levou a discussão para uma pergunta estratégica: como imaginar mudanças em 2026 diante da composição atual do STF e das dificuldades do Senado em reagir. A questão conectou o debate eleitoral com as barreiras institucionais apontadas pelos próprios participantes.

“Pergunta sobre mudanças em 2026 dada a composição do STF e desafios no Senado.” — Karina Michelin, comentarista.

Bittar respondeu discutindo a hipótese de movimentos “estratégicos” e citou a possibilidade de impeachment em uma lógica pragmática, ponderando que o ambiente político exige cálculo e coordenação. Ele também descreveu a eleição de 2026 para o Senado como um cenário de polarização inédita, apontando que isso tende a reorganizar o comportamento de parte dos parlamentares.

“Fala em impeachment estratégico, pragmatismo e polarização inédita em 2026.” — Senador Marcio Bittar, senador.

O bloco termina com agradecimentos ao convidado e reforço de que o senador poderia retornar em outro momento, concluindo a parte mais institucional do episódio.

Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:30:24: https://www.youtube.com/watch?v=853K5eXjhJA&t=1824s

Repercussão de falas de Nicolas Ferreira: governo, unidade interna e crítica ao “messianismo” político

Em outro segmento, o programa exibiu trechos de uma entrevista de Nicolas Ferreira e os comentaristas analisaram as declarações. No primeiro recorte, Nicolas abordou falhas de governo e falou sobre o legado e comparações com a gestão Bolsonaro, além de mencionar a necessidade de unidade — tentando se afastar, segundo a leitura do programa, de disputas internas em redes sociais.

“Fala sobre falhas do governo… e unidade na direita, se distanciando de brigas no Twitter.” — Nicolas Ferreira, deputado federal (trecho exibido).

Após o vídeo, Rodrigo Constantino interpretou a postura como uma combinação de apoio a Bolsonaro com preservação de independência política, criticando movimentos que buscam divisão interna.

“Analisa apoio com independência e critica quem cria divisões.” — Rodrigo Constantino, comentarista.

Em seguida, um segundo recorte trouxe a fala de Nicolas contra expectativas messiânicas: ele advertiu contra a ideia de que um líder político “salvará” tudo e enfatizou responsabilidade individual, rejeitando promessas de “paraíso terreno”.

“Alerta contra o messianismo… enfatiza responsabilidade pessoal.” — Nicolas Ferreira, deputado federal (trecho exibido).

Juliana Moreira Leite elogiou a atuação de jovens políticos conservadores e criticou quem ataca aliados por “atenção”, reforçando o argumento de coesão estratégica.

“Defende unidade e critica ataques a aliados por atenção.” — Juliana Moreira Leite, comentarista.

Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:16:53: https://www.youtube.com/watch?v=853K5eXjhJA&t=1013s

Marcha “Acorda Brasil” como impulso espiritual e político: Nicolas diz ter decidido em julho

O programa exibiu ainda um terceiro trecho com Nicolas Ferreira detalhando a decisão de organizar a marcha e descrevendo equilíbrio espiritual. Nesse bloco, ele relata que a decisão ocorreu em julho e associa o impulso organizador a uma inspiração de natureza religiosa.

“Descreve a decisão em julho de organizar a marcha… e fala em inspiração divina.” — Nicolas Ferreira, deputado federal (trecho exibido).

Na análise, Karina Michelin destacou a trajetória de Nicolas, sua capacidade de oratória e preparo intelectual, apresentando a marcha como elemento de renovação de esperança e de mobilização.

“Analisa oratória, preparo e o sentido do movimento para renovar esperança.” — Karina Michelin, comentarista.

Este trecho conecta diretamente com o que Márcio Bittar havia dito na entrevista, já que o senador também atribuiu ao deputado um papel central na iniciativa.

Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:26:21: https://www.youtube.com/watch?v=853K5eXjhJA&t=1581s

Caso Felipe Martins: Constantino chama de “o mais absurdo” e cita acusações que nega

Em outro momento do episódio, Rodrigo Constantino comentou o caso Felipe Martins, descrevendo-o como um exemplo extremo de injustiça. Ele afirmou que Martins teria sido preso por “uma viagem que não fez”, “uma reunião que não compareceu” e “uma rede que não acessou”, enquadrando o caso como símbolo de abuso e falhas processuais.

“O caso Felipe Martins é o mais absurdo… preso por uma viagem que não fez, uma reunião que não compareceu e uma rede que não acessou.” — Rodrigo Constantino, comentarista.

O bloco foi apresentado como tema próprio, com tom de denúncia política e questionamento de procedimentos, antes de Emilinho Surita agradecer a participação de Constantino em um momento de despedida.

Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:00:23: https://www.youtube.com/watch?v=853K5eXjhJA&t=23s

Sigilo médico, Bolsonaro e disputa de narrativa: painel debate “segurança ou censura?”

No bloco sobre Jair Bolsonaro, Emilinho Surita perguntou a Juliana Moreira Leite se o sigilo médico em torno do tratamento do ex-presidente seria questão de segurança ou censura. Juliana respondeu com críticas diretas ao ministro Alexandre de Moraes, descrevendo uma “obsessão” e classificando como absurda a lógica de segredo médico, demonstrando preocupação com o quadro clínico.

“Acusa Moraes de obsessão… chama de absurdo o sigilo médico e diz temer pela sobrevivência de Bolsonaro.” — Juliana Moreira Leite, comentarista.

Karina Michelin complementou mencionando tentativa de intervenção do conselho de medicina (como narrado no programa) e citou Michel Temer em discussão sobre prisão domiciliar, interpretando o cenário como uma estratégia de controle de narrativa.

“Menciona conselho de medicina, cita Michel Temer e analisa controle de narrativa.” — Karina Michelin, comentarista.

Assista a este trecho no YouTube a partir de 00:09:25: https://www.youtube.com/watch?v=853K5eXjhJA&t=565s

Conclusão

O episódio do Bradock Show reuniu relato de mobilização popular — com Márcio Bittar descrevendo a marcha “Acorda Brasil” — e uma discussão de alta temperatura sobre o papel do Senado diante do STF, com o Banco Master e a possibilidade de CPI como catalisadores do debate. Ao mesmo tempo, a análise de falas de Nicolas Ferreira conectou o tema da marcha a uma narrativa de unidade política, crítica ao “messianismo” e ênfase em 2026 como horizonte decisivo. Outros tópicos, como o caso Felipe Martins e o sigilo médico sobre Bolsonaro, apareceram como exemplos de conflito institucional e disputa pública de versões.

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Marco Antonio Costa

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