SHOW DA MANHÃ – O MISTÉRIO DO CENTRÃO – COM DEP. FED. CORONEL ULYSSES E RASTA – 02/12/2025

O STF e a Gestão do Absurdo: De Adélio Livre a Bolsonaro Preso, a Perseguição Política Escancara o Regime

Enquanto Adélio Bispo, autor da facada contra Jair Bolsonaro, passa por nova avaliação que pode soltá-lo, o STF, segundo a imprensa, calcula o momento exato para conceder prisão domiciliar ao ex-presidente, evidenciando uma justiça de dois pesos e duas medidas que alimenta denúncias internacionais.

O cenário político e jurídico brasileiro se assemelha cada vez mais a um teatro do absurdo, onde as leis parecem se curvar às conveniências de um regime que não hesita em utilizar o aparato estatal como arma política. A inversão de valores atingiu um ponto crítico: o homem que tentou assassinar um presidente da República pode ganhar a liberdade, enquanto este mesmo presidente tem sua liberdade gerida pelo cálculo eleitoral de seus algozes no Supremo Tribunal Federal. Esta não é apenas uma contradição; é a confissão de um sistema que abandonou a justiça em favor da perseguição.

A simultaneidade de dois fatos expõe a face mais explícita deste sistema. De um lado, Adélio Bispo, o agressor de Jair Bolsonaro, é submetido a um novo exame psiquiátrico que pode resultar em sua soltura. Do outro, a grande imprensa, agindo como porta-voz do STF, noticia que a eventual prisão domiciliar de Bolsonaro é uma “questão de tempo”, mas convenientemente adiada para depois das eleições de 2026, para que ele não possa “interferir no processo eleitoral”. A justiça, aqui, não se baseia em autos, mas em calendários políticos.

O Contraste Inaceitável: Adélio e Bolsonaro

A notícia de que Adélio Bispo pode ser solto reacende a perplexidade nacional sobre um dos atentados políticos mais graves da nossa história. A narrativa de “lobo solitário” com problemas mentais nunca convenceu, especialmente quando se recorda a caríssima e imediata estrutura de defesa que surgiu para defendê-lo. Como bem pontuou o vereador Rafael Satiê, a estratégia do sistema parece ser um espelho macabro:

Querem prender o Bolsonaro para matá-lo, e querem soltar o Adélio para matá-lo. É evidente que, uma vez solto, ele não durará uma semana.

Enquanto isso, a situação de Jair Bolsonaro é tratada com uma sinceridade assustadora pela CNN, que ecoa o pensamento de ministros do STF. A decisão sobre sua liberdade não é uma questão de direito, but de oportunidade política. A Suprema Corte, segundo os relatos, considera que seria “mais seguro” conceder o regime domiciliar apenas após as eleições, escancarando que a prisão do ex-presidente é uma medida cautelar não contra um risco jurídico, mas contra a ameaça política que ele representa. Trata-se da prova cabal de que sua prisão é política, com o único objetivo de neutralizá-lo na corrida eleitoral.

A Resposta Internacional: Denúncia na OEA Avança

A percepção de que o Brasil vive sob um estado de exceção não é mais uma exclusividade dos críticos internos. Em entrevista ao programa, o Deputado Federal Coronel Ulisses trouxe uma informação inédita e crucial: a denúncia protocolada por mais de 70 parlamentares na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), está avançando.

A comissão solicitou informações adicionais ao grupo de denunciantes, um sinal claro de que a petição foi aceita e está sob análise. O documento da CIDH pede esclarecimentos sobre pontos nevrálgicos da perseguição em curso, incluindo:

  • Informações sobre 104 presos políticos cujos processos transitaram em julgado.
  • Questionamentos sobre a morte de Cleriston Pereira, que faleceu sob custódia do Estado após o STF ignorar pareceres da PGR que alertavam para seu frágil estado de saúde.
  • Detalhes sobre a prisão ilegal, por 180 dias, de 12 pessoas nos estados do Acre e Pará, cujos processos foram posteriormente arquivados por falta de crime.

Este avanço representa uma fresta de esperança e a constatação de que as violações de direitos humanos perpetradas pelo Estado brasileiro, personificadas na figura do ministro Alexandre de Moraes, estão finalmente sob o escrutínio de órgãos internacionais.

A Imprensa Como Porta-Voz do Regime

A análise do jornalista Fernando Holiday sobre o papel da mídia tradicional é cirúrgica. Hoje, para compreender os próximos passos do regime, não se consultam os autos, mas as colunas de Andreia Sadi, Malu Gaspar ou as reportagens de Gustavo Uribe. A imprensa deixou de ser um fiscal do poder para se tornar seu canal de comunicação informal, antecipando decisões e normalizando abusos.

Se você quer saber o que o STF pensa, você tem que ver a Andreia Sadi. Se quer saber o que Gilmar Mendes está planejando, tem que ouvir o Gustavo Uribe na CNN. Nós não sabemos o que os ditadores pensam pelos autos, mas por seus porta-vozes na mídia.

Esse conluio entre o Judiciário e a imprensa cria um ciclo vicioso: os ministros se posam de autoridades democráticas enquanto vazam suas intenções políticas, e os jornalistas se alimentam desses “furos” de bastidores, ganhando relevância ao decifrar os planos da ditadura. Ambos ganham, e a sociedade perde, refém de um jogo de poder onde a verdade e a justiça são meros detalhes.

Destaques da Análise

  • Justiça Seletiva: Adélio Bispo, autor de um atentado, caminha para a liberdade, enquanto Bolsonaro, adversário político, tem sua pena calculada para não impactar as eleições.
  • Avanço na OEA: A denúncia contra o Estado brasileiro por violação de direitos humanos foi recepcionada pela CIDH, que solicitou informações adicionais, indicando prosseguimento da investigação.
  • Prisão Política: A própria imprensa admite que a decisão de manter Bolsonaro preso é uma estratégia do STF para impedir sua influência eleitoral em 2026.
  • Mídia e Regime: Jornalistas de grandes veículos atuam como porta-vozes informais do STF, normalizando a politização da justiça e antecipando decisões que deveriam ser técnicas.

Conclusão

Os fatos, quando conectados, formam um mosaico assustador. A gestão da liberdade de Adélio e Bolsonaro, o avanço das denúncias na OEA e o papel da imprensa como cúmplice do sistema judicial politizado não são eventos isolados. São sintomas de uma mesma doença: o colapso do Estado de Direito no Brasil.

O que assistimos não é a aplicação da lei, mas a administração estratégica da perseguição. O Supremo Tribunal Federal, ao lado de seus aliados na mídia, governa por meio do medo e do cálculo político, tratando opositores como inimigos a serem neutralizados. A esperança reside na resiliência da sociedade civil e na atenção de órgãos internacionais que, felizmente, começam a perceber que a democracia brasileira está sob grave ameaça.

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