Destaques
- O barbeiro Clayton Costa Cândido Nunes, de 42 anos, está preso desde 8 de janeiro de 2023 na Penitenciária da Papuda.
- Ele sofre de psoríase grave em estágio avançado e, segundo a defesa, corre risco iminente de morte.
- Pedidos de prisão domiciliar foram encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas tiveram parecer contrário da Procuradoria-Geral da República (PGR).
- Laudos médicos apontam a necessidade urgente de tratamento fora do ambiente prisional.
- A defesa afirma que Clayton divide cela superlotada e dorme no chão do banheiro, em condições consideradas sub-humanas.
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Barbeiro preso após 8/01 enfrenta grave crise de saúde
O barbeiro Clayton Costa Cândido Nunes, de 42 anos, tornou-se uma das pessoas presas após os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Ele foi detido naquele mesmo dia e permanece encarcerado há três anos no PDF 4, no Presídio da Papuda.
Clayton sofre de psoríase grave em estado avançado, doença que, segundo sua defesa, apresenta risco iminente de morte caso não receba tratamento adequado e contínuo.
Condições de encarceramento
De acordo com informações apresentadas no processo, o detento ocupa atualmente uma cela com outros 18 presos comuns. Alguns deles, segundo a defesa, são portadores de doenças infectocontagiosas, como HIV, o que agravaria ainda mais o quadro clínico de Clayton.
A advogada Dra. Valquíria Durães, responsável pelo caso, afirma que Clayton dorme no chão do banheiro da cela, em condições consideradas sub-humanas e sem higiene adequada, situação que vem comprometendo de forma progressiva o seu estado de saúde.
Pedidos à Justiça e laudos médicos
O grave quadro clínico do barbeiro já foi denunciado por diversas vezes ao Supremo Tribunal Federal. As solicitações foram encaminhadas à Procuradoria-Geral da República, que se manifestou contrariamente aos pedidos de prisão domiciliar formulados pela defesa.
Laudos médicos assinados pela dermatologista Dra. Patrícia Kurtzky, responsável pelo acompanhamento de Clayton, foram juntados aos autos. Os documentos apontam a necessidade urgente de transferência para tratamento domiciliar, diante do risco concreto de agravamento irreversível da doença.
Segundo a defesa, parte essencial do tratamento envolve a aplicação de vacinas específicas, que não estariam sendo administradas de forma regular, havendo constantes atrasos. A direção do PDF 4 e o GEAIT – Gerência de Atendimento ao Interno do presídio já teriam sido notificados sobre a gravidade do caso, sem que tenham apresentado respostas até o momento.
Família e condenação
Clayton é pai de duas filhas menores e foi condenado a 16 anos e seis meses de prisão. A defesa sustenta que a condenação ocorreu sem provas concretas de sua participação direta em atos de vandalismo durante os eventos de 8 de janeiro.
Os advogados afirmam que o caso representa uma grave situação humanitária e que a manutenção do preso nas atuais condições viola direitos básicos à saúde e à dignidade.
Sobre o autor: Marcos Vanucci é jornalista, publicitário e pós-graduado em Direito. Atuou nos principais veículos de comunicação de São Paulo, como TV Globo, Rádios Globo e CBN, TV Record e RedeTV!, entre outros. Atualmente é comentarista e apresentador na VV8 TV, além de comentarista do portal FioDiário.com.




